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29.7.17

Postais - Permis De Construire


Permis De Construire

Editora francesa dos anos 80 e 90, entretanto já desaparecida.
Mais informações sobre as suas edições, aqui.










28.7.17

Memorabilia - Bilhetes (16) - João Peste & O Acidoxibordel, no Rock Rendez-Vous (RRV)



JOÃO PESTE & O ACIDOXIBORDEL

+ Rococó 

Rock Rendez-Vous em 7.10.1989
preço: 700 paus
bilhete nº 091 (a carimbo vermelho no verso)









27.7.17

Memorabilia - Bilhetes (15) - Telectu + Nuno Rebelo, no Rock Rendez-Vous (RRV)



TELECTU + NUNO REBELO 


produção: am.ro. (ama romanta)
local do concerto: RRV (Rock Rendez-Vous) em 19.1.1990
preço: 600 paus
bilhete nº 035 (escrito a esferográfica no verso)













26.7.17

Revistas Musicais - musikexpress


Revista Musical

musikexpress

Alemanha

08/17
132 páginas
comprada online: 8.90€ + 2.90€ de portes = 11.80€

contém oferta de:
- single 7" exclusivo dos Kraftwerk - "Die Roboter" 3D
(single só com um lado contendo o tema referido)
- CD com 7 faixas dos artistas/bandas: Waxahatchee, Girl Ray, Jetzt!, Andreas Dorau, Shabazz Palaces, Childhood, Japanese Breakfast














25.7.17

Memorabilia - Bilhetes (14) - Steve Reich And Musicians



STEVE REICH AND MUSICIANS
CCB
Centro Cultural de Belém
27.09.1997




Steve Reich and Musicians

Concerto

Centro Cultural de Belém
Grande Auditório
Dias 26 e 27 de Setembro de 1997

Acho que só fui no dia 26.
O concerto era diferente nos dois dias (ver abaixo o programa)

Programa com capa cartonada e interiores de papel de peso normal, tudo em papel brilhante.
16 páginas, contendo:
. Apresentação dos músicos participantes
. Programa (música a tocar em cada um dos dias)
. Histórico de cada uma das peças a apresentar, pelo próprio Steve Reich
. Resumo da biografia de Steve Reich
. Pequena apresentação biográfica dos músicos envolvidos.










24.7.17

Memorabilia - Postais: Death In June - 'Something Is Coming' + 'Cathedral Of Tears'


Postais

memorabilia - postcard

'Something Is Coming' Live/Studio 3 sided dble.
LP (£10) dble. CD (£13)
'Cathedral Of Tears' Picture Disc 12" single
(£5) CD single (£4)
Both released 30.IV.93















22.7.17

Memorabilia - Bilhetes (13) - Percussion Music From U.S.A.


PERCUSSION MUSIC FROM U.S.A.
CCB
Centro Cultural de Belém
15.01.1997


Confesso que já não me lembro nada do que se passou aqui nem tão pouco de quem tocou. Alguém que tivesse ido e/ou se lembre/saiba e que possa dar uma dica? Thanks!








20.7.17

Homenagem à Cultura da Cassete / Cassette / K7


Como hoje o carteiro foi simpático deixo aqui a minha homenagem a esse media "anacrónico" e que tanto me ajudou a descobrir nova e boa música, em trocas de gravações com muitos amigos, nos anos 80 e 90, sobretudo.

E ela há-de voltar em força... talvez depois da maluqueira do vinil...

O que o carteiro trouxe hoje:



A da Joy Division é esta:










19.7.17

Memorabilia - Bilhetes (12) - The Waterboys


The Waterboys








18.7.17

Memorabilia - Bilhetes (11) - Tim Tim por Tim Tum












17.7.17

Memorabilia - Bilhetes (10) - Les Percussions de Strasbourg



Este foi ao ar livre (para ver o "negro das estrelas" como refere o título do espectáculo) e o pessoal sentava-se todo em cadeirinhas à volta da orquestra... era um bocado percursor da visão/audição a 360º :-) Apesar de ser Verão tenho ideia que apanhei um bocado de frio :-)

- 1993?










13.7.17

Memorabilia - Autocolantes: Ananana e LP (Jornal de Música)



Ananana - editora e distribuidora onde comprei muitas pérolas sonoras.
+ contraverso



LP - Jornal de Música




Eu também tive, assim como anos inteiros (enquanto foi interessante) do Blitz. E até o Rock Week. Para além de "todos" os suplementos de sexta em que escreveu o FM (estes ainda consegui digitalizar).Só que a falta de espaço e o azucrinamento das mulheres fizeram com que fosse tudo para o lixo  ##arrependimento






12.7.17

Memorabilia - Bilhetes (9)




Este concerto foi editado em CD uns anos mais tarde, em 2005.

Ver info no Discogs










10.7.17

Manuela Paraíso - Homenagem (3)


Manuela Paraíso começou a sua carreira, tanto quanto sei, como crítica musica na extinta revista Música & Som. Mas tornou-se "famosa", sobretudo, devido ao seu programa de culto, pioneiro, na Rádio Azul, emitido a partir de Setúbal/Palmela. Poucas pessoas deviam ouvir o seu programa, inclusive eu que, morando no distrito de Setúbal, não conseguia apanhar a emissão, tal era a fraca potência das emissoras de rádio piratas que pulularam pelos anos 80. Mas o culto veio da publicação, pelo jornal de grande expansão, na altura, Blitz. Era sempre um prazer ver todas as semanas listas (playlists) onde figuravam Current 93, David Tibet, Death In June, Coil, entre tantos outros.
Sendo uma pioneira maior é a homenagem que lhe devemos prestar.
O programa ainda durou alguns anos mas, como tudo o que é bom, acabou.
Voltei a tomar contacto com esta radialista quando passou a trabalhar na Rádiogest e, desta vez já com audição quase perfeita, gravei algumas cassetes com a música que passava.
É uma dessas Cassetes/gravações que agora aqui posto em jeito de homenagem bem merecida.

Gravação de Tiago Carvalho






Manuela Paraíso - Homenagem (2)


Manuela Paraíso começou a sua carreira, tanto quanto sei, como crítica musica na extinta revista Música & Som. Mas tornou-se "famosa", sobretudo, devido ao seu programa de culto, pioneiro, na Rádio Azul, emitido a partir de Setúbal/Palmela. Poucas pessoas deviam ouvir o seu programa, inclusive eu que, morando no distrito de Setúbal, não conseguia apanhar a emissão, tal era a fraca potência das emissoras de rádio piratas que pulularam pelos anos 80. Mas o culto veio da publicação, pelo jornal de grande expansão, na altura, Blitz. Era sempre um prazer ver todas as semanas listas (playlists) onde figuravam Current 93, David Tibet, Death In June, Coil, entre tantos outros.
Sendo uma pioneira maior é a homenagem que lhe devemos prestar.
O programa ainda durou alguns anos mas, como tudo o que é bom, acabou.
Voltei a tomar contacto com esta radialista quando passou a trabalhar na Rádiogest e, desta vez já com audição quase perfeita, gravei algumas cassetes com a música que passava.
É uma dessas Cassetes/gravações que agora aqui posto em jeito de homenagem bem merecida.






9.7.17

Memorabilia - Programas de Rádio: DDD60M, na Rádio Minuto, 92.4MHz


Onde passava o saudoso DDD60M







8.7.17

"O Crepúsculo Dos Deuses" - Recordações


Um dos programas de rádio que mais me marcou. O outro foi, obviamente, o "Som da Frente" do António Sérgio.

Paulo Somsen, Fred Somsen, Eugénio Teófilo, R.U.T. - #respect!

aqui: 10h30 - 11h30 (pm) - RUT: 100.7MHz


(memo: espaço para pôr embed do mixcloud de programas que gravei - primeiro tenho de passar cassete para digital - para já fica um encontrado no youtube)









7.7.17

Memorabilia - Bilhetes (8)



Grande show. Lembro-me perfeitamente do início ribombante e excitante. Não me lembro é quem foi a banda suporte

A banda suporte foram os Ocaso Épico... como me pude esquecer. Cortesia de Manuel Velez (guitarrista da banda) Ups!

frente



verso












6.7.17

A Arte Eléctrica De Ser Português - 25 Anos de Rock'N'Portugal - A Lista: "Discografia Selectiva"


Esta lista refere-se ao livro referenciado no post anterior.

DISCOGRAFIA SELECTIVA

SINGLES E EP’s

CONJUNTO ACADÉMICO ORFEU: Nivran – Alvorada (Rádio Triunfo)
PEDRO OSÓRIO E O SEU CONJUNTO: Namorico da Rita – Alvorada (Rádio Triunfo)
DANIEL BACELAR E OS GENTLEMEN: O Tema dos Gentlemen – Alvorada (Rádio Triunfo)
DANIEL BACELAR AND HIS GENTLEMEN: Mi Cancíon Del Recuerdo – Marfer (Discos Marfer)
DANIEL BACELAR: Porque Será? – Marfer (Discos Marfer)
DANIEL BACELAR: I Wonder Why (Pergunto Poquê?) – Marfer (Discos Marfer)
ZECA DO ROCK: Dezassete – Alvorada (Rádio Triunfo)
FERNANDO CONDE: A Luz – Alvorada (Rádio Triunfo)
CONJUNTO «OS TUBARÕES»: Poema do Homem Rã – Alvorada (Rádio Triunfo)
OS DIAMANTES: O Telefone – Marfer (Discos Marfer)
OS DEMÓNIOS NEGROS: Bailinho Da Madeira – Alvorada (Rádio Triunfo)
SHEIKS: Yesterday Man – Parlophone (Valentim de Carvalho)
SHEIKS: Lonely – Parlophone (Valentim de Carvalho)
SHEIKS: Lord, Let It Rain – EMI (Valentim de Carvalho)
OS KRIPTONS: Paula – (edição de: Lello & C.ª, Lda. – Luanda)
TÁRTAROS: Serei Feliz Com Teu Amor – Rapsódia (Discos Rapsódia)
OS EKOS: Só – Alvorada (Rádio Triunfo)
OS EKOS: Sol e Paz – Alvorada (Rádio Triunfo)
OS EKOS: I Saw That Girl – Alvorada (Rádio Triunfo)
SÉRGIO BORGES E O CONJUNTO JOÃO PAULO: Mar (meu pão, casa, pedra, fome) – Columbia (Valentim de Carvalho)
SÉRGIO BORGES: Onde Vais Rio Que Eu Canto – Columbia (Valentim de Carvalho)
MÚSICA NOVARUM: Barca de Flores – Decca (Valentim de Carvalho)
QUARTETO 1111: A Lenda de El-Rei D. Sebastião – Columbia (Valentim de Carvalho
QUARTETO 1111: Meu Irmão – Columbia (Valentim de Carvalho)
GRUPO 5: Ballad Of Bonnie And Clyde – A Voz Do Dono (Valentim de Carvalho)
GRUPO 5: Wigth Is Wigth – A Voz Do Dono (Valentim de Carvalho)
ÁLAMOS: Stop That Game (Álamos Na Boîte) – Sonoplay (Discos Sonoplay)
OBJECTIVO: A Place In The Sky – Sonoplay (Discos Sonoplay)
PAULO DE CARVALHO: Ana – Movieplay 8Discos Movieplay)
MINI POP: Delta Queen – Movieplay (Discos Movieplay)
MINI POP: My Holyday Girl – Movieplay 8Discos Movieplay)
ALBATROZ: It Could Happen – Orfeu (Arnaldo Trindade)
POP FIVE MUSIC INCORPORATED: Page One - Orfeu (Arnaldo Trindade)
POP FIVE MUSIC INCORPORATED: Orange - Orfeu (Arnaldo Trindade)
POP FIVE MUSIC INCORPORATED: Stand By - Orfeu (Arnaldo Trindade)
POP FIVE MUSIC INCORPORATED: Take Me To The Sun - Orfeu (Arnaldo Trindade)
SMOOG: Smoogin – Orfeu (Arnaldo Trindade)
JOSÉ CID: Camarada – Columbia (Valentim de Carvalho)
JOSÉ CID: Olá Vampiro Bom – EMI (Valentim de Carvalho)
JOSÉ CID: Rock Rural – Decca (Valentim de Carvalho)
JOSÉ CID: Mosca Super-Star – Decca (Valentim de Carvalho)
JOSÉ CID: Vida (Sons do Quotidiano) – Decca ( Valentim de Carvalho)
JOSÉ CID: A Minha Música – Orfeu (Arnaldo Trindade)
GREEN WINDOWS: Doce e Fácil Reino do Blá, Blá, Blá – Decca (Valentim de Carvalho)
BEATNICKS: Cristine Goes To Town – Tecla (Discos Tecla)
BEATNICKS: Money – Tecla (Discos Tecla)
BEATNICKS: Somos o Mar – Alvorada (Rádio Triunfo)
BEATNICKS: Blue Jeans  - RT (Rádio Triunfo)
PETRUS CASTRUS: Marasmo – Decca (Valentim de Carvalho)
XARHANGA: The Great Goat – Zip (Discos Zip-Zip)
XARHANGA: Acid Nightmare – Zip (Discos Zip-Zip)
VERY NICE (Fernando Girão): Brothers Of The Sun – Toma Lá Disco (Toma Lá Disco)
FERNANDO GIRÃO: O Velhinho Moderno – Diapasão (Sassetti)
DIADÁGUA: Este Livro Que Vos Deixo – EMI (Valentim de Carvalho)
PSICO: Al’s – Alvorada (Rádio Triunfo)
TANTRA: Novos Tempos – EMI (Valentim de Carvalho)
ARTE & OFÍCIO: Festival – Orfeu (Arnaldo Trindade)
ARTE & OFÍCIO: The Little Song Of Little Jimmy – Orfeu (Arnaldo Trindade)
ARTE & OFÍCIO: Come Hear The Band – Orfeu (Arnaldo Trindade)
ARTE & OFÍCIO: Marijuana – Gira (Discos Gira)
PERSPECTIVA: Lá Fora A Cidade – Imavox (Imavox)
PERSPECTIVA: Rei Posto Rei Morto – Imavox (Imavox)
PESQUISA: Dude’s Serenade – Search (edição dos autores)
AQUI D’EL ROCK: Há Que Violentar O Sistema – Metro-Som (Discos Metro-Som)
AQUI D’EL ROCK: Eu Não Sei – Metro-Som (Discos Metro-Som)
CORPO DIPLOMÁTICO: Festa – Da Nova (Nova)
WARM: Tired Of Waiting For You – Da Nova (Nova)
PANCHITO + HI ROCKERS: Strive To Be Our Own Hero – Devgo Records 8Devgo Records)
GO GRAAL BLUES BAND: They Send Me Away – Imavox (Imavox)
GO GRAAL BLUES BAND: Lay Down – RCS (Discos RCS)
UHF: Jorge Morreu – Metro-Som (Discos Metro-Som)
UHF: Cavalos de Corrida – EMI (Valentim de Carvalho)
GNR: Portugal na CEE – EMI (Valentim de Carvalho)
GNR: Sê Um GNR – EMI (Valentim de Carvalho)
STREET KIDS: Let Me Do It – VDC (Vadeca)
STREET KIDS: Super Wen – VDC (Vadeca)
IODO: Malta À Porta – VDC (Vadeca)
TRABALHADORES DO COMÉRCIO: Chamem A Polícia – Polydor (Polygram)
SALADA DE FRUTAS: Robot – Som (Edison)
ROXIGÉNIO: Song At Middle Voice – Orfeu (Arnaldo Trindade)
ROCK & VARIUS: Totobola – RT (Rádio Triunfo)
VODKA LARANJA: O Papel – Som (Edison)
MANUELA MOURA GUEDES: Foram Cardos, Foram Rosas – EMI (Valentim de Carvalho)
LENA D’ÁGUA: Vígaro Cá, Vígaro Lá – EMI (Valentim de Carvalho
XUTOS E PONTAPÉS: Sémen – Rotação (Rossil)
MAU MAU: Xangai – Rotação (Rossil)
CARLOS MARIA TRINDADE: Princesa – Musa (Vimúsica)
ANTÓNIO VARIAÇÕES: Povo Que Lavas No Rio – EMI (Valentim de Carvalho)
HERÓIS DO MAR: Amor – Polydor (Polygram)

ÁLBUNS (LP’S)

OS TÁRTAROS / OS ESPACIAIS
OS MORGANS / OS 5 BAMBINOS: Recordando... (Colectânea) – Rapsódia 8Discos Rapsódia)
SHEIKS: Os 20 Mais dos Sheiks (Colectânea) – EMI (Valentim de Carvalho)
SHEIKS: Pintados de Fresco – Boom (Nova)
SHEIKS: Sheiks Com Cobertura – Da Nova (Nova)
CONJUNTO ACADÉMICO JOÃO PAULO: Conjunto Académico João Paulo (Colectânea: Antologia da Música Popular Portuguesa, nº 4) – EMI (Valentim de Carvalho)
QUARTETO 1111: Quarteto 1111 (Colectânea: Antologia da Música Popular Portuguesa, nº 1) – EMI (Valentim de Carvalho)
QUARTETO 1111: Quarteto 1111 – Columbia (Valentim de Carvalho)
QUARTETO 1111 com FREI HERMANO DA CÂMARA: Bruma Azul do Desejado – EMI (Valentim de Carvalho)
QUARTETO 1111: Onde Quando Como Porquê Cantamos Pessoas Vivas – Decca (Valentim de Carvalho)
JOSÉ CID: 10 000 Anos Depois Entre Vénus e Marte – Orfeu (Arnaldo Trindade)
JOSÉ CID: José Cid – Columbia (Valentim de Carvalho)
OBJECTIVO E DUO OURO NEGRO: Blackground – EMI (Valentim de Carvalho)
POP FIVE MUSIC INCORPORATED: A Peça – Orfeu (Arnaldo Trindade)
FILARMÓNICA FRAUDE: Filarmónica Fraude – Philips (Philips)
PETRUS CASTRUS: Mestre – Guilda da Música (Sassetti)
PETRUS CASTRUS: Ascensão e Queda – Decca (Valentim de Carvalho)
BANDA DO CASACO: Dos Benefícios Dum Vendido No Reino Dos Bonifácios – Philips (Phonogram)
BANDA DO CASACO: Coisas do Arco-Da-Velha  - Philips (Phonogram)
BANDA DO CASACO: Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos – Imavox (Imavox)
BANDA DO CASACO: Contos da Barbearia – EMI (Valentim de Carvalho)
BANDA DO CASACO: No Jardim da Celeste – EMI (Valentim de Carvalho)
BANDA DO CASACO: Também Eu – EMI (Valentim de Carvalho)
BANDA DO CASACO: A Arte e a Música de Banda do Casaco (Colectânea) – Philips (Polygram)
JORGE PALMA: Com Uma Viagem Na Palma Da Mão – Decca (Valentim de Carvalho)
JORGE PALMA: ‘Té Já – Diapasão (Lamiré / Sassetti)
JORGE PALMA: Qualquer Coisa Pá Música – Da Nova (Nova)
JORGE PALMA: Acto Contínuo – Philips (Polygram)
TANTRA: Mistérios e Maravilhas – EMI (Valentim de Carvalho)
TANTRA: Holocausto – EMI (Valentim de Carvalho)
TANTRA: Humanoid Flesh – EMI (Valentim de Carvalho)
SAGA / JOSÉ LUÍS TINOCO: Homo Sapiens – Movieplay (Discos Movieplay)
VERY NICE (Fernando Girão): Discretamente – Imavox (Imavox)
FERNANDO GIRÃO: Contos da Europa Tropical – RT (Rádio Triunfo)
JÚLIO PEREIRA: Fernandinho Vai Ó Vinho – Diapasão (Lamiré / Sassetti)
CARLOS ALBERTO VIDAL: Changri-Lá – Imavox (Imavox)
ARTE & OFÍCIO: Faces – Orfeu (Arnaldo Trindade)
ARTE & OFÍCIO: Danza – Polydor (Polygram)
GO GRAAL BLUES BAND: Go Graal Blues Band – Imavox (Imavox)
GO GRAAL BLUES BAND: White Traffic – VDC (Vadeca)
ANANGA-RANGA: Regresso Às Origens – Metro-Som (Discos Metro-Som)
ANANGA-RANGA: Privado – Metro-Som (Discos Metro-Som)
CORPO DIPLOMÁTICO: Música Moderna – Da Nova (Nova)
JAFUMEGA: Estamos Aí – Metro-Som (Discos Metro-Som)
JAFUNMEGA: Jafumega – Polydor (Polygram)
JAFUMEGA: Pecados – Polydor (Polygram)
RUI VELOSO: Ar de Rock – EMI (Valentim de Carvalho)
RUI VELOSO: Fora de Moda – EMI (Valentim de Carvalho)
ROXIGÉNIO: Roxigénio – Gaf (A. Fonseca Guimarães)
UHF: À Flor Da Pele – EMI (Valentim de Carvalho)
UHF: Estou de Passagem – EMI (Valentim de Carvalho)
UHF: Persona Non Grata – RT (Rádio Triunfo)
UHF: Ares e Bares de Fronteira – RT (Rádio Triunfo)
TRABALHADORES DO COMÉRCIO: Tripas À Moda Do Porto – Polydor (Polygram)
TRABALHADORES DO COMÉRCIO: Na Brasa – Polydor (Polygram)
SALADA DE FRUTAS: Sem Açúcar – Rossil (Discos Rossil)
SALADA DE FRUTAS: Se Cá Nevasse... – Som (Edisom)
TAXI: Táxi – Polydor (Polygram)
SALADA DE FRUTAS: Crime Perfeito – Som (Edisom)
TAXI: Cairo – Polydor (Polygram)
PAULO DE CARVALHO: Abracadabra – Philips (Polygram)
HERÓIS DO MAR: Heróis Do Mar – Philips (Polygram)
FRODO: Noites de Lisboa – VDC (Vadeca)
FRODO: Zbaboo Dança – Som (Edisom)
STREET KIDS: Trauma – VDC (Vadeca)
JOSÉ MÁRIO BRANCO: Ser Solidário – Som (Edisom)
FM: Procurem Na Sara – Roda / Rock (Vadeca)
GNR: Independança – EMI (Valentim de Carvalho)
OPINIÃO PÚBLICA: No Sul Da Europa – Rotação (Rossil)
LENA D’ÁGUA & BANDA ATLÂNTICA: Perto de Ti – EMI (Valentim de Carvalho)
ANTÓNIO VARIAÇÕES: Anjo Da Guarda – EMI (Valentim de Carvalho)
TELECTU: Ctu Telectu – EMI (Valentim de Carvalho)

TELECTU: Belzebu – Cliché (Cliché)










5.7.17

K7s (Cassetes) Virgens (3)



C60 CHROME 'HEADLESS DUPLICATED TAPES' 
Rare Czech C60 cassette manufactured in 2015.

 from Third Kind Records







4.7.17

Memorabilia - Bilhetes (7)











2.7.17

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho) - Cromo #68: António A. Duarte - "A Arte Eléctrica De Ser Português - 25 Anos de Rock'N'Portugal"


autor: António A. Duarte
título: A Arte Eléctrica De Ser Português - 25 Anos de Rock'n'Portugal
editora: Livraria Bertrand
país: Portugal
nº de páginas: 210
isbn: none
Depósito Legal Nº 4974/84
data: 1984
esta é a primeira edição.



A ARTE ELÉCTRICA DE SER PORTUGUÊS
25 ANOS DE ROCK’N’PORTUGAL
António A. Duarte
Livraria Bertrand
Rua Garrett 73-75
1984
210 páginas
Depósito Legal Nº 4974/84
Acabou de imprimir-se em Maio de 1984
A IDADE DA MÚSICA
Colecção dirigida por Manuel Cadafaz de Matos

À memória de Rui Pipas
De Gino Guerreiro
E de Luís Garrido Costa
Pelo rock
Pela escrita
E pelo voo





PREFÁCIO

A arte jornalística de ser português e escrever sobre rock, considerada como um atentado à musicologia, e a remissão dos pecados dessa malta de drogados, malucos, filhos do mesmo tipo de mãe, que gostam de rock e até, oh!, têm habilidade para tocar rock.

1. O Jornalismo
Convém frisar que este livro foi, acima de tudo, escrito por um jornalista e não por um musicólogo.
O logos a que obedece toda a escrita é unicamente respeitante à recolha histórica de documentos vários e o que os jornais publicaram, ou não, sobre o fenómeno da música pop e do rock português.
O próprio discurso literário se formaliza na prosa jornalística e existe de per si sem mais ambições, sem pretensiosismos extravagantes, sem autoconvencimentos, como se uma Verónica tipográfica pegasse numa folha de papel, a colasse na cara do mártir Pipas e a mandasse policopiar, querendo dizer-nos que também tivemos os nossos Hendrix ou os nossos Morrisons.
O António Duarte é assim mesmo: transparente na sua simplicidade, anárquico na sua ideologia, afincado no seu trabalho.
Conquistou um lugar ao sol no jornalismo musical, é procurado por toda a espécie de vedetas e pseudovedetas que, pela sua escrita, pretendem promover-se e todos são recebidos com a mesma generosidade, o que não significa que o António Duarte não saiba perfeitamente as regras da qualidade a respeitar e dê o seu a seu dono.
Mesmo quando se recebe um elogio rasgado e desorbitado, que pode provocar uma certa indignação dos mais doutos, o António Duarte está a mostrar que esse exagero é directamente proporcional à consumilidade imediata do texto jornalístico.
Como jornalista tem a pura consciência que a história (como esta, que é uma história do rock), fundamentada heurística e hermeneuticamente no jornalismo, só pode jogar com esses valores, e querer criticar este livro pela ausência de critérios científicos ou paracientíficos, pela sintomatológica incapacidade de criticar musicalmente o objecto em análise é, numa só síntese, anular o próprio jornalismo.
Ora a verdade é que só o jornalismo pode abordar a história do rock e da pop portugueses. Pela simples razão que não houve ainda até hoje um único grupo ou um único solista capaz  de confrontar-se com a qualidade internacional ou intervir numa história geral da música pop ou da música de rock.
E note-se: todos os músicos do rock e da pop portugueses tiveram as suas glórias em páginas de jornais: jamais citados em livros daqui e muito menos dignos de serem citados em livros no estrangeiro.
Por estas razões, só um jornalista poderia escrever um livro sobre este tema e sabendo, à partida, da impossibilidade de querer ser um musicólogo.

2. Metodologia
É extremamente repugnante para um musicólogo toda e qualquer abordagem jornalística da Música (seja que tipo de música for) pela aberrativa sofreguidão com que o jornalismo abraça e acompanha o quotidiano: basta saber que a maioria esmagadora dos êxitos meteóricos dos músicos nos jornais existe enquanto precisamente eles aparecem nos jornais, e quando a Imprensa os abandona esses epifenómenos esfumam-se no olvido geral.
Ora, a arte não coincide com os valores do quotidiano, não é senso comum: pelo contrário, é contra o senso comum: e aí temos o anarquista Duarte a descarregar observações corrosivas do ponto de vista sociopolítico no sistema que deu à luz tais abortos.
Como se um jornalista resolvesse fazer uma «história da talidomida» e nos desse milhões de recortes e pontos de vista sobre o caso e nos pretendesse conduzir à seguinte conclusão: os malefícios da talomida. Eu mesmo fiquei atónito quando o Duarte me citou (e fê-lo privilegiadamente) e expôs fundamentalmente declarações minhas na Imprensa feitas em determinado momento que eu cumpria, mais ou menos, uma função jornalística e obrigou-me a uma autocrítica severa: na verdade, nada do que eu escrevi para jornais escreveria agora, o que não acontece quando sou realmente um musicólogo nos meus livros. Afinal, o jornalismo é a mentira de todos os dias, como a política dos políticos é a farsa da infra-estrutura económica.
O grande mérito do livro está então na recolha exaltante e trabalhosa que o António Duarte fez de tudo o que (se) escreveu – e não só – sobre rock.
Partilha comigo a ideia de que todas as revistas da especialidade são todas más e foram tão pobres que nunca conseguiram passar os limites do jornalismo, atingir sequer as fronteiras do ensaio, e que em Portugal o rock e a pop são tão manipulados como o futebol e com o mesmo sistema analítico.
Neste mundo, infinito como uma lista telefónica, de nomes e acontecimentos sobrevém uma ideologia, consciente ou inconscientemente conduzindo a escrita do António Duarte: é essa ideologia que vou abordar agora neste prefácio.

3. Ideologia
É postulado banal da semiologia que a própria linguagem veicula todo o sentido.
Este livro cabe naquele tipo de literatura dita juvenil, não apenas porque os seus heróis são jovens (músicos), o público consumidor de rock é a juventude e o António Duarte é jovem. Daí que o estilo da escrita seja tão empolgante e fresco quanto ingénuo, mas é, numa súmula de coerência, a verdade dum facto: o rock e a pop portugueses.
Todas as citações, todos os acontecimentos ou todas as conclusões são acessíveis, por vezes tão irrisórias que se tornam numa feroz acusação dum handicap cultural que nós, Portugueses, sofremos.
A obra situa-se deliberadamente na contracultura, enfrenta o regime dominante, ousa mesmo aliciar o leitor, pedagogicamente, para a subversão, e fá-lo tão descaradamente como todos estes anos os músicos de rock e pop a levaram aos palcos, às salas, às ruas, aos pavilhões, aos estúdios discográficos.
António Duarte é um entrevistador qualificado e recorreu neste seu livro a uma colagem (pop) de declarações de músicos, procurando trazer ao cimo a própria tomada de consciência dos músicos: se o José Cid disse algo de cavalar, foi ele e não o autor, mas também se alguém observou as qualidades dum Filipe Mendes isso deve-se ao pensamento do citado e nunca ao citador.
As opiniões de António Duarte são políticas, sociais, raro de cariz musicológico.
Como tudo no mundo da pop music corre como o vento, a uma velocidade assustadora, típica desta era electrónica acelerada, o livro pode parecer old fashioned, mas certo é que nenhum grupo de rock nacional tem capacidade para resistir ao desgaste que a tecnologia, não apenas o tempo, exerce sobre este estilo musical.
Em paralelo, o autor procura fundamentar a evolução da nossa música pop com a internacional, esclarecendo as abissais diferenças.
E ao tomar esta iniciativa o jornalista está a determinar-nos como colonizados pelo imperialismo internacional, pela língua anglo-saxónica, pela técnica ocidental, pelos signos da moda internacional.
A exacerbação gongórica dos adjectivos, patente em algumas passagens do livro, está a revelar-se um estigma ideológico típico de todo o jornalismo. Mas Estaline e Mao não passaram, dum dia para o outro, de deuses a traidores ou déspotas?
Realmente, só a musicologia, como só a ciência política, podem esclarecer o que é um músico ou o que é um político, respectivamente.
Mas o livro é sobre música, logo inerentemente refere a musicologia.

4. Musicologia
Está a obra prenhe de ilustrações e, como dissemos, de paralelismos, uns oportunos outros errados.
Por exemplo, quando o autor mete a foice nas searas alheias.
Fala-se de jazz de forma epidérmica, convocam-se músicos inúteis, e parece ignorar-se, porque a Imprensa ignorou a importância dum Carlos Zíngaro, mestre de tantos músicos de rock; dum Rão Kyao, com quem inúmeros músicos pop trabalharam; dum Jean Sarbib, hoje o grande Saheb Sarbib, que foi o melhor músico de rock português durante o início dessa estética ou, ainda, modéstia à parte, que o Anar Band apresentou pela primeira vez em disco um sintetizador e levou ao Cascais Jazz 74 banda magnética para massas pop, e trabalhou com esquemas experimentais nada longínquos de certa new wave.
Cita-se a música electrónica baseando-se na figura burlesca de Graça Moura (neste capítulo) e sonegam-se para o esquecimento os Emmanuel Nunes, Jorge Peixinho e até mesmo Cândido Lima.
Por vezes perde-se tempo traçando rumos de grupos provincianos de cuja existência histórica nada ficou senão a recordação subjectiva de terem tocado pop e cujos antigos elementos serão hoje empregados de banco, ou chulos, ou directores de firmas discográficas.
E isto acontece porque o nosso jornalismo, deficiente, nunca teve o cuidado de acarinhar os seus melhores artistas e músicos.
E por isso mesmo se justifica este prefácio, no sentido em que a minha missão, e a pedido do autor, de quem sou íntimo de longa data, é criticar a obra, fazer a releitura da fantástica quantidade de informação jornalística nela compilada.
E, a partir do próprio livro, posso fazer uma nova visão histórica da pop e do rock portugueses.
Esclareço que não há confusão entre pop music (correlativa à canção popular transposta para tecnologias eléctrica) e o rock (derivado directamente do rock-and-roll e dos rhithm-and-blues): assim, Paulo de Carvalho foi um músico pop e Zé Nabo é um músico de rock, Fernando Girão é pop e os UHF são rock.
Também, como é óbvio, houve e há estéticas simbióticas de pop e rock, não podendo estas fronteiras ser tão rígidas quanto qualquer maníaco de rótulos gostaria.

5. História
Realmente, se não tivesse lido este livro não poderia jamais congeminar uma evolução histórica do pop-rock português, porque não teria a possibilidade nem a perseverança do autor em remover todas as pistas documentais que nos ficaram: resumiria uma série nebulosa de argumentos e memórias esparsas.
Falaria de rituais e de antroporacionalogia, invocaria deuses estrangeiros, nadaria num miasma ideológico irrelevante.
Podemos ver dois ramos diversos nesta pequena história:

José Cid (pop)                                             rock (made in Portugal)
                                       25 de Abril
Rui Veloso                                                   UHF  
(o chamado, jornalisticamente,              Heróis do Mar
Pai do rock português)                             GNR

A corrente Cid foi campeadora de festivais de música ligeira e descambou num aproveitamento não menos ligeiro de múltiplas influências do blue, do music-hall, tudo mal tocado, da chachada neo-realista pós-25 de Abril, tangencial à música de massas de Zeca Afonso, de Godinho às bandas kolkoses nacionais, ao controverso fenómeno do Chico Fininho, cuja música se apoia nos rhythm-and-blues em técnicas musicais e instrumentos deficientes, mas proclamando o surto da tal estética do «rock português», donde iriam sair todo o tipo de diarreias para-pop, apoiadas por um jornalismo capitalisticamente comprometido com as editoras, toda uma farsa sifilítica que vive num círculo vicioso e viciado (os empresários, os produtores, os jornalistas, os «críticos» e os homens dos media audiovisuais são, na grande parte das vezes, as mesmas pessoas no papel dessas diferentes personagens), convocando a aparente coerência estética do «rock português» como quem chama «flor rubra» a um ânus com hemorróidas.
Todos foram filhos do Veloso, em trágico edipismo, desde os UHF da Rua do Carmo aos Trabalhadores do Comércio a chamarem a polícia.
Uma segunda perspectivação, que vem dos Chichilas, inesquecíveis, dos magníficos Kama-Sutra, dos tecnicistas Objectivo, dos eloquentes Pentágono, reclamando-se do rock internacional, e prossegue nos bons flashes psicadélicos dos Tantra, «bateu» nos Táxi-disco, consolidou-se no raro profissionalismo das actuações positivas e impositivas dos UHF, nas hard-patadas do Arte & Ofício, entrou em apoteose nacionalista com os futurísticos Heróis do Mar e atingiu os píncaros da glória em Independança dos GNR.
Uma história pequena mas cheia de significados duvidosos: a conquista da pop e do rock portugueses por um lugar na História do Rock ou da Música.
Fixem-se, entre outros mais, os bateristas Pedro Taveira, Álvaro Azevedo, Zé da Cadela, Tó Li, os tecladistas Graça Moura, Kevin Hoidale, António Pinho da Silva, os guitarristas como Pipas, Zé Nabo, Filipe Mendes, os mentores ou líderes como Jean Sarbib (baixista), Serjão, Pedro Aires Magalhães, até ao cantor António Manuel Ribeiro e ao poeta-cantor Rui Reininho, avultando com um Vítor Rua, decididamente num plano internacional e a estabelecer um corte epistemorocklógico em Portugal. Cremos que sim... e como ele aparecerão mais outros, porque nos quer parecer que o rock, na década de 80, tem um futuro promissor e independente neste país.
Também não é de esquecer o vanguardismo da intervenção literária junto ao público e aos músicos do rock que representou a actividade jet-set-marginália de Manuel Castro Caldas, que reputo do mais sofisticado e especializado conhecimento sobre rock em Portugal; bem como certas tentativas frutíferas na Memória do Elefante e no Rock Week de António Duarte.
António Sérgio, por seu turno, mostrou a mais elevada qualidade no seu criterioso programa radiofónico Roll’s Rock e colocou-se à frente duma certa opinião radiodifundida bastante exigente que destruiria as barreiras miserabilistas dos totalitarismos fascista e neo-realista, desmascarando o gang de pseudoprodutores, que vivem à custa do trabalho dos músicos sem a mínima espécie de intervenção estética ou relevância cultural.
Abstenho-me da problemática, já crónica, do capital investido no rock cá em Portugal, porque não estou jamais satisfeito com a penalização pública dos custos militares e políticos, infinitamente superiores; tornei inerente, neste prefácio, o assunto e o livro que vai ler não descurou também a matéria supracitada.

6. Os Magníficos 80
Dobrada a década de 70, o rock ganha foros de primazia no mundo do comércio e do empresariato, começa a dar lucro Às firmas discográficas, que brutalmente o obrigam a uma disco-gleba com mais-valia para os pseudoprodutores, os canalhas das empresas a viverem à custa dos músicos, os nababos tiranos organizadores de festivais: desde o idílico Vilar de Mouros até às arenas dos pavilhões desportivos onde se exibem os rockers e os popers vai um abismo. O capital toma conta do rock e a Imprensa, bem como a TV e a Rádio, tiram o proveito.
A poesia, outrora controversa e esfumada desde «D. Sebastião, el-rei-cão» até «se cá mijasse fazia-se cá chichi», ganha poderes ideocráticos e começa a surgir uma onda de superpseudo-merda-vedetas como se resumiria num só poema.
«Já fumega e atira pró tecto (jazz-rock)
Abre-latas e manda pró cano (funk-cócó)
Eu qué sê um MRPP (em merengue) e cagar blues
                Band
Estorvantes, trovantes e avantes (from kremlin
                With love)
O fodro está podre e já não frodo (psicopeta)
Que bem cheiras do PI (-3,1415) e lambe-cu
                (pornoxanxada)
A lêndea d’água doce nem é pau-pau nem queijo-
                queijo (freakalhada)
o corpo diplomático não dá faísca (punk-bem)
quem apanha um táxi apanha no cu (disco-pivete)
xutos e sniffs, cagajetas e punhetas (secção
                junkie-tara)
eis o rock português, ó burguês!»

Mas os Heróis do Mar levantam a bandeira nacional e ganham a luta pela sobrevivência, os UHF são exemplarmente trabalhadores e os GNR alcandoram a nossa estética do rock new wave a um nível jamais sonhado: os bons 80 revelam finalmente as nossas qualidades e as nossas incapacidades. Estes três últimos anos foram mais importantes que tudo o que anteriormente se passou, porque o rock em Portugal se libertou da imitação e do plágio, senão leiam este livro do António Duarte só para ver a diferença entre o passado e o presente; é que a história dá-nos a razão, e mesmo se nos estivermos nas tintas para a tal «razão», temos o delírio de algum prazer com os nossos Heróis do Mar, UHF e, sobretudo, os GNR.
Se ninguém é perfeito é porque o António Duarte vasculhou toda a literatura jornalística nacional e não conseguiu vislumbrar um único génio no rock nacional (e parece-me impossível consegui-lo), mas temos de nos lembrar assim de nós mesmos para nos modificarmos; dos fracos não reza a história, muito menos esta história do rock em Portugal que o António Duarte nos oferece.

Jorge Lima Barreto













1.7.17

K7s (Cassetes) Virgens (2)


C60 BLUE & YELLOW
C60 Ferric tapes in blue and yellow split shell
Nova.

from Third Kind Records









K7s (Cassetes) Virgens (1)



3 K7s SEIKO C-60
Made in Hong-Kong
Novas a estrear

from Third Kind Records






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