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20.10.13

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #37: Jorge Lima Barreto - "Rock & Droga - rock/trip 2, antropologia psicadélica e música pop (1974/1980)"


autor: Jorge Lima Barreto
título: Rock & Droga - rock/trip 2, antropologia psicadélica e música pop (1974/1980)
editora: &etc
nº de páginas:458
isbn: N/A
data: 1982 - 1ª edição - 3000 exemplares



sinopse:

Prefácio (de Rui Reininho):
É sempre fácil de apresentar alguém que se conhece bem: «Tenho o prazer de anunciar o maior intervencionista musical, para quem o inimigo é um parasita não-craitivo!! Convosco vai estar durante algumas centenas de páginas, parágrafos e geniais conclusões, Doutor Dramaticus, o fantástico Professor dos Sórdidos Amanhãs, Vidente cuja cristalina bola é uma multifacetada e eléctrica substância de Rock e/ou Produto».
Quero perante esta decente assembleia, confessar a mea culpa: introduzi, inoculei na intranquila residência do dito o mais contagiante vírus desde a década de 50, o Rock e os seus bacilos, contrariando-lhe a sua solidão no meio de 127 pessoas que, por norma, o rodeiam diariamente. Guerrilha urbana de guitarras de baioneta calada, o comandante Verlaine à frente, garboso, infantaria de Stoogges, Stranglers e os estrientes Rotten e Vanien, a pesadíssima carga da brigada Vicious, Patti D'Arc atolando os seus inimigos nas suas podridões mesntruais, Blondie aparecendo aos soldados, dando-lhes «forças».
Mas a grande vitória foi a do Valente Flash que arrumou definitivamente com os adeptos de Arbória e suas plantas neo-psicadélicas conquistando a residência de Mr. Lima Barreto.
Atrás, as nossas hostes eram compostas pelas mais repugnantes criaturas amorais, vendidas e vencedoras, cruéis e sofredoras, os suicidas esquizo coldwavers, pós-punks com os músculos retesados, dentes cerrados, snifados vindos da praia, alguns chuis e denunciantes camuflados, órfãos ideológicos, desterrados que apenas de seu tinham o tempo, essa suprema alienação, esse luxo.
Rock & Droga (R./Trip 2) é uma nova colectânea de vivências, um snooker de milhares de buracos, onde as multicoloridas bolas caem para niilisticamente regressarem aos respectivos úteros. Desvio & plagiato de emoções, com as quais se brinca, trituradora de sentimentos. J.L.B. aparece Iacchus resplandecente, puro servidor de alguma divina instância, rejuvenescendo pelas mais mágicas-negras práticas: está aqui mesmo ao lado o fantasma de Alister Crowley que me lemebra "STAB YOUR DEMONIAC SMILE TO MY BRAIN / SOAK ME IN COGNAC LOVE AND COCAINE" Cada disco, todos os shows, alguns momentos puramente eléctriocos referidos ao longo da aventura que ides (disse o pároco) ler em Rock & Droga estão criteriosamente citados nos manuscritos do Mar Morto, nas escamas dos brontossáurios, na explosão inicial que deu origem à Vida (e às vidas - e às gentes da vida), o não-cósmico FLASH primordial, o que Lovecraft chamou a primeira das 7 Portas: Este é o 2º Rock/Trip, abram a consciência - ou percam-se - o mais certo é já não conseguirem fechar qualquer das vossas portas. Desapertem os cintos, fumem, boa viagem.........................................................
                                                                RUDY ROMEO / RUI REININHO






12.10.13

Lost Trail - Descoberta bandcamp da semana 05.10.2013 a 12.10.2013


Os Lost Trail são um casal norte-americano que tem vindo nos últimos 5 ou 6 anos a reformular a, um dia célebre, "americana". Revirar completamente do avesso talvez fosse mais adequado dizer, pois à tradição delicodoce que aquele movimento emanava, o que provocou o seu esgotamento em menos de um fósforo, este duo, aplicando, sobretudo, mas não só (os recursos musicais utilizados são múltiplos, surpreendentes, originais e criativos) a "dronificação" do mesmo, criou uma música que não nos cansamos de ouvir com imenso prazer.
Acresce que são uma banda prolífica, com inúmeros trabalhos já editados, muitos deles em parcerias também elas de infindável número, o que torna o trabalho difícil aos completistas, facto agravado pela circunstâncias de muitoas das obras serem editadas em edições limitadas, espalhadas por diversas pequenas editoras e que rapidamente esgotam.
A boa notícia é que eles põem tudo, ou quase, online, e percorrendo os links que baixo deixamos, e eventualmente outros que possam descobrir, conseguimos ter acesso imediato a esta música sublime.
Não percam pela demora e comece já a explorar:
http://losttraildrone.bandcamp.com/
http://losttrail.bandcamp.com
http://www.facebook.com/losttrailnc
http://www.soundcloud.com/losttrailnc
https://vimeo.com/losttraildrone




Lost Trail - Valley Of Bones from Lost Trail on Vimeo.





9.10.13

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #36: Jorge Lima Barreto - "Jazz-Off"


autor: Jorge Lima Barreto
título: Jazz-Off
editora: Paisagem Editora / Livraria Paisagem (colecção Vozes Livres - 6)
nº de páginas: 184
isbn: N/A
data: 1972 (ou 1973)




sinopse:

A cultura dominante impôs mundos separados, levou as artes à exaustão e continua explorando esse limite. O jazz pode garantir na sua semiosis (processo de ciração) uma rotura com este estado de coisas porque é proveniente duma cultura diferente e dominada. Conjunto de signos estético-culturais (uma arte) o jazz é síntese de várias semânticas musicais, é um folclore planetário. À crítica cabe fazer emergir esses aspectos transformadores, liberta então da ideologia capitalista. Esta crítica de jaz não é apenas uma crítica ao jazz é também uma crítica à crítica do jazz (entendida esta como divulgação paranóica de mercadoria e espectáculo). a verdadeira crítica de jazz começa numa permanente auto-crítica e culmina na revolução da qual o jazz é uma realidade implícita.
Jorge Lima Barreto

O Discurso existe antes da música.
O músico reconhece a figura, imagina-a.
A técnica repõe-a em substância.
A técnica procura a correspondência do enunciado mental com o discurso musical.
A repetição do acto técnico origina o estilo.
O estilo é uma singularidade de repetições e de diferenças entre a figura imaginada e o discurso real (música).
O fim do músico de Jazz está na homegeneização das figuras dentro da generalização do Discurso.
A técnica realizou a figura mas tornou-a indefinível na repetição do acto.
O músico reconstrói actos mecânicos, como escravo da técnica.
A invenção criadora é a diferença, a libertação das figuras repetitivas.
Inventar, criar, tocar o Jazz é superar constantemente as figuras típicas e reconhecer o Discurso originário.
Gesto semântico sem fim, até que o músico seja o próprio Discurso.
Jorge Lima Barreto




Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #35: Jorge Lima Barreto - "O Siamês Telefax Stradivarius - Metatextos De Música E Media"


autor: Jorge Lima Barreto
título: O Siamês Telefax Stradivarius - Metatextos De Música E Media
editora: Campo Das Letras (Colecção: Campo da Música - 3)
nº de páginas: 108
isbn:972-610-014-3
data:1997







sinopse:

O livro "O Siamês Telefax Stradivarius" consiste numa recolha de textos de natureza interdisciplinar, relaciona os universos paralelos dos media, é um fresco panorâmico da situação pós-moderna da música.
Pode ser lido teleonomicamente ou no seu aspecto remissivo da consulta do índice de matérias, relacionando configurações de ordem tecnológica, musicológica, estética, sociocomunicativa, mediológica, ou lido como um conjunto de aforismos.
Fundamentalmente, é um manual útil para uma consulta derivativa, uma pista poética para a música.
Afinbal tenta ser uma colecção de reflexos sobre música e os mass media.

Jorge Lima Barreto, músico, musocógrafo, comunicólogo poliartista, conferencista, licenciado em História da Arte em 1974, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi professor assistente (1974-1979), doutorado na Universidade Nova de Lisboa (1992-1995) com a tese "Música e Mass Media" editada pela Hugin, 1996. Escreveu vários livros sobre Jazz, Nova Música, Pop/Rock, Minimal, Electrónica, Experimental, sendo introdutor em Portugal de muitas inovações estéticas e musicais.
O seu intervencionismo polémico em publicações periódicas nacionais e estrangeiras e a sua actividade cultural intensa marcaram decisivamente todo o pensamento sobre Música Portuguesa de hoje.







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