follow me on Twitter

Post Aleatório

A Carregar...
Gadget by The Blog Doctor.

31.3.12

NWW List: Cromo #41 - Wolfgang Dauner - "The Oimels"


Wolfgang Dauner é um músico alemão muito prolífico, que está no activo desde os anos 60 do século passado. Aqui, por força das preferências de Steven Stapleton e seus comparsas, apresentamos o álbum de 1969, The Oimels, um álbum que podemos caracterizar como mais light do que era (e é) habitual em Dauner. Ainda assim a fusão e experimentação jazz-rock está bem presente num trabalho mais acessível, um bom ponto de entrada na extensa obra deste músico.



LINK




30.3.12

Memorabilia IV



Bilhete Personalizado :-)




28.3.12

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #15: Karlheinz Stockhausen e Mya Tannenbaum - "Diálogo com Stockhausen"


autor: Karlheinz Stockhausen e Mya Tannenbaum
título: Diálogo com Stockhausen
editora: Edições 70
nº de páginas: 117
isbn: 972-44-0795-0
data: 1991 (original de 1985)


sinopse:
Karlheinz Stockhausen, o compositor contemporâneo mais amado e discutido, reafirma os direitos da criatividade e da invenção face às pressões do mercado e do consumo. No colóquio com Mya Tannenbaum encontram-se os múltiplos aspectos da personagem Stockhausen: o compositor, o homem, o organizador, o investigador, o maestro rigoroso.
A entrevista foi concedida por Stockhausen no âmbito de um longo período que vai de 1979 a 1981. O maestro falou quase sempre em alemão, passando aqui e ali, inadvertidamente, ao inglês ou francês. Os textos por mim traduzidos sujeitei-os seguidamente à meticulosa verificação do meu interlocutor.
O primeiro capítulo foi elaborado na base das conversas tidas em Roma, em Novembro de 1979. O segundo, em Florença, em Julho de 1980. O terceiro, o quarto e o quinto, em Paris, em Outubro de 1980. O sexto, em Milão, em Março de 1981 e o sétimo, de novo em Roma, em Abril de 1981.




17.3.12

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #14: António Pires - "As Lendas do Quarteto 1111"


autor: António Pires
título: As Lendas do Quarteto 1111
editora: Ulisseia
nº de páginas: 134
isbn: 978-972-568-582-2
data: 2007


sinopse:
Há 40 anos nascia entre nós um grupo musical que mudaria a maneira de compor, tocar e ouvor música em português.
Um grupo que partia do rock anglo-saxónico, sem a ele se limitar, e que integrava no seu som elementos da música medieval, da música tradicional portuguesa, e ainda de outras proveniências, como a música árabe. Um grupo que cantou, com ironia e espanto, temas da nossa História (D. Sebastião, D. Inês, o «Todo o Mundo e Ninguém» de Gil Vicente...) mas que também cantou odes aos Beatles ou canções claramente anti-regime, como as que integraram o seu primeiro álbum, destruído pela censura, onde a guerra colonial, a emigração e a exploração dos trabalhadores eram evocadas com desassombro.

Em As Lendas do Quarteto 1111, José Cid, Michel Silveira, Tó Zé Brito e Mike Sergeant contam-nos a sua versão da história, alguns episódios de tempos passados e dão-nos a conhecer, em discurso directo, algumas verdadeiras revelações, aqui compiladas e apresentadas da forma brilhante por António Pires.




15.3.12

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #13: Charles Neal - "Tape Delay - Confessions From The Eighties Underground"


autor: Charles Neal
título: Tape Delay - Confessions From The Eighties Underground
editora: saf publishing
nº de páginas: 256
isbn: 0-946719-02-0
data: 2001 (3ª edição) (data orginal: 1987)


sinpose:

"Tape Delay investiga aqueles raros artistas underground que enfiaram os seus dedos indicadores directamente no rabo da (in)sensibilidade comercial, e perseguiram as suas próprias vísões. Basta isso para que seja bem-vindo... Um Quem é Quem virtual das pessoas que mais fizeram na década passada (os 80s) para tirar a música do seu confinamento comercial." NME

Em 1984 o escritor Charles Neal pôs na cabeça entrevistar os protagonistas maiores que trabalhavam o som, a palavra e a imagem. Concentrando-se nos mais desafiadores e confrontacionais, ele escolheu deliberadamente aqueles indivíduos e grupos mais esquisitos e afastados do mainstream. O seu objectivo foi produzir uma colecção que reflectia a vanguarda do underground dos anos oitenta.

Com apenas o seu gravador de cassetes portátil como amparo, ele conseguiu centenas de horas de material de entrevista, assim como fotos, escrita original e ilustrações. As suas descobertas foram tão intrigantes e diversas como os artistas incluídos. Frequentemente abrangendo o tabu e o perverso, as opiniões de Nick Cave, Genesis P. Irridge e Michael Gira, agora lidos como vozes solitárias contra a onda de rastejamento comercial que abundava na cena musical dos anos 80.

Coil, Einstürzende Neubauten e Lydia Lunch roem ainda por aí, nas fronteiras da respeitabilidade, enquanto os New Order, Sonic Youth e Henry Rollins se tornaram internacionalmente famosos. Claramente o legado confrontacional dos artistas cobertos em Tape Delay, ainda é visível na cena musical dos dias de hoje, quer seja através dos ritmos industriais dos Nine Inch Nails ou nas correntes subterrâneas ambientais dos Orbital ou Underworld.

Anos passados, esta colecção valiosa ainda é uma leitura gascinante, quer como documento histórico, quer como sinal para acções futuras.

"Tape Delay é de longe a mais ambiciosa e completa tentativa, até agora, de lifar o maior número de bandas que baseiam o seu trabalho no ruído, e que emergiram do gueto indie." Sounds




5.3.12

Zeuhl - Parte 3 - O Legado (sub-parte 5/5)


Verto

Como tantas outras bandas experimentais francesas, os Verto eram na verdade o veículo para um homem apenas, neste caso o guitarrista e manipulador de electrónica Jean-Pierre Grasset.
Como solista, ele explorou intensivamente a utilização de sistemas de eco/delay com a guitarra, trabalhando o som entre dois gravadores de fita. No lado 1 do seu trabalho inicial KRIG/VOLUBILIS ele teve a ajuda de músicos dos Potemkine, para uma versão Heldonesca de um tipo de som pesado à laia de UDU WUDU dos Magma, caracterizado por montes de baixos e guitarras em fuzz, e montes de truques de estúdio. Com REEL 19-36 explorou outros territórios, também aventurosos, muito ajudado aqui por Benoit Widemann dos Magma.
KRIG/VOLUBILIS (LP: Pôle 0009) 1976
REEL 19-36 (LP: Fléau 7004) 2-3/78 1978
Jean-Pierre Grasset (guitarras, bateria, electrónica), + Gilles Goubin, Michel Goubin, Dominique Dubuisson e Charles Goubin (dos Potemkine), Benoit Widemann (sintetizadores, baixo), Jean-Pierre Fouquey (baixo), Cyrille Lefebvre (dobro), etc.


LINK



Vortex

Apesar de nunca ter encontrado o seu trabalho de estreia, posso assegurar-vos que os Vortex foram uma banda fascinante que trabalhou na zona mais escura do Zeuhl. O seu segundo álbum evoca apenas a atmosfera fantasmagórica que esperariam de um título com aquele nome, precedendo os Shub Niggurath dos últimos tempos, misturando elementos clássicos com toda a espécie de estilismos Magma e facetas jazz (elementos de Art Zoyd, instrumentais ao sabor de Zappa/Mothers, etc.), o que transformou tudo isto num álbum estonteante.
VORTEX (LP: JBP 463) 1975
LES CYCLES DE THANATOS (LP: FLVM 3008) 7/77 + 7/78 1979
Jean-Michel Belaich (bateria, percussão), Christian Boisel (oboé, piano eléctrico, sintetizadores), Alain Chaleard (percussão), Jacques Gugot (saxofones), Gerard Jolivet (saxofones, clarinete), Maurice Sonjon (percussão), Jacques Vivante (baixo), Jean-Pierre Vivante (pianos, órgão), + Sunny James (violino), Michel Boisel (baixo)


LINK



Xaal

Iniciando a sua carreira com uma cassete homónima fantástica, os Xaal provaram ser uma das poucas bandas a fundir com sucesso o Zeuhl num rock progressivo instrumental. Isso foi devido principalmente ao único duo de guitarras (também guitarra-sintetizador) que actuava como foco musical, e a uma secção rítmica com uma maneira de tocar quase psicadélica. Cimentando o lado Zeuhl ainda mais profundamente, os irmãos Guillard, que eram ex-Weidorje e músicos jazz de sessão muito viajados, foram convidados para o seu álbum de estreia, um álbum soberbo de música instrumental complexa, cheia de riffs feéricos e dezenas de solos.
Uma banda muito consistente, cuja formação mudou apenas uma vez, com a saída de Laurent Imperato, e assim, o adequadamente intitulado SECOND ERE alterou o seu foco para um estilo que era jazz (com uma série de convidados nos metais) e ao mesmo tempo rock progressivo sinfónico, e, assim, menos conotado com o Zeuhl.
XAAL (MC: Xaal 001) 1990
EN CHEMIN (CD: MSI 1163) 1991 – aka: ON THE WAY (CD: Progressive International PRO 004) 1991
SECONDE ERE (CD: Musea FGBG 4149.AR) 7/93 1995
Patrick Boileau (bateria, percussão), Laurent Imperato (guitarras), Nicolas Neimer (baixo), Jad Ayache (guitarra, sintetizador), mais convidados.


LINK



Xalph

Uma banda obscura, que existe desde meados dos anos 70, a história dos Xalph ficou muito entrelaçada com a do líder dos Uppsala, Philippe Cauvin. O teclista Serge Korjanevski trabalhou com Cauvin (e vice versa) em projectos de álbuns a solo. A única documentação dos Xalph que conhecemos é numa obscura cassette de compilação em ENNEADE da Musea, onde eles tocam um som similar aos Xaal, mas com vocalizações.
Patrick Briand (guitarras), Jean-Michel Cursan (sintetizador, piano eléctrico), Maurice Fari (bateria), Serge Korjanevski (pianos, sintetizador), Jack Tocah (baixo), Françoise Georges (voz), Claire Laborde (voz).


LINK



Yog Sothoth

Tirando o seu nome de uma novela de H.P. Lovecraft, mais propriamente de um demónio ficcional daquele autor, os Yog Sothoth (também título de uma faixa dos Shub Niggurath) não foram aquilo que todos esperavam que fossem. Partiram de influências Zeuhl mas misturaram-nas com um jazz experimental tipicamente britânico. Os resultados são desafiantes e de muito bom gosto!
YOG SOTHOTH (LP: Cryonic MAD 3010) 1984
Pascal Morrow (violino), Philippe Guillot (saxofones, flauta), Jean-Yves Joron (teclados), Pierre Gédéon Monteil (baixo), Olivier Lechien (bateria).


LINK



Artistas Vários

Não existem muitas colectâneas que se concentrem no Zeuhl como género musical, tornando-se pois uma verdadeira aventura tentar fazer uma primeira exploração. É esta uma razão porque decidi escrever este artigo! Felizmente, para os não iniciados, a Musea editou dois discos que exploram alguns aspectos deste campo...

DITHYRAMBE

Esta colectânea correlaciona trabalhos do underground Zeuhl dos finais dos anos 80, como os Shub Nigguarth e bandas relacionadas com eles: Ann Stewart, Sleaze Art e Kasper T. Toeplitz. Este é o mundo dos músicos e bandas mais esquisitos, góticos e simplesmente avant-garde, dentro do género Zeuhl.
DITHYRAMBE (LP: Musea FGBG 2015) 1988

ENNEADE

Uma celebração do Zeuhl e dos seus músicos, com um novo trabalho dos Magma (completamente não representativo!), gravações pelos membros dos Magma, e trabalhos das suas (actuais) bandas: Troll, Xalph, Eskaton, Shub Nigguarth, Eider Stellaire, mais no CD: Musique Noise, Farben (única gravação conhecida), Altaos (do EP) e Univers Zero (de “Crawling Wind”).
ENNEADE (LP: Musea FGBG 2005) 1987 (CD: Musea FGBG 4005) «4 faixas de bónus» 1989


LINK

Eis aqui, pois, mais cerca de 60 edições raras que deverá investigar! No próximo artigo percorreremos todo o mundo á procura de bandas e músicos influenciados por este fenómeno musical francês. Estaremos na Inglaterra, Alemanha, Canadá, Japão, e até nos EUA.




Posts Relacionados

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...