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24.2.12

Zeuhl - Parte 3 - O Legado (sub-parte 2/5)


Eider Stellaire

Originariamente conhecidos como “Astarte” nos anos 70, eles começaram sendo uma forma avantgarde do Zeuhl, tornando-se depois em Eider Stellaire, quando o baterista Michel Le Bars tomou conta da banda. Ele obviamente, imitando Christian Vander, tomou conta dos destinos da banda, concebendo uma nova mudança no modelo Zeuhl.
Expandindo-se até sete membros, e em paralelo com os Shub Niggurath (alguns deles faziam parte das duas bandas) eles editaram um álbum inicial subintitulado como “o álbum dos Magma que os Magma nunca fizeram2. Os Magma responderam a isto com Mekanik Zain ou De Futura, mas Eider Stellaire tinham mesmo um excelente guitarrista com a precisão e o fogo de John McLaughlin. Furiosamente criativo, trovejante (isto é, com riffs poderosos) e com duas vozes femininas (não usando palavras), é tudo uma mistura de solos estonteantes e loucura! Pelo menos durante um álbum, os Eider Stellaire foram os reis do Zeuhl. É uma pena que esse álbum permaneça tão obscuro.
Como sabemos por experiência, quase todas as bandas que nascem tão brilhantemente no seu primeiro álbum, fraquejam depois, e o seu segundo álbum, sem título, é extremamente meloso e langoroso em comparação com o primeiro. Mais original e experimental, talvez, mas menos coeso e explosivo. Com o seu terceiro álbum, foi dado um passo atrás na direcção do Zeuhl rock, liderados de novo pela guitarra de Delchat, eles quase chegavam lá mas 8tanto quanto sei) a banda separou-se antes do álbum estar acabado.
EIDER STELLAIRE (LP: K001) 5/81 1981
EIDER STELLAIRE (LP: K002) 1986
EIDER STELLAIRE 3 (LP: Musea FGBG 2009) 1988
Jean-Claude Delachat (guitarra), Patrick Singery (baixo), Pierre Gerard-Hirne (piano, órgão), Michel Le Bars (bateria), Véreonique Perrault (piano eléctrico), Franck Coullaud (percussão), Isabelle Nuffer (piano eléctrico), TRX5 (corneta), etc. E convidados.


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Eskaton


Uma das primeiras bandas Zeuhl não relacionadas com os Magma, e que causaram furor, foram os Eskaton. Eles apresentaram, na realidade, um novo ângulo de ataque a este género musical, no seu EP de estreia, cruzando o som Magma, era KOHNTARKOSZ, com uma música feérica, quase ritualística. O duo de vozes femininas, multi-teclados e guitarras estridentes, teciam uma música complexa e original. Especialmente evidente foi o facto de os Eskaton continuarem a forçar e traçar o seu próprio caminho, tornando-se mais electrónicos e menos Zeuhl no seu álbum de 1982, FICTION. A banda manteve a sua boa forma nos finais dos anos 80, gravando um outro álbum em 1985, chamado I CARE, que, no entanto, permanece não editado!
Le Chant De Terre/If (7”: MPA E 01) 4/79 1979
ARDEUR (LP: MPA E 38001) 8/80 1980
4 VISIONS (MC: Eurock EDC 05) 1979 1981 (CD: APM 9511) «1 faixa de bónus» 1995
FICTION (LP: MPA E 38301) 9/82 1983
André Bernardi (baixo), Gérard Konig (drums), Alain Blésing (guitarra), Gilles Rozenberg (voz, órgão, sintetizador), Eric Guillaume (piano seléctrico), Marc Rozenberg (voz, piano, sintetizador), Paule Kleynaert (voz), Amara Tahir (voz), mais convidados.


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Frank W. Fromy

O baixista dos Shub Niggurath tentou forçar os elementos Zeuhl para um lado mais clássico e avantgarde, surgindo, por via disso, com um som austero e estranho, completamente inclassificável.
QUATRE AXES MUTANTS (LP: Musea Parallèle MP 5002) 1989
Lucie Ferrandon (voz), Marie Faure (piano), Marie-Pascale Jallot (viola), Danièle Dumas (sax soprano), Sylvie Jerusalem (tuba), Pierre Quesnay (baixo), Pierre G. Monteil (baixo), Alain Ballaud (baixo), Alain Mouray (bateria, percussão), Laurence Kopelovitch (voz), Frank W. Fromy (voz, efeitos), Claire Dizmier (sax alto), Bernard Guerin (sax barítono), Guillaume Wapoel (viola), Françoise Sachse (viola), Sylvain Dupasquier (violoncelo).


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Hiatus

Um daqueles estranhos híbridos entre o jazz experimental e fusões-rock progressivas, o seu LP foi mais tarde reeditado pela Cryonic (casa-mãe dos Art Zoyd e de outros, na altura) e soa muito bem, apesar de ser muito mais um álbum de jazz do que de Zeuhl propriamente dito.
AVANT-DEMAIN (LP: HI 5893) 1984
Stéphane Deschamps (teclados), Abdoulaye Fall (sax tenor), Pascal Gutman (baixo), Franck Marsicano (guitarra), Jean-François Riviere (bateria)



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Honeyelk

Directamente para a zombar das vocalizações “Kobian”, os Honeyelk eram exploradores adeptos do som dos Magma da era de Kobaia até Wurdah Itah, com um bom baixo troante, multi-instrumentos de sopro e de teclados, uma pitada giraça de jazz (mas não jazz-rock) com uma estranha utilização do ritmo e da forma. Eles editaram um álbum de baixo custo autoproduzido que possui um estilo e charme únicos.
Em 1979, contudo, eles levaram bastante tempo para o compor, com a sua história a ir até às bandas pop dos anos 60, e tentarem fazer um intervalo em Inglaterra em numerosas ocasiões, pelo que a sua música também caminhou para influências prog-rock, facção Canterbury (evidentes no material de bónus do cD), alcançando uma mistura única de estilos que foi muito mais longe do que o próprio Zeuhl de per-se.
STOYZ VI DOZÉVÉLOY (LP: Oxygene OXY 047) 9/79 1980 – reeditado como:
EN QUÊTE D’Un MONDE MEILLEUR... (CD: Musea FGBG 4153.AR) «4 faixas de bónus» 1995
William Grandordy (pianos, sintetizadores), Gérard Blanc (baixo, voz), Pierre Yves Maury (clarinete, sax tenor), Christian Blanc (bateria, percussão, voz), Frank Louisolo (guitarras).


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Mosaic

Não muito Zeuhl, mas ao fim e ao cabo esse género será onde se encontram as suas raízes, pois anteriormente o seu nome escrevia-se, em estilo “Kobaiano”, Mozaik, com a trema no i. Esta é uma das bandas underground realmente criativas, que na altura que editaram um LP mudaram muito e desenvolveram o seu estilo único de música. Todos os elementos Zeuhl estão contidos na sua música, mas totalmente transformados em algo novo. Possuem aquele lado esquisito proto new-wave (como os Archaia) com Jannick Top (tornado High Hopper) ao leme com aquele seu estilo de baixo tipo esfiapado, e uma inventividade radical intensiva, quase ao estilo dos Henry Cow, de tal forma que muitas das faixas se aventuram ainda por outros géneros inesperados. Um único e raro clássico.
ULTIMATUM (LP: Ekimoz 441 5278) 1978
Jye Esko (guitarras, sintetizadores, voz), P.L.M.G. (baixos, violoncelo, sintetizadores, percussão, guitarra acústica, voz), Hubert de Nampcel (bateria, percussão), Yves Brebion (piano, guitarra acústica).





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