30.11.13

Livros sobre música que vale a pena ler (e que eu tenho, lol) - Cromo #39: Pascal Bussy - "Kraftwerk - Man, Machine And Music"


autor: Pascal Bussy
título: Kraftwerk - Man, Machine And Music
editora: SAF Publishing
nº de páginas: 224
isbn: 0-946719-70-5
data: 2005

ed. original: 1993 - reprinted 1997
second ed. - 2001
third ed. - 2005




sinopse:

Da mesma maneira que os Kraftwerk refinaram de forma contínua o seu som e o seu visual, Pascal Bussy adicionou à sua célebre biografia factos e situações ainda mais esclarecedoras e que tornam quase definitivo

o estudo aprofundado dos inventores da moderna música pop electrónica.

"Sem eles não teria havido hip-hop, nem House, nem Ambient music, nem Electro, e até Michael Jackson - com que liminarmente os Kraftwerk se recusaram a colaborar - soariam de forma diferente. Bussy explica

porque eles foram um dos poucos grupos que realmente mudaram a maneira como a música soa."
Q Magazine

"A biografia de Bussy, fresca e tendo em conta os aspectos de negócio inerentes, da mais improvável banda anti-rock da História, ronrona suavemente ao longo do livro como um dos mercenários de topo que Ralf

Hutter e Florian Schneider costumavam, coleccionar... Esta é uma leitura profunda e divertida feita com um grande nível de detalhe e muito útil para quem queira saber tudo sobre os Kraftwerk.
NME

O Autor:
Pascal Bussy vive em Paris com a sua mulher e dois filhos. É um jornalista musical, para além de autor do livro "The Can Book (SAF), assim como vários livros em francês acerca de John Coltrane, Charles Trenet, e dois ensaios acerca do vinho Sauternes.
A dada altura da sua vida foi líder de uma editora musical que editou discos dos Can, This Heat, Eyeless In Gaza, Albert Marcoeur e Lol Coxhill, entre outros.
Desde 1993 até 2004 criou e desenvolveu a divisão Warner Jazz da Warner Music France em Paris.




Introdução
Escrever um livro acerca dos Kraftwerk seria, obviamente, uma tarefa espinhosa. O grupo raramente dá entrevistas, e muito menos a falar do seu passado. O trabalho tinha de começar com uma folha de papel quase em branco - apoiado apenas pelo amor à sua música, uns poucos recortes de imprensa e um desejo de descobrir mais. Inspeccionando melhor, a maioria dos artigos cobria os mesmos aspectos, mas,
frequentemente, com grandes discrepâncias nos detalhes.
Para onde me voltar então? A caça tipo detective que se seguiu foi mais como tentar penetrar nos corredores de uma sociedade secreta ou numa intensivamente corporação de negócios privada do que investigar a história de um grupo de música pop. AO empreendimento tomou a natureza de uma investigação policial, cada nova pista dando um outro nome ou número de telefone. Um problema comum é que as pessoas estavam relutantes em falar sem antes obterem a aprovação do grupo.
Como quase sempre acontece quando algo está muito nublado em segredos e silêncio abundam os rumores, histórias e mitos, que tendem a multiplicar-se como um vírus.
Isso foi um problema inevitável quando lidamos com um grupo que escolheu fechar-se a si próprio em tal segredo, não falando nas complexas imagens.
Ao compilar este livro tentei arduamente evitar rumores e manter-me tão perto dos factos históricos quanto possível. Contudo, tive de basear certas assumpções em artigos sobre o grupo, que eles próprios podem
conter algumas imprecisões. Escusado será dizer que não me poupei a esforços para checar as fontes e verificar as histórias, mas inevitavelmente algumas mantiveram-se sem corroboração. Talvez agora, ao fim e ao cabo, pelo menos os vários factos e rumores acerca dos Kraftwerk fiquem colectados num único local.
Durante a escrita do livro, também rapidamente se tornou evidente que aqueles músicos que foram influenciados pelos Kraftwerk eram muito numerosos para sequer pensar em listá-los, quanto mais entrevistá-los.
Em face disso, concentrei-me apenas em entrevistar aqueles que realmente se encontraram com eles ou trabalharam com o grupo. Fora isso, a influência dos Krafwerk fala por si própria, em termos de contribuição incomensurável que deram para o desenvolvimento da música electrónica.
Antes da primeira edição deste livro ter sido publicada em 1993, ofereci-me para mostrar um esboço final do manuscrito a Ralf Hutter e a Florian Schneider com a ideia de que alguns erros factuais pudessem ser por
eles emendados.
Um pacote registado com o esboço final do livro foi enviado para o estúdio Kling Klang com uma nota a explicar que iríamos enviar o manuscrito para as impressoras do livro dentro de algumas poucas semanas.
Não obtive qualquer resposta, até que um dia recebi o pacote devolvido sem ter sequer sido aberto. Isto não era nada que não esperasse já. A banda raramente respondia a qualquer correspondência, por isso seria uma surpresa que a minha tivesse tratamento diferente.
Com o livro já nas livrarias, encontrava-me no meu apartamento em Paris, cerca das 11pm e a pensar em ir-me deitar. O telefone tocou. A voz do outro lado da linha anunciou que era Florian Schneider. As duas horas seguintes de conversa começaram de uma forma hostil. Falando de uma maneira muito formal e com sotaque francês, a sua primeira frase foi "O livro é uma merda" (O livro é uma merda). Fartou-se de dizer que o livro era uma fabricação.
Com uma banda tão secreta, é possível que eles vissem também o livro como uma intrusão pessoal. Eu tinha antecipado em muito este tipo de resposta mesmo tendo em conta que me desculpei respeitosamente, e
depois não inclui algumas das mais opinativas citações que me foram fornecidas sobre a banda. Tal como a maioria das pessoas eu falei deles de forma quase reverencial, meti algumas coisas dissentivas entre o coro de paladinos. Outros recusaram liminarmente falar comigo. Alguns com medo de melindrarem Ralf Hutter e Florian Schneider, mas outros claramente para evitar abrir feridas antigas. Para mim, o seu silêncio falou muito alto.
Em geral, considero que fui respeitoso para com Hutter e Schneider e o seu desejo obsessivo de privacidade e evitei incluir moradas ou localizações precisas. Contudo, decidi que os Kraftwerk são figuras públicas, e os seus fans merecem saber alguma coisa sobre as personalidades dos músicos por detrás da música. Por essa razão, eu sabia que a banda poderia desaprovar o meu livro, especialmente à luz da sua zanga com Krl Bartos e Wolfgang Flur. Na altura Flur declinou falar comigo com o argumento de que estava a preparar o seu próprio livro (que foi já publicado), mas Bartos, em particular, foi mais do que acessível.
Mais tarde, nessa noite, em Paris, contei a Schneider que fiz tudo ao meu alcance para confirmar os factos, tendo-lhe até enviado cópia do manuscrito, apenas para o receber depois totalmente intacto. Também lhe
expliquei que a intensidade do secretismmo que envolve a banda e as suas operações me dificultaram muito a tarefa. Lembrei-lhe que informei a banda quando os entrevistei em digressão que estava a pensar escrever o livro. A isso ele quase não reagiu na altura. Contudo, foi-se tornando claro para mim ao longo do processo das minhas entrevistas que eles tinham segundos pensamentos. As suas respostas tornaram-se cada vez mais monossilábicas e sem comprometimentos de qualquer espécie, em contraste com as vezes em que os entrevistei para várias revistas, quando os achei geniais e articulados (frequentemente em várias
línguas). Expliquei então a Florian que, como o livro já tinha saído, não havia nada que eu pudesse alterar quanto ao conteúdo. A chamada terminou connosco a continuarmos a repetir, cada um, os seus pontos de vista diferentes.
O livro foi publicado originalmente em Inglaterra (e depois reimpresso uma série de vezes), e traduzido em várias línguas.
Actualizei-o duas vezes desde 1993 - um período em que à primeira vista os dois membros originais pouco fizeram para sair do castelo dos Kraftwerk. Então, de repente o gigante adormecido voltou à vida com um
novo álbum e uma longa digressão mundial. Esta nova edição conta a história até ao final da actual digressão. Também tive oportunidade de afinar algumas coisas das edições anteriores.
Os Kraftwerk continuam a ser o enigma que tudo fazem para manter. As minhas tentativas para documentar a sua história não devem ser vistas como uma biografia oficial e autorizada, ou uma tentativa de rebentar a
sua bolha, mas talvez para acrescentar alguma vivacidade da minha parte. Eu, como muitos outros, acho mais engraçado jogar o seu próprio jogo. Mas se consegui tornar a sua música um pouco mais
compreensível, mesmo fazendo parecer os seus membros um pouco mais humanos no processo, então acho que obtive o que desejava.
Em última análise, documentando analiticamente a sua variada e elusiva carreira, espero ter posto muita gente em contacto com o mais fascinante, sedutor e influente grupo musical de todos os tempos.





23.11.13

"Zeuhl" - Parte 4: "O Zeuhl à Volta do Mundo", secção 9/9: Japão




Parte 4 – O Zeuhl À Volta Do Mundo

Nota: Como o Zeuhl é um conceito tão abstracto, recomendamos vivamente que, antes de ler este artigo, leia os anteriores (partes 1 a 3). Depois, então, pode ser que tudo faça mais sentido.

Nos três anteriores artigos você leu, sem dúvida, tudo o que há para saber sobre o Zeuhl, e se este for um tema de interesse para si, certamente que os leu com atenção redobrada.
No anterior vimos o legado do movimento e, reparámos, entre muitas outras coisas, que o Zeuhl permeou também o RIO, para além de outros movimentos.
Mas... e no mundo? Bem, você conseguirá encontrar referências Zeuhl nos lugares mais improváveis, e existem inúmeras dedicatórias bizarras ao espírito dos Magma, à linguagem Kobaia e ao Zeuhl em geral. Neste artigo vamos tentar destilar o interessante e o curioso, numa qualquer forma de viagem coerente, ao longo do globo.


Japão


Todos sabemos que os japoneses adoram copiar e reinventar coisas, não sendo por isso surpresa que tenha havido montes de invenções estranhas do tipo Zeuhl ao longo dos anos. Eis uma panorâmica de algumas que encontrámos ao longo do tempo...

Entre os primeiros exploradores: Il Berlione foram uma espécie de fusão RIO étnico/de câmara com pinceladas de Univers Zero e Art Zoyd. Os Lacrimosa também cabem nos mesmos sapatos, como soe dizer-se, apesar de o seu álbum BUGBEAR possuir um lado Oriental muito mais forte.

Na frente Japonesa mais barulhenta existe uma série de bandas inspiradas pelo movimento e música Zeuhl. Os mais conhecidos (apadrinhados por John Zorn e Derek Bailey) são os Ruins. tocam uma fusão entre o Zeuhl e o free-jazz, e ainda quase tudo o mais que consigam atirar para o caldeirão que é a sua música. Os Koenji estão ligados com os Ruins e aplicam a ética “Japanoise” a uma fusão inspirada nos Magma. O seu álbum HUNDRED SIGHTS OF KOENJI é como se tivesse sido espancado com uma furiosa guincharia como aparece nos Magma de KOHNTARKOSZ e UDU WUDU, encimado com vocalizações selváticas. Se puder, imagine os Fushitsusha a interpretar os Shub Niggurath mais selvagens! Os Bondage Fruit pegam numa série de estilismos folk e fusão jazz europeus, antes de lhe adicionarem uma faceta Magma maniáca, com vocalizações femininas múltiplas e baixo dominante, misturado com tudo menos o lavatório da cozinha! Por vezes fazem lembrar os Eskaton, mas com um lado metálico muito mais pronunciado! Os trabalhos mais recentes relembram os Nekropolis e os King Crimson, e também o riffing e o lado free-rock dos Mahavishnu, tornando-se cada vez menos Zeuhl.

Os Happy Family são, sem dúvidas, as estrelas da tradição RIO/Zeuhl japonesa, uma banda que mergulhou neste complexo género musical, criando o seu próprio estilo, furioso e excessivo. Onde os Bondage Fruit e os Koenji tendem a falhar no equilíbrio artístico, os Happy Family parecem ter tudo na proporção exacta. Juntem uma parte RIO (Henry Cow, Univers Zero, Present, The Muffins), uma parte Zeuhl (Weidorje, Magma da época de UDU WUDU), adicionem a técnica Japonesa, e um lado rock muito forte (um pouco do estilo tipo moderno como o dos Cartoon ou Birdsongs of the Mesozoic), e obtêm os Happy Family! Zeuhl comandado por guitarra, uma música cheia de solos, e complexidade furiosa, o seu trabalho inicial, ao vivo, em formato cassete, foi saudada com espanto, e o seu CD epónimo a mesma coisa. Em TOSCCO eles levaram o seu estilo de fusão para um território novo, mais complexo ao nível de prog rock, fazendo crescer água na boca para saber onde eles irão a seguir.



Il Berlione – 3 faixas em: LOST YEARS IN LABYRINTH (CD: Belle Antique BELLE 9119) 4-5/90+5/91    1991
Il Berlione – IL BERLIONE (CD: Belle Antique BELLE 9229)   1992
Il Berlione – IN 453 MINUTES INGERNAL COOKING (CD: Belle Antique BELLE 9483) 1994
Bi Kyo Ran – GO-UN (CD: Belle Antique BELLE 95149) 9/95  1995
Bondage Fruit – Bondage Fruit (CD: Isis ISI-0111) 1994
Bondage Fruit – II (CD: Maboroshi No Sekai MABO-006) 1996
Bondage Fruit – III – RÉCIT (CD: Maboroshi No Sekai MABO-009) 1997
Derek & The Ruins – SAISORO (CD: Tzadik TZ 7202) 199?
Happy Family HAPPY FAMILY (CD: Cuneiform RUNE 73) 1994 1995
Happy Family – TOSCCO (CD: Cuneiform Rune 93) 1997
Koenji – HUNDRED SIGHTS OF KOENJI (CD: God Mountain 2.800) 199?
Lacrymosa – BUGBEAR (LP: ?) 8-10/84 (CD: SSE-8201) «+ “Flash Lacrymosa” single & 5 faixas de bonus (6-8/83)» 1993
Lacrymosa – Flash Back / Metamorphosis / Lacrymosa (7”: LLE-3004) 7+9/85 1985
Lacrymosa – JOY OF The WRECKED SHIP (CD: SSE-4033) 10-12/93 1994
Ruins – HYDEROMASTGRONIGEM (CD: Tzadik TZ 7202) 199?
Tipographica – TIPOGRAPHICA (CD: God Mountain GMED 005) 199?
Tipographica – MAN WHO DOES NOT NOD (CD: Pony Canyon) 199?
Tipographica – GOD SAYS I CAN´T DANCE (CD: Pony Canyuob PCCR-00204) 199?
Tipographica – FLOATING OPERA (CD: Sistema Records SICD-1) 1997
Zypressen – 2 faixas em: LOST YEARS IN LABYRINTH (CD: Belle Antique BELLE 9119) 4-5/90+5/91 1991
Zypressen – ZYPRESSEN (CD: Belle Antique BELLE 96195) 1996








Krautrock - A Lista (quase) Definitiva... (Parte 4/26: letra D)


Segundo a melhor enciclopédia do género, recenseada em post anterior:

The Crack in the Cosmic Egg - Encyclopedia of Krautrock, Kosmische Musik, & Other Progressive, Experimental & Electronic Musics From Germany

. Quando o formato não é indicado, corresponde a LP.
. Esta lista (todas as partes) será actualizada com as indicações das obras que possuo e que poderei disponibilizar para audição (as de fundo colorido);
. Só estão listados os dados referentes às primeiras edições. A maioria das obras possui outras edições (em LP e, sobretudo, em CD.
. Existem artistas e bandas que se mantiveram, e alguns deles ainda se mantêm, em actividade, com novas edições, que não estão incluídas na Enciclopédia (nem aqui), mas que são acrescentadas no final da tabela - uma linha de intervalo (essas também tenho, obviamente).
Se quiserem ajudar... vão indicando erros, lapsos, obras ausentes, etc. para o email habitual. Grato.


Da Capo
Da Capo
California
1972
?
Damenbart
Impressionen ‘71
Dom Elchklang
1989
002
Wolfgang Dauner (selected discography...)
Free Action
Saba
1967
SB 15095

Für
Calig
1969
30603

The Oimels
MPS
1970
15248

Musik Zounds
MPS
1970
15270

Output
ECM
1970
1006

Rischka’s Soul
Brain
1972
1016

Kunstkopfindianer
BASF/MPS
1974
21 22019-2

Changes
Mood
1978
23333
Franz De Byl & Heiner Hohnhaus
Franz De Byl & Heiner Hohnhaus
Thorofon
1971
ATH 114
Deaf
Alpha
Black Rills
1994
BRR-LP 9401 #500
Demon Thor
Anno 1972
United Artists
1972
UAS 29393

Written In The Sky
United Artists
1973
UAS 29496
Dennis
Hyperthalamus
Nova
1975
6.22352 AO
Desperado
Halten Aus! Desperado Kommt... Live!
Heisse Rillen
1978
HOLSIEDIR 1
Roberto Détrée
Architectura Celestis
Wergo
1982
SM 1037
Deuter
D
Kuckuck
1971
2375 009

Aum
Kuckuck
1972
2375 017

Celebration
Kuckuck
1976
2375 040

Haleakala
Kuckuck
1977
2375 042

Soundtrack
self-released
1978
0666 515

Kundalini Meditation Music
Polydor
1979
2392 879

Ecstasy
Kuckuck
1979
044

Silence Is The Answer / Bhuddam Sharnam Gachchami (2xLP)
Kuckuck
1981
049/50

Cicada
Kuckuck
1982
056

Nirvana Road
Kuckuck
1984
068

San (K7)
self-released
1985
DM-002

Call Of The Unknown (2xLP)
Kuckuck
1986
076/77

Land Of Enchantment
Kuckuck
1987
11081

Sands Of Time (2xCD)
Kuckuck
1991
12090-2

Henon (CD)
Kuckuck
1992
11099-2

Terra Magica (CD)
Bell
1995
LRCD 9516
Deutsch-Amerikanischen Freundschaft
Produkt Der...
Warning
1979
WR 001

Kebabtraume / Gewalt (7”)
Mute
1980
005

Die Kleinen Und Die Bösen
Mute
1980
STUMM 1

Tanz Mit Mir / Der Rauber Und Die Prinz (7”)
Mute
1981
011
Deutsche Wertarbeit
Deutsche Wertarbeit
Sky
1981
049
Diabolus
Diabolus
Bellaphon
1971
BLPS 19068
Dies Irae
First
Pilz
1971
20 20114-7

--> Heavy Christmas



Thomas Diethelm
Shaved
Spoon
1982
014

The Flyer
Philips
1983
813 405-1

Penguin In Love
Mercury
1986
83057-1

Valleys In My Head
Mercury
?
822 774
Diez & Bischof
Daybreak
Atlantic
1975
ATL 50156
Din A Testbild
Glas Konkav / Abfall (7”)
Marat
1979
04794

Programm 1
IC
1980
KS 80.002

Programm 2
IC
1981
KS 80.011

Programm 3
IC
1983
80.045

TV Junk And New Beat Funk
IC
1989
80.079

Leipzig & Coca-Cola (CD)
IC
1991
710.129
Klaus Dinger
Neondian
Teldec
1985
6.26019
Thomas Dinger
Für Mich
Telefunken
1982
6.25126
Dissidenten (selected discography...)
Germanistan
Schneeball
1983
0030

Sahara Electric
Exil
1984
5501
Dr. Roberts Blues Band
--> Love & Peace



Klaus Doldinger (selected discography...)
Blues Happening
Liberty
1968
LBS 83167

The Ambassador (2xLP)
Liberty
1969
LBS 83317/18

Doldinger (2xLP)
United Artists
1973
UAS 29542/43

Das Bot
WEA
1981
58366

Constellation
WEA
1983
240 132

Die Unendliche Geschichte (2xLP)
WEA
1984
250 396-1
Dom
Edge Of Time
Melocord
1971
ST-LP-D 001
Frank Dommert
Early Loops & Tapes (K7)
Entenpfuhl
1988
EMM 03

Kiefermusik
Etenpfuhl
1989
EMM LP 01
Dorian Gray
Idaho Transfer
New Blood
1976
?
Dragonfly
Dragonfly
Highfly
1982
11982
Dreamworld
On Flight to The Light
Vertigo
1980
6435 050

Gates To Eternity
?
1984
?
Drosselbart
Drosselbart
Polydor
1970
2371 126

An Einem Tag Im August / O’Driscoll (7”)
Polydor
1971
2041 190
Dschinn
Dschinn
Bacillus
1972
BLPS 19120

--> Mama Rock & The Sons Of Rock ‘N Roll (2xLP)
Bacillus
1973
BLS 5526
Dullijöh
Dullijöh
Trikont
1982
US-0010-60
Dull Knife
Electric Indian
Philips
1971
6305 107
Dunkelziffer
Stille Der Neuen Zeit (12”)
Pure Freude
1982
PF 14

Colours & Soul
FünUndVierzig
1983
12-4500

In The Night
FünUndVierzig
1984
4502

You Make Me Happy (12”)
FünUndVierzig
1985
4510

Dunkelziffer III
FünUndVierzig
1986
12-4523

Songs For Everyone
FünUndVierzig
1990
4543
Duo Due
Schneetanz
gamsbART
1985
76.41534
Wolfgang Düren
Eyeless Dreams
self-released
1980
WPL 5768
Düde Dürst
Krokodil Solo
Sunset
1971
SLS 50199
Mickie Duwe
Unicorn
IC
1979
58.064
Dzyan
Dzyan
Aronda
1972
AS 10.006

Time Machine
Bacillus
1973
BLPS 19161

Electric Silence
Bacillus
1974
BLPS 19202










Deutsch Amerikanische Freundschaft
Alles Ist Gut
Virgin / Ariola (Germany)
1981
203 644-320
Deutsch Amerikanische Freundschaft
Gold Und Liebe
Virgin / Ariola (Germany)
1981
204 165-320
Wolfgang Dauner
Free Action
SABA
1967
SB 15 095
Wolfgang Dauner, Et Cetera
Et Cetera
Global Records
1971
6306 901
Wolfgang Dauner, Et Cetera
Knirsch
MPS Records
1972
21 21432-2






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