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26.8.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (120) - Música & Som #39


Música & Som
Nº 39
1 de Outubro de 1978

Sai aos dias 1 e 15 de cada mês
35$00 (35 Escudos)

52 páginas A4, capa e algumas páginas interiores a cores
Tiragem: 18 000 exemplares

Publicação Quinzenal
Director:
António l. Mendonça
Colaboradores:
A. Duarte Ramos, Alberto Júdice, Altino M. Cardoso, António Amaral-Pais, António Pedro Ferreira, Bernardo de Brito e Cunha, Carlos Jorge, David Ferreira, David Pedroso, Fernando Peres Rodrigues, Filipe Costa, Henrique Amoroso, Hermínio Duarte-Ramos, J. Lobo Pimentel, Jaime Fernandes, João Filpe Barbosa, João David Nunes, João de Menezes Ferreira, Jorge Lima Barreto, Manuel Cadaz de Matos, Pedro Pyrrayt, Rui Neves, Trindade Santos.
Correspondentes no estrangeiro:
Colmar (França): José Oliveira
Londres (Inglaterra): Manuel Menezes e Ray Bonici
Utrech (Holanda): Miguel Santos e Victor Hugo Magalhães


Hoje
A Música de Ontem

por Trindade Santos

O Concerto

A designação Concerto refere habitualmente toda a composição instrumental em que se pretende mostrar a perícia de um executante ou grupo de executantes solistas, com acompanhamento da orquestra. A definição deverá, contudo, ser aceite sob reserva, dada a utilização do termo ainda no séc. XVI por Viadana e Banchieri em estreita ligação com a música sacra (Concerti Ecclesiastci), e a considerável importância dos Concertos de Bach para um único instrumento como o Concerto Italiano (cravo) e os Concertos segundo Vivaldi (órgão ou cravo).
Seja como for, e compreende-se facilmente que uma forma que se fixa numa época englobe anteriormente um largo leque de sentidos, são claramente perceptíveis duas intenções do compositor - jogar a perícia do executante contra a expressividade potencial do instrumento e a capacidade de manobra do(s) solista(s) contra a discursividade da orquestra. Mas não constituirá este jogo de contrastes a própria essência da Música? Na verdade, um compositor só tem duas alternativas - som e silêncio.
Por mais variados que sejam os meios de que dispõe, por mais complexo que seja o sistema de sinais de que se serve, nunca pode escapar a essa oposição fundamental. A técnica do Concerto não faz mais que prolongar, em circunstâncias particularmente sensacionais, o jogo básico da criação musical. Historicamente, o concerto interessa-nos pela importância que subitamente adquire. Vivaldi, entre 1710 e 1741, compõe quase meio milhar de concertos para orquestra (Concerto Grosso) e a grande variedade de instrumentos solistas, com realce para o violino, para cuja afirmação contribuiu, como compositor quer como intérprete. Bach, ainda mais prolífico, não cultivou extensamente o concerto, mas cada um dos seus Brandeburgueses (6), concertos para violino (3) e para cravo (14) é uma obra prima.
É, contudo, com Mozart que o concerto, pelas dimensões, estrutura e variedade, atinge o lugar central que até há uns cinquenta anos tem ocupado na história da música - e ainda hoje continua a ocupar, nas salas que, de modo algum por acaso, se chamam de concerto. O seu instrumento mais cultivado foi o piano, tendo composto, entre 1767 e 1791 (ou seja entre os 11 e os 36 anos - data em que morreu), 27 concertos. Para outros instrumentos produziu 7 concertos para violino, e mais 13 concertos, uma sinfonia concertante para sopros solistas, e outra para violino e viola.
Beethoven, entre os vinte e cinco e os trinta e nove anos (1795-1809) escreveu os seus sete concertos (cinco para piano, um para violino e um triplo concerto, para piano, violino e cello). Parece pouco, se compararmos com outros compositores já citados, mas a importãncia destas peças na história da música e, sobretudo, na carreira de um intérprete é ímpar. Importância que não poderá desligar-se das transformações que o instrumento de orquestra, e o piano, igualmente, sofrem durante estes catorze anos, a qual reflecte a introdução de novos hábitos de consumo musical, em que se assistem à fuga dos compositores, do palácio aristocrático para a sala de concertos, frequentada pela burguesia.

Alguns artigos interessantes, para futura transcrição a pedido):
. Uma grande entrevista com Sérgio Godinho, por Bernardo Brito e Cunha e João de Menezes Ferreira
. Artigo sobre Steve Hackett, por João David Nunes
. Críticas de Discos:
.. Rick Wakeman - "Criminal Record" [A&M PPSP4660 (305$00)], por P.P.
. & Som, por Hermínio Duarte-Ramos
.. Discos Microgravados
... A História Continua
... Sulco de Microgravação
... Aumento da Duração
... Melhoria da Qualidade
... Gravação
... Fabricação








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