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27.11.12

"Zeuhl" - Parte 4: "O Zeuhl à Volta do Mundo", secção 3/9: Alemanha





Parte 4 – O Zeuhl À Volta Do Mundo

Nota: Como o Zeuhl é um conceito tão abstracto, recomendamos vivamente que, antes de ler este artigo, leia os anteriores (partes 1 a 3). Depois, então, pode ser que tudo faça mais sentido.

Nos três anteriores artigos você leu, sem dúvida, tudo o que há para saber sobre o Zeuhl, e se este for um tema de interesse para si, certamente que os leu com atenção redobrada.
No anterior vimos o legado do movimento e, reparámos, entre muitas outras coisas, que o Zeuhl permeou também o RIO, para além de outros movimentos.
Mas... e no mundo? Bem, você conseguirá encontrar referências Zeuhl nos lugares mais improváveis, e existem inúmeras dedicatórias bizarras ao espírito dos Magma, à linguagem Kobaia e ao Zeuhl em geral. Neste artigo vamos tentar destilar o interessante e o curioso, numa qualquer forma de viagem coerente, ao longo do globo.


Alemanha

A despeito do lado Teutónico da linguagem Kobaian, a marca Magma e Zeuhl não foi muito influente na Alemanha. Houve uma banda new-wave germânica. Houve até uma banda Germânica da new-wave que se chamou a si própria Mekanik Destruktiw Kommandoh, apesar de não terem pinga de Zeuhl na sua música!
O mais inovador neste campo, na Alemanha, foi Peter Frohmader. No início dos anos 80, inspirado pela utilização inovadora do baixo por parte de Jannick Top, Peter gravou alguns clássicos instrumentais Zeuhl, no seu segundo álbum, NEKROPOLIS 2. Também explorou outras avenidas nomeadamente o Krautrock pesado de NEKROPOLIS LIVE; pegou no estilo fusionista dos Magma e torceu-o para um estilo mais funky, também inspirado em Miles Davis e os Material, isto em THE FORGOTTEN ENEMY, e seguiu depois para territórios mais abstractos em WINTER MUSIC e nas suas “sinfonias de baixo”. Não apenas aparentado aos Magma, Peter também se inspirou nos Art Zoyd e Univers Zero, movimentando-se para uma música clássica dark que encontra um bom paralelo nos álbuns HOMUNCULUS dos Art Zoyd.
O outro único artista alemão que encontrei neste campo é Uwe Ruediger, um baterista e multi-instrumentista que editou uma cassete chamada SHAPE ONE (1984) com influências Zeuhl e new-wave. Mais tarde tocou com Peter Frohmader na banda de free-rock, os Peter Ström.


Peter Frohmader – NEKROPOLIS 2 (LP: Hasch Platten KIF 002) 1982
Peter Frohmader – NEKROPOLIS LIVE (LP: Schneeball 1037) 25-27/7/83 1983 (CD: Ohrwaschl OW033) «+ 2 faixas de bónus» (14/1/83) 1995
Peter Frohmader THE FORGOTTEN ENEMY (MLP: Hasch Platten KIF 008) 1983-84  1984
Peter Frohmader – WINTERMUSIC (MLP: Multimood MEC-006) 1984 1987
Peter Frohmader – STRINGED WORKS (CD: Multimood MRC-006) 1982-84   1994 «WINTERMUSIC + 2 faixas não editadas»
Peter Frohmader – THE AWAKENING: NEKROPOLIS LIVE ’79 (CD: Ohrwaschl OW035) 1997
Uwe Ruediger – SHAPE ONE (MC: U.R.) 1984 1992
 





17.11.12

"Zeuhl" - Parte 4: "O Zeuhl à Volta do Mundo", secção 2/9: Inglaterra




“Zeuhl”

Parte 4 – O Zeuhl À Volta Do Mundo

Nota: Como o Zeuhl é um conceito tão abstracto, recomendamos vivamente que, antes de ler este artigo, leia os anteriores (partes 1 a 3). Depois, então, pode ser que tudo faça mais sentido.

Nos três anteriores artigos você leu, sem dúvida, tudo o que há para saber sobre o Zeuhl, e se este for um tema de interesse para si, certamente que os leu com atenção redobrada.
No anterior vimos o legado do movimento e, reparámos, entre muitas outras coisas, que o Zeuhl permeou também o RIO, para além de outros movimentos.
Mas... e no mundo? Bem, você conseguirá encontrar referências Zeuhl nos lugares mais improváveis, e existem inúmeras dedicatórias bizarras ao espírito dos Magma, à linguagem Kobaia e ao Zeuhl em geral. Neste artigo vamos tentar destilar o interessante e o curioso, numa qualquer forma de viagem coerente, ao longo do globo.


Inglaterra
A primeira banda inglesa a reconhecer os Magma como influência devem ter sido os Metabolist, apesar de serem, na verdade, muito mais inspirados nos Can. Tendo crescido no dealbar do movimento indie da new wave, os Metabolist nunca tiveram a atenção que realmente mereceriam, e a sua carreira foi muito curta, terminando muito antes de terem revelado todo o seu potencial. A mistura dos Metabolist evoluiu através de muitas fases, como os cantos Kobaianos, riffs brilhantes de baixo e baterias cirúrgicas, tudo incluído na maioria da sua música. Apesar de essenciais, neste momento as suas edições são raras. É uma vergonha que os Metabolist nunca tenham rompido as barreiras que os This Heat romperam. Mas, em 1980, um híbrido entre os Can e o Zeuhl não era muito provável que caísse no goto da moda musical popular.
Tal é a importância da única criação genérica dos Magma, que a mais improvável das bandas: os Australasia, editaram um EP em dormato 12”, chamado “Univeria Zekt – uma oferenda” (Magick Eye t11) em 1993 revirando samples dos Magma para a sua própria música tecno-espacial. Soleil d’Ork (de Udu Wudu dos Magma) é a fonte do loop na repetitiva e tripante Kobaian Love Chant, e em todo o lado extractos menos indentificáveis dos Magma foram metidos em loops. Os resultados são totalmente fora do Zeuhl, mas ainda assim a atmosfera é deveras curiosa e original!
A única banda Britância com uma costela Zeuhl que conheço são os Groon (nome derivado de uma faixa dos Kink Crimson, e também conhecidos por Grüne) que tocavam um híbrido feérico de King Crimson, Krautrock, Zeuhl e Canterbury, tudo numa mistura instrumental fascinante. É, na verdade, apenas marginalmente Zeuhl, e, por vezes muito mais uma espécie de Mahavishnu Orchestra mais jazzy e improvisadores.




Groon – REFUSAL TO COMPLY (CD: Progressive International PRO 050/Dissenter DIS 002) 1994
Metabolist – Drömm/Slaves/Eulam’s Beat (7” EP: Drömm DRO 1) 1979
Metabolist – Identify / Tiz Hoz Nam (7”: Drömm DRO 3) ?
Metabolist – GOATMANAUT (MC: Drömm) ?
Metabolist – STAGMANAUT (MC: ? ) ?
Metabolist – Le Grand Prique (7”: Bain Total ?) ? «o lado-B está a cargo dos Die Form»


 





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