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29.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (174) - che (newsletter/catálogo #13)


che records
newsletter + catálogo
Nº 13
1 folha A3 dobrada em 4 A5 --> 8 páginas (1 lado newsletter, 1 lado catálogo), a p/b










28.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (173) - Neon Records (catálogo)


NEON RECORDS
catálogo/lista de venda Abril 1998
Loja e Distribuidora
Portugal - Lisboa
16 páginas (5 folhas A4 impressas, a p/b, dobradas ao meio)








27.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (172) - Numérica (catálogo)


Numérica
(editora portuguesa)
catálogo 94
Música Portuguesa
Vol. 1

folheto/catálogo de 12 páginas a cores e papel brilhante mais postal RSF para encomendas.



 
 
 
 




26.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (171) - Indies Forum (Folheto / Evento)


Indies Forum
1995
Seixal
Portugal

Sei que estive lá, mas não me lembro de assistir a concertos, lembro-me apenas de assistir a debate(s). A única coisa que me lembro claramente foi que comprei, na pequena feira do disco lá montada, um CD EP dos Arcane Device ;-)












24.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (170) - Neon Records (catálogo)


NEON RECORDS
catálogo Abril 1998
Loja e Distribuidora
Portugal - Lisboa
14 páginas (7 folhas A4 impressas dos dois lados, a p/b, agrafadas)









22.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (169) - Materiali Sonori (catálogo)


Materiali Sonori
the big catalogue
Nº 4
1990
Itália
Ano 1 - Nº 2
54 páginas a p/b com bom arranjo gráfico. Capa de cartolina amarela.







21.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (168) - General Purpose Cassettes (catálogo)


General Purpose Cassettes

USA
catálogo
12 folhas A4, dobradas em A5, impressas só de um lado. Papel pesado e folhas em cores sortidas.













20.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (167) - New Albion Records (catálogo)


New Albion Records
San Francisco
USA
catálogo 1997
12 páginas a p/b






19.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (166) - Tzadik (catálogo)


TZADIK
catálogo 1997
USA
executive producer: John Zorn
10 páginas desdobráveis








18.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (165) - RRRecords (catálogo)


RRRecords
USA
catálogo
(1991)
16 páginas A5 (A4 dobrado) + insert de 1 folha (2 páginas de new releases)
aspecto cuidado.









17.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (164) - Rhythm (catálogo)


Rhythm
store catalogue
Catalogue Issue 53
Janeiro de 1989
28 páginas A5








16.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (163) - Facadas Na Noite / Voodoo Tapes (catálogo)


Facadas Na Noite / Voodoo Tapes
catálogo Fevereiro de 1989
10 páginas (5 folhas A4 dobradas em A5s.







15.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (162) - PLUG #4


PLUG
Nº4
Nov. 1993 


Fanzine/Newsletter - Folha A2 a preto e branco, dobrada em várias partes A5, com impressão frente e verso, num total, pois de 16 páginas, ao estilo DIY do punk, com notícias, entrevistas, anúncios, mail-order, etc. acerca de um grupo de editoras e grupos que trabalhavam em conjunto com colaborações, participações de membros de grupos uns nos outros, constituindo uma "holding" de produção, gravação, marketing e distribuição independente, no início dos anos 90
Referimo-nos às editoras Clawfist, Wiiija e Too Pure, e a grupos como os Moonshake, Th Faith Healers, Seefeel, Jacob's Mouse, Cornershop, Pram, Gallon Drunk, Voodoo Queens, etc., só para citar os mais conhecidos e que chegaram a obter alguma notoriedade no circuito independente britânico e até além-fronteiras. Alguns desses grupos mantiveram-se por bastante tempo, outros reapareceram mais tarde, sendo que a maioria dos seus músicos continua em actividade noutros projectos.









13.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (161) - PLUG #5


PLUG
Nº5
Dez. 1993



Fanzine/Newsletter - Folha A2 a preto e branco, dobrada em várias partes A5, com impressão frente e verso, num total, pois de 16 páginas, ao estilo DIY do punk, com notícias, entrevistas, anúncios, mail-order, etc. acerca de um grupo de editoras e grupos que trabalhavam em conjunto com colaborações, participações de membros de grupos uns nos outros, constituindo uma "holding" de produção, gravação, marketing e distribuição independente, no início dos anos 90
Referimo-nos às editoras Clawfist, Wiiija e Too Pure, e a grupos como os Moonshake, Th Faith Healers, Seefeel, Jacob's Mouse, Cornershop, Pram, Gallon Drunk, Voodoo Queens, etc., só para citar os mais conhecidos e que chegaram a obter alguma notoriedade no circuito independente britânico e até além-fronteiras. Alguns desses grupos mantiveram-se por bastante tempo, outros reapareceram mais tarde, sendo que a maioria dos seus músicos continua em actividade noutros projectos.






12.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (160) - R.P.C. - Plug - The Manifesto #2


PLUG
R.P.C. - Plug - The Manifesto
Nº2
Outono de 1993




Fanzine/Newsletter - Folha A2 a preto e branco, dobrada em várias partes A5, com impressão frente e verso, num total, pois de 16 páginas, ao estilo DIY do punk, com notícias, entrevistas, anúncios, mail-order, etc. acerca de um grupo de editoras e grupos que trabalhavam em conjunto com colaborações, participações de membros de grupos uns nos outros, constituindo uma "holding" de produção, gravação, marketing e distribuição independente, no início dos anos 90
Referimo-nos às editoras Clawfist, Wiiija e Too Pure, e a grupos como os Moonshake, Th Faith Healers, Seefeel, Jacob's Mouse, Cornershop, Pram, Gallon Drunk, Voodoo Queens, etc., só para citar os mais conhecidos e que chegaram a obter alguma notoriedade no circuito independente britânico e até além-fronteiras. Alguns desses grupos mantiveram-se por bastante tempo, outros reapareceram mais tarde, sendo que a maioria dos seus músicos continua em actividade noutros projectos.






11.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (159) - Factory #13


Factory
Nº 13
ENERO-MARZO 1997
700 PTAS.

ESPANHA
68 páginas
formato A4 (um pouquinho maior)

interior - papel grosso e a p/b
Capa a cores


Whitehouse
Não É Preciso Que O Peças Por Favor

Se a tonta Sandy ("Blue Velvet") ouvisse os Whitehouse de certeza que repetiria a sua frase favorita: "É um mundo estranho". Então, ressoaria uma das gargalhadas mais escandalosas que haveis podido ouvir em toda a vossa vida, a de William Bennett.

Mas não, Sandy nunca o dirá porque ainda que as suas obsessões (e sentido de humor) possam ser similares, lá onde David Lynch envolve as suas numa patine de mistério fetichista visualmente atractivo para consumo massivo, com  caução pseudoculta e pseudokitsch para comodidade e alívio do espectador, que não se sentirá ameaçado nem reflectido, o monstro criado por William Bennett faz mais de quinze anos que as apresenta com toda a sua crueza: directo, agressivo, terminal, extremo, incómodo para esse mesmo espectador que agora se sente vítima. Como certeiramente descreveu um dos seus membros, Philip Best: "O conceito dos Whitehouse é o prazer. Prazer para nós, ainda que às custas de outros".

"Sempre tive a fantasia de fazer um som que podia machucar o público, submetê-lo. Inspiraram-me grupos como os Throbbing Gristle, Cabaret Voltaire e outros discos dos anos setenta, uns raros de Yoko Ono e coisas assim; mas mesmo isso era insuficiente", explica William com um sorriso que pode estalar a qualquer momento. Custa imaginá-lo a tocar a guitarra em Essential Logic. "Gravei aquele single - "Wake Up" - quando tinha uns dezassete anos. Queria meter-me na música, mas não conhecia nada de música esquisita. Foi depois, ao tocar guitarra com os Lora Logic, quando conheci Daniel Miller (Mute Records). Fomos em digressão, e o Daniel mostrou-me música estranha da Alemanha dos anos setenta, electrónica; levava-me à casa de Genesis P-Orridge e tudo isso. Conheci essa música através dele. Já então me cansava muito o rock. Ou seja, para mim, sobretudo quando os Sex Pistols... Parecia-me um grupo bom, mas teria de ser o último grupo de rock. Depois não poderia haver nada mais. Então, quando os Sex Pistols se separaram, eu já estava à procura de algo novo".
O "lendário" sintetizador Wasp vendido por Robert Rental e os conselhos de Miller ajudaram a erguer a Come Organisations, a etiqueta que também deu nome ao embrião (COME) do que já entrados nos anos 80 seriam os Whitehouse - um jogo com duplo sentido: Whitehouse é, ao mesmo tempo, o nome de uma revista porno inglesa e o apelido de Mary, uma activista inglesa em constante cruzada contra a suposta proliferação de imagens "sujas" na TV -. As coordenadas do seu som já estão estabelecidas desde o seu início, "Birthdead Experience" (8=): uma poderosa combinação de altíssimas frequências chiantes e outras quase subsónicas; pinceladas violentas de ruído rosa; variações imperceptíveis diante da saturação auditiva do sujeito passivo; ausência absoluta de respaldo rítmico (odeiam-no); e surgindo como que de um túnel dos horrores, uma voz dominadora, que "te" grita e "te" dá ordens, tratada, para que as suas palavras apenas se intuam - ainda que no primeiro LP tenham vindo as letras -, o que a torna ainda mais perturbadora. "Sim é música, simplesmente devido ao formato em que a obténs. É como a arte. É arte porque está num museu de arte. É assim tão simples. Se adquires um CD, tem que ser música. De toda a maneira, eu creio que é muito mais música que muita música minimalista ou experimental, porque ao fim e ao cabo, são canções, e têm letras, e de alguma forma há melodias também".

Alguém descreveu os Whitehouse como "música da qual só se fica consciente quando termina". O comentário, referindo-se ao efeito dos seus silêncios - por vezes temas inteiros, como "Birthdeath Experience" e "Politics": em vinilo temos o aliciante do ruído estático e os riscos do tempo; agora em CD salvam-se com um botão - entre semelhante estrondo, desvela com sucesso a condição de uns discos - a maioria apenas se aproxima da meia hora - que funcionam por saturação, pois esse silêncio não anuncia nenhum alívio final; não é sinal de tranquilidade nem relaxe para um ouvinte que está alerta à espera do seguinte pedaço sónico.
Se tivermos de falar de fases na trajectória dos Whitehouse, uma primeira, por definição, culminaria com "Erector" (80).
A subdivisão da colaboração com os Nurse With Wound de Steve Stapleton no instrumental bruto "The 150 Murderous Passions" (81) abre o caminho a um período de interesse temático por assassinos em série que abarca desde "Dedicated To Peter Kurten" (81) até "Right To Kill" (1983), onde dedicam uma faixa a Dennis Andrew Nilsen, a cujo julgamento assistirão "porque era ao lado da nossa casa... por doença".
Até ao mítico "Psychopathia Sexualis" (82), o trio era completado em estúdio por Peter McKay e Paul Reuter. O seu papel era praticamente o de músicos de estúdio, e quando em Fevereiro de 82 iniciam os seus concertos ao vivo, as celebradas Live Actions, a sua formação varia constantemente nessas lides com a participação de uma série de personagens afins como: Steven Stapleton (Nurse With Wound); Kevin Tomkins - fundador dos Suttclife Jugend, uns discípulos mas mais densos; passou com parte do seu reportório para os Whitehouse, saiu completamente da vida familiar, voltou nos primeiros anos da década de 90 com o grupo de rock Body Choke e acaba de ressuscitar os Suttclife Jugend -; Phillip Best - os seus Consumers Electronics também eram sumamente extremos e intensos; desde os seus 14 anos passou pelos Whitehouse em épocas distintas, e também pelos discípulos Ramleh -; Peter Sotos - de Chicago, editor de publicações e gravações que lhe trouxeram, digamos assim, alguns problemas legais -; Glen Michael Wallis - dos Konstructivits, apenas colaborava em alguns concertos e em que "lhe deixávamos o sintetizador sem teclado para que não se tornasse um virtuoso" -; David Tibet (Current 93); Jordi Valls (Vagina Dentata Organ; ver Factory 9) ou John Murphy - outro músico de sessão que passou pelos Associates, SPK, Shriekback, Gene Loves Jezebel e Hoodlum Priest -.

"Right To Kill", com Kevin Tomkins e Phillip Best, e "Great White Death" (85), com Tomkins, Dave Kenny e Glen Michael Wallis, avançam até "um ponto de não retorno" que traz duas abrasivas actuações no 666 de Barcelona (Janeiro de 1985), levaram a uma paragem devido a razões essencialmente criativas, mas também logísticas, devido às diversas mudanças de residência. O seu relançamento dar-se-ia em Chicago com duas sessões intermináveis, inciadas no mesmo 85, no estúdio de Steve Albini: "Conheci-o porque é amigo de Peter Sotos. Tem muita criatividade e dá algo de si a cada canção; porque se eu tinha a ideia e gravávamos os sons, ele de imediato mudava as coisas nem que fosse um pouco".
"Thank You Lucky Stars", primeiro single (88) e logo álbum (90), devolve-nos uns Whitehouse nos anos noventa com um som mais depurado e 'refinado', tão perturbador como imponente. Um regresso que se apoia em duas sucessivas compilações e a posterior reedição em CD de toda a sua discografia a um ritmo d e um disco por ano, para enfrentar o constante pirateamento e compensar as faixas retiradas dos seus discos.
Para a nova etapa, Susan Lawly - "este nome é baseado numa pessoa real, mas é uma alcunha privada de Steven Stapleton que não se pode explicar" - retoma o relevo da Come Organisations. A evolução esquisitamente brutal do seu som deu genialidades como "Never Forget Death" (92) ou o mais variado e aventureiro "Twice Is Not Enough" (92), que contém uma das esporádicas colaborações de Scorpio, alter-ego de Al Jourgensen (Ministry) baseada na sua admiração por "Dirty Harry": "Mesmo antes de tocar fui um grande fã dos Whitehouse. Quando nós começámos, teria eu uns 16 anos, e foi das primeiras músicas que ouvia. O que fazem actualmente não é do meu agrado". O agora periodista e "músico" ocasional Stefan Jawworzyn também contribuiu para aquele poderoso e necessário regresso: "Deve dinheiro a todo o mundo, e muitos dos discos tem-nos apenas para ensinar; na realidade, ama o jazz". Estabilizado já nos últimos anos o trio ("temos sempre que ser três") com Bennett, Best e Sotos, o seu último disco de estúdio, de novo pela mão de Steve Albini, foi "Quality Time" (95) que propõe "novas técnicas de gravação": "Experimentámos um novo estilo; igualmente extremo. É difícil explicar o que tem de novo (risos), mas é... Bom, é todo na mesma onda, mas com novos instrumentos, alguns digitais".

A nova fase dos Whitehouse trouxe consigo uma aparente mudança de atitude pública. Se antes jogavam com uma certa ambiguidade estudada, com ar provocador em declarações e uma linha recta para uma música que parece pedir isso mesmo, uma reacção contra tão violenta como a sua própria essência, agora as declarações vão mais no sentido de "fazemos música para os nossos fans, não para ofender". "Não creio que tenhamos provocado nunca; é o que pode parecer, mas isso foi feito sempre devido aos nossos gostos; vamos lá, as nossas obsessões. A aparência mudou um pouco. As capas são mais bonitas, tudo parece mais bonito; pode parecer um pouco mais comercial, inclusive, mas a verdade é que as nossas obsessões, os nossos gostos e inclusivamente o sentido das letras não mudaram em absoluto (risos). Um pouco mais máscara de normalidade; a aparência é uma chave e tudo parece muito normal, mas não". Quiçá isso traga como consequência uma certa atenção da imprensa britânica - que os havia ignorado até então -, quando reaparaceram, e que se voltou depois a diluir de novo. "Jamais tivemos uma fama especial. Saiu a crítica de um ou outro concerto de um ou outro disco mas... Tudo caminha assim, por ciclos. Nunca estivemos na moda, mas, com o passar do tempo, as mesmas coisas podem ser vistas e apercebidas de maneira diferente; por exemplo, todas as atrocidades deste século se vêem com maus olhos, porém tudo o que fizeram os romanos se vê como quase divertido, não? É como o Jack, o Estripador: agora é uma espécie de herói; todos os livros o representam como um semideus".

Nas suas já cerca de actuações ao vivo houve de tudo: aquela onde bloquearam as portas para que a polícia não entrasse, e quando as abriram, o grupo saiu do local tranquilamente graças às suas roupas normais enquanto a incursão entre o público continuava; outra onde esbofeteou uma rapariga do público - "fazíamo-lo muitas vezes, em Newcastle; logo não pudemos tocar ali durante dez anos"-, e atrás do tumulto terminaram a tocar apenas para uma pessoa que era o encarregado de fechar a sala; outra em San Francisco acompanhados por uns incipientes Slayer. "Gostava das letras que tinham, muito violentas e tal, mas a música é a de sempre; vai, a bateria chuckchcukchuck"; ou aquela outra "em Olympia (Washington), perto de Seattle; havia uns cristãos no exterior do local a tocar guitarras acústicas: 'não toquem aqui, não toquem aqui'. Assim, durante a actuação, entrou no concerto com uma cruz, e aproxima-se do palco assim, como se fôssemos vampiros; como isso não resultou, chamaram a polícia e disseram que não tínhamos documentos de trabalho; nós entramos sempre nos países como turistas pois obter uma permissão de trabalho custa muito dinheiro". Parte dessas situações, certamente surrealistas, podem escutar-se em "Whithehouse Audience Noise Tape" editada no Japão pela revista japonesa 'IR'. "É uma hora de ruídos do som entre as canções. É bastante incrível; ouve-se tudo menos a música, editado na forma de 'non stop' que vai de 82 até aos dias de hoje".

Se lhe podemos chamar hardcore electrónico, de certo modo 'ambiental', ou simplesmente repulsiva, o que é certo é que se a música alguma vez chegou a um extremo este chama-se Whitehouse. "Também disseram que era 'John Cage para o povo', mas as definições são impossíveis; e não o digo por presunção, porque eu próprio gostaria de ouvir música parecida, mas não há nada parecido".
Claro que os seus presumíveis imitadores são patéticos. "Não é que sejam maus, mas é que estão muito longe da coisa pura; o fazem-no sem o entender. Pensam que apenas têm que pegar num sintetizador e fazer ssssssssssssssss dois ou três minutos, é muito mais do que isso".

. E como explicas que são mais as pessoas que não o entendem, o crêem que não o compreendem?
.. Não se explica, porque os que compreendem, compreendem. As referências e os esboços que há... funciona em muitos planos, e os que não compreendem apenas o fazem no plano mais básico, e não entendem que há uma dimensão muito mais... É como falar das cores a um cego, se este não as vê, não as vê; não se pode explicar.
. De todas as maneiras o que demonstram esses maus imitadores é a dificuldade em fazê-lo bem.
.. É que há que pensar muito; ou seja, as canções são bem pensadas e compostas, não? Não é uma coisa do acaso, não é uma coisa em que chegas ao estúdio pegas nos sintetizadores e sssss... já está, as letras e os sons, tudo; há que pensar muito o que vais fazer. Por exemplo, em "Quality Time" foi tudo muito estudado e muito pensado. Além disso, nos últimos quatro ou cinco anos, os arranjos são bastante mais complicados.
. Descartam muito material?
.. Não muito, porque vamos sempre para o estúdio muito preparados. Por exemplo, para cantar as letras no último disco, ensaiava muito, antes de ir para estúdio; por exemplo, vais no carro para a autoestrada e podes ensaiar porque ninguém te ouve, e coisas assim. Disse-o a uns japoneses que me com "como podes ensaiar?, porque no Japão têm um problema porque as casas são muito pequenas; não se pode ensaiar em casa. Os ruídos, sim, porque ligas o volume muito baixo, mas a voz é quase impossível gravá-la porque as casas são tão pequenas, as paredes são tão finas, que se ouve tudo e os estúdios de gravação são caríssimos. Que podemos fazer? Podes-nos dar um conselho?". E eu disse-lhes: que quando fossem num carro numa autoestrada ou no campo... E eles: "Ah! muito bem, vamos fazer isso". Agora tenho a visão que no Japão há uns loucos andando pela estrada fora a gritar "aaaaaaaaahhhhh! Tora, tora! Banzai!".

Discografia:
Experiências Psicopáticas

O precedente dos Whitehouse é o quarteto COME (William Bennett, David Charles, Doctor Death e Fuckman), que deu origem ao selo Come Organisations. Publicaram o single "Come Sunday" / "Saved Slits" (78) e os LPs "Rampton" (79) e "I'm Jack" (81). Outro álbum, "I'm Country" (79) ficou inédito.
WHITEHOUSE:
. "Birthdeath Exoerience" (Come Org., 80 / Susan Lawly, 93)
. "Total Sex" (Come Org., 80 / Susan Lawly, 94)
. "Ultrasadism" Cassette (Come Org., 80)
Inclui "Total Sex" mais dois temas procedentes da compilação "Hoisting The Black Flag" (United Dairies, 81), que também foram incluídos na reedição em CD.
. "Erector" (Come Org., 80 / Susan Lawly, 95)
. "The 150 Murderous Passions" (Come Org., 81 / United Dairies, 94) Com os Nurse With Wound
. "Dedicated To Peter Kurten, Sadist And Mass Slayer" (Come Org., 81 / Susan Lawly, 96)
. "Bradford Red Light District" (Come Org., 81) Editado sob o alter-ego The New Order.
. "Buchenwald" (Come Org., 81 / Susan Lawly, 96)
. "New Britain" (Come Org., 82 / Susan Lawly, 96)
. "Psychopathia Sexualis" (Come Org., 82)
. "Right To Kill, Dedicated To Dennis Andrew Nilsen" (Come Org., 83)
. "Great White Death" (Come Org., 85 / Susan Lawly, 91)
. "Thank You Lucky Stars" / "Sadist" 7" (Susan Lawly, 88)
. "CreamOf The Second Coming" 2LP/CD (Susan Lawly, 90) Compilação.
. "Thank You Lucky Stars" LP/CD (Susan Lawly, 90)
. "Another Crack Of The White Whip" (Susan Lawly, 91) Compilação.
. "Still Going Strong" / "Ankles & Wrists" 7" (Susan Lawly, 91)
. "Twice Is Enough" (Susan Lawly, 92)
. "Never Forget Death" (Susan Lawly, 92)
. "Dictator" (Fanatics, 94) 3" CD-single exclusivo para o clube de fans japonês.
. "Halogen CD" (Susan Lawly, 94)
. "Quality Time" (Susan Lawly, 95)
. "Tokyo Halogen CD" (Fanatics, 96)
. "Just Like A Cunt (WB vocal version)" (Fanatics, 96) 3" CD-single exclusivo para o clube de fans japonês.
Salvo quando indicado, todas as referências de Come Org., são LPs e cassettes, e as de Susan Lawly apenas CD; "Psychopathia Sexualis" e "Right To Kill" provavelmente nunca aparecerão em CD; o primeiro porque se perderam as masters, o segundo para "preservar a integridade clandestina do original".
Mesmo assim, ambas as editoras têm tido sempre disponíveis para os fanáticos autênticos e completistas gravações domésticas em cassete e alguns vídeos de todos os seus concertos - "Live Actions" -, com alertas sobre a qualidade discutível de algumas gravações. Precisamente, estas cassetes têm sido fonte de inclusão em inúmeras compilações, sobretudo da sua primeira fase, em pleno florescimento das cassetes; a maioria gravadas sem qualquer tipo de autorização (também abundam discos piratas italianos e alemães, tanto de concertos como dos seus discos oficiais). Segundo a discografia oficial que vem incluída em "Never Forget Death", os Whitehouse apareceram nas colectâneas "The Second Coming" (Come Org., 80), "Holsting The Black Flag" (United Dairies, 81), "Für Ilse Koch" (Come Org., 83) e "Ohrenschrauben" (DOM, 85).

Mais Além:
William Bennett tocou broca sem o saber no disco do grupo americano Bastro, "Diablo Guapo" (89), produzido por Albini, que produziu a cassete.
Outro grupo americano, Christ On A Chrutch", editou o single "Kill William Bennett"; apesar de tudo parece ser dedicado ao senador republicano com o mesmo nome que ultimamente se destacou por pretender proibir as gravações de rap demasiado explícitas ou com linguagem ofensiva. Ainda que o seu homónimo diga entre risos que estar de acordo com ele, é de supor que, depois disso também os discos de Whitehouse seriam afectados, não?
A revista 'Impulse' editou o livro "Whitehouse-Still Going Strong" (93), um compilação de artigos, entrevistas e críticas de discos e concertos (pro e anti) publicados em revistas e fanzines britânicos e americanos ao longo de catorze anos. Um trabalho definitivo, que na na sua primeira edição incluia uma cassete - "White Stained Covers" - com versões pouco imaginativas (sampleando, alterando letras) de grupos "fantasma" (nomes com mensagem) que William abomina absolutamente... ainda que haja que reconhecer que a versão country de "You Don't Have To Say Please" tem a sua graça.
Os Whitehaouse protagonizam "Cheap Night Out", relato de Stewart Home incluído no livro "Gobbing, Pogoing And Gratuitous Bad Language. An Anthology Of Punk Short Stories" (96).
Finalmente, William Bennett traduziu para inglês, para a sua eminente publicação, o comic book mais besta ("Psychopathia Sexualis") do nosso colaborador Miguel Ángel Martín.

Texto: Félix Suárez   Fotos: Archivo RDL   Comic: Miguel Ángel Martín



outro artigo/entrevista interessante: Einstürzende Neubauten....




8.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (158) - anúncios #1








4.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (157) - mixmag#75


mixmag
Nº 75
Vol. 2 Issue No. 75
AUGUST - 1997
£2.20

UK
196 páginas
formato um pouco maior que A4

Revista totalmente a cores e de papel brilhante, tudo de alta qualidade. Capa com papel mais grosso e interior de papel mais fino, menor pesagem.

Música de Dança - Revista sem grande interesse... digo eu.





2.2.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (156) - Lime Lizard#???


Lime Lizard
Nº????
OCTOBER - 1993
£2.95

UK
92 páginas
formato um pouco maior que A4

Revista totalmente a cores e de papel brilhante, tudo de alta qualidade. Capa com papel mais grosso e interior de papel mais fino, menor pesagem.
POSTER em formato A2: One Dove



Stereolab
stere'o babies
Os Stereolab já editaram tantos discos na sua curta carreira que eles próprios já não sabem quantos foram. Nick Terry deu um salto a Brixton para falar com Tim e Laetititia acerca do situacionismo, da crise e da 'repetição espontânea'.

"Eu gosto disso como um caroço denso, uma protuberância primitiva da música, " diz Tim Gane. "O modo como fazemos o disco não é nada projectado. As canções vêm frequentemente do som que eu imagino que estará ali, como o som de... não de um instrumento em particular, mas uma espécie de caroço daquele bloco de música, com um ritmo sob ele. Eu não quero fazer parte de uma banda de guitarras."
É um músico raro de facto que descreve o seu trabalho como primitivo, mas no caso dos Stereolab, não é assim tão inadequado. Os Stereolab têm tudo a ver com o drone - o efeito hipnótico de uma canção pop, um riff de teclado marado, um pântano lo-fi.
"Eu gosto do facto de teres carradas de pequenas melodias, " continua Tim, "para mim é como um milhar de pequenas melodias a cristalizarem um pouco e desaparecerem e não irem nunca para iriam de uma forma mais normal. Não são realmente as canções que são importantes, é a ideia da banda. Alguém me perguntou recentemente qual era a minha canção ideal, favorita, e eu disse que não tinha uma canção favorita, é um som."
"Ali está aquilo," interpõe-se Laetitia, "mas também como compositora de canções que escreve a canção, podemos obter belos sons, mas se não há canção por detrás isso pode tornar-se um pouco aborrecido. Também escreves canções. Penso que estás a tentar obscurecer esse facto!"
Isto acontece muitas vezes.. O Tim fará queixas expansivas e vagas acerca dos da música dos Stereolab, apenas para fazer-se de criança, criticado e corrigido por Laetitia. Isso torna a entrevista engraçada; Também deixa lugar para uma variantes de interpretações.
Ao vivo, os Stereolab evocam uma série de descrições parciais e semi-contraditórias. O grupo de cinco elementos, groove, drone, palpitação, canções vocalizadas, melodias, mantras de uma nota só. Pontos de referência incluem os Band of Susans, Spacemen 3, Flying Nuns, bandas como os Snapper e The Chills (o ex-baixista dos Chills Martin fez uma perninha recentemente na banda); comparações com bandas mais antigas poderão conduzir aos Modern Lovers ('Roadrunner'), Beach Boys, Velvets, Neu, Faust, Can. Ainda que para cada grupo Tim admita essas influências que são depois deformadas na sua ideia original, há todo um outro conjunto de razões pelas quais os Stereolab não soam como essa banda.
"Eu não me importo se sabem que eu gosto dos Neu," encolhe os ombros Tim. "Pensam que eles chegaram até nós aos trambolhões, mas nós somos mais originais que uma banda que se diz original. As pessoas suspeitam realmente das influências. Tudo está aberto a ser usado e reutilizado, através, por exemplo da colagem ou montagem."
"Não penso que as pessoas pensem que nós somos dos Sixties," diz Laetitia. "Ouço mais pessoas a dizer que a nossa música é nova do que as que dizem que é antiquada."
A grande diferença entre os Stereolab e uma banda retro é a sua elevada taxa de produtividade, and, fluindo nesse aspecto, a sua quase completa falta de preciosidade.
"Uma coisa que eu não gosto no facto de editar álbuns é que tens aquela pressão psicológica para fazer um disco peculiar e eu odeio fazer isso," diz Tim, "porque nós apenas gostamos de fazer os singles quando temos um dia para os gravar."
"Penso que a melhor energia que podes obter na música é a primeira vez, a primeira depois de teres praticado, de forma a poderes captar isso no disco," diz Laetitia. "Nós fizemos ainda melhor recentemente gravando um single para a Sub Pop, sem nenhum ensaio prévio, basicamente ninguém sabia nada, excepto o Tim e eu, o que estavam a tocar como deveria sequer soar.. Quantos singles já fizémos, Tim?"
"Não sei. Reconheço que devemos ter escrito cerca de cem canções em disco."
"Verdade?! Tantos! Não, não... talvez setenta."
"Bem, pensando, creio que fizemos 4 álbuns CD compilação cheios de singles. Devido ao facto de gravares tantas canções, tendes a não te focar em nenhuma coisa em particular. Se alguém lança um outro álbum que demorou dois anos a gravar/fazer e toda a tensão estará concentrada aí, não é? Eu prefiro as faixas que fazemos à primeira, como o single com os Nurse With Wound."
Vêem? Eles podem até concordar na quantidade que já gravaram, deixemos de lado pois o modo como soa a música.


A relação dos Stereolab com a Too Pure (através da qual lançaram Peng! e o mini-álbum The Groop Played Space Age Bachelor Pad Music) agora fechada, obrigou a banda a assinar um acordo global com a Warner, deixando de lado o seu United Kingdom para a sua própria editora, a Duophonic. Tal como a música que tocam, a sua carreira até agora tem sido sobretudo um deixar andar e percorrer o caminho que lhes surge pela frente, de tal forma que é extraordinário e difícil de compreender o como se tornaram grandes duma forma tão discreta. Também torna difícil sacar as edições correntes para fora do continuum e manteres-te a par de todas elas, como fazes com qualquer outra banda normal, mas o single 'Jenny Ondioline' e o álbum Transient Random Noise Bursts With Announcements são, diga Tim o que disser, excepcionais. Abrangendo toda a gama de comparações mencionadas até aqui, embelezamentos como samples, pedaços de fita magnética, efeitos de vocoder, deixa-o numa indecisão firme entre o lo-fi e a precisão estilo-MBV, como os His Name Is Alive no seu melhor.
"Não sei," diz Tim, "o modo como o gravámos, tudo foi escrito e ensaiado em duas semanas antes de gravarmos o LP, não havia nada escrito antes disso, foi realmente tudo muito rápido."
Muitas pessoas associam a música espontânea com improvisação, espalhando-se por tudo e mais alguma coisa, mas a vossa é uma espontaneidade repetitiva.
"Essa é a restrição que obtivemos. Não se trata de sair dos limites, ou se é, é acerca de de fazer as coisa muito... tu podes improvisar com apenas uma nota. Uma improvisação de trinta notas significa pôr o mais que puderes na música, e eu realmente gosto disso, como os Thinking Fellers, mas nós não somos bons nisso, é tão simples como isto."

Num encontro que tivemos há tempos, numa festa do ano passado, Tim confessou-me que citaria movimentos artísticos como Dada e o Situacionismo como influências, inclinando-se contra o balcão do bar e discutindo o surrealismo, e sem ser conversa de bêbedo.
"Obviamente não do ponto de vista musical, mas do ponto de vista inspiracional, sim. É apenas a ideia de fazer algo que não foi ainda feito, ou coisas melhores do que tu provavelmente és capaz. Com os Situacionistas, havia a ideia de pôr dois elementos completamente opostos e juntá-los num só, ou mudar as coisas de forma subtil, tal como mudar algumas letras num aviso pode alterar completamente o seu significado. Esse tipo de pequenas travessuras atrai-me... tal como eles quando iam em manifestações e em vez de gritar 'revolução!' gritavam 'chocolate quente, comprem o vosso chocolate quente aqui' Uma outra coisa é a ideia da anti-estrela. Eu penso realmente que alguém com uma ideia pode realmente fazer coisas boas, o que não tem nada a ver com a ideia que nasceste para ser uma estrela. O que de facto essas pessoas acabam por transmitir é que que soam a toda a gente que é realmente uma estrela, uma visão muito estreita do que uma estrela é."
"Enquanto que algumas pessoas realmente têm carisma," acrescenta Laetitia.
"A tirania da musicalidade é também algo a ser combatido frontalmente, aquela ideia que a menos que estejas treinado e sejas bom tecnicamente..."
"Mas a também a tirania em sentido lato," acrescenta Laetitia. "Apenas tirania e ponto final. Há a tirania que infligimos a nós próprios também, aquela que começa em casa até à do estado, que deve ser combatida ferozmente."
Laetitia é como um tição de sossego e calma. Já notada por uma linha de Peng! que diz qualquer coisa como "civilização cristã burguesa", ela escreveu algumas letras para 'Jenny Ondioline' que parece voar na face da superfície do som. Mas como disse Tim, justaposição e paradoxos são uma grande parte dos Stereolab, e se isso significa uma clama, não proselitista mas antes um forte conjunto de convicções políticas, que assim seja.
"Metade das letras neste álbum são pessoais," explica Laetitia, "metade são políticas. Decidi que se quero mudar o mundo, tenho de me modificar a mim primeiro, assim estou naquela fase em que foi mais fundo e agito as coisas de forma a mudá-las, e escrever letras é uma excelente forma de tornar isso tudo de forma a que faça sentido. Assim a outra metade é ainda socialmente conscenciosa, ainda sabendo que acções precisam ser tomadas, a forma como devemos manter a esperança na luta, e, como para mim própria, o capitalismo é vencível, depende apenas de nós, e se construirmos isso significa também que podemos destruí-lo. Na realidade o sistema não está a funcionar, está a colapsar por todos os lados.
"'Jenny Ondioline' é uma espécie de paralelo com os anos 30 e o que está a acontecer agora, sabes, uma crise, uma daquelas mesmo profundas. E é aqui que a comparação pára. É verdade que o fascismo está a crescer, mas não é suficientemente importante que ele tome conta do mundo. Penso também que as pessoas estão, em geral, numa espécie de mancha política; mesmo o fascismo não lhes traz o que elas procuram, nem sequer clarifica o que que eles gostariam, assim a esse respeito não penso que o fascismo seja um grande inimigo."
"Há certamente agora um clima propício para evitar a política," acrescenta Tim. "A política não resulta, não funciona, seja lá o que quer que isso queira dizer, deve ser deixada às pessoas que percebem desses assuntos, pensam as massas, e isso significa que eles ganharam quando estamos nesta situação. To apanhas com estas ondas argumentos de política e música indo e vindo, e a essência é que tu fazes a música que queres fazer, e assim as pessoas cantam acerca de coisas políticas o que é pop como qualquer outra coisa. Também põem no mesmo pé política dura com música dura, é esta a metáfora simples do que acontece. Porquê? Será que as pessoas com pontos de vista políticos não gostam de ouvir música melódica? O perigo de misturar a política com a música na imprensa musical é que é tudo uma coisa superficialmente tratado, as contradições ou o significado analítico foi perdido..."
"É tudo superficial em todo o lado!" exclama Laetitia.
É tudo superficial no Guardian... ou no Living Marxism. Eu não posso pois pretender que seja muito mais profundo no Lime Lizard, ou na 'Jenny Ondioline', ou que possas subscrever os pontos de vista dos Stereolab como o farias com uma facção de partido. De certo modo, o que os Stereolab fazem é mais do que admirável - pôr as suas crenças e interesses no todo da banda, nesse contexto primeiro e principal, com nada em primeiro plano, e se isso significa escrever canções acerca da crise num mantra pop de três minutos, então devemos saborear a contradição. Chega a té ti em stereo, ao fim e ao cabo.







Artigos de fundo interessantes, eventualmente a transcrever no futuro:
- Cocteau Twins
- The Other Two
- Dead Can Dance




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