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25.2.12

Zeuhl - Parte 3 - O Legado (sub-parte 3/5)


Musique Noise

Diz-se que “o plagiarismo é a melhor forma de lisonja” – ou algo de parecido, e os Musique Noise bem se esforçaram por plagiar o som dos Magma de tal forma que até os ultrapassaram. Tocavam com elementos de jazz complexos e vozes operáticas, que colocavam sobre uma estrutura rítmica com muitas alterações repentinas e mudanças de tom, adicionando modernas técnicas de produção dos anos 80, actualizando assim o som dos seventies.
FULMINES REGULARS (LP: Musea FGBG 2028) 7 + 10/88 1989
Isabelle Bruston (vozes), Jean-Philippe Gallet (vozes, saxofone), Frédéric Huynh (baixo), Denis Levasseur (piano, sintetizadores), Cornélia Schmid (vozes), Philippe Zarka (bateria, percussão, voz).


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Neo Museum

Alan Terrill (que escreve frequentemente na Audion) disse que os Neo Museum “tocam um jazz-rock inteligente, similar ao dos Hellebore” o que é, em parte, verdade, excepto de que eles são muito menos radicais, e também guiados pelos estilismos Zeuhl e RIO, o baixo e a bateria ao estilo Magma e o saxofone mais na senda do som instrumental primevo de Frank Zappa.
NOUVELLES ETHNOLOIQUES DE L’OSCUR MUSEUM (LP: AYAA dt 0586) 2+11+12/85 1986
Alain Casari (saxofone alto), Antoine Gindt (guitarra, baixo, piano), Daniel Koskowitz (bateria), + Jacques Veille (trombone), Pascal Sieger (sax sopranino), Jérôme Bourdellon (clarinete baixo, flauta), Raoul Binot (sax tenor)


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Orient-Express

Nas franjas do Zeuhl encontramos este duo experimental (com a participação der Pascale Jakubowski, também dos Delta 4) que tocavam uma música que ia da new wave, em direcção às de texturas Zeuhl, conduzida pelo soberbo baixo de Erik Baron, que funcionava como base para os talentos do multi-instrumentista Pascale.
COCKTAIL MOLOTOV (MC: Musique en Chantier MC 002) 1987
Erik Baron (baixo), Pascale Jakubowski (piano, voz, clarinete baixo), mais convidados.

Potemkine

Assim designados face à nave de guerra Russa (gostaria de saber porquê?), os Potemkine foram inovadores únicos nos caminhos explorativos do jazz-rock francês, apesar de certamente inspirados originariamente nos Soft Machine. Formados pelos irmãos Goubin (Phillipe e Charles) e Doudou Dubiusson, a banda foi muito estável (acrescentando um novo Goubin nos teclados), basenado-se muito em Zeuhlismos e retorcendo-os para formar uma música com criatividade própria.
Como era o seu single de estreia, nada podemos dizer. Há até quem diga que não existe, sequer! O seu LP de estreia, adequadamente intitulado FOETUS, é formado por formas de jazz gelado, como uma espécie de ZAO com sedativos, com muitas das características que normalmente associamos com a cena de Canterbury. Pareceria que depois de trabalhar com Verto depois disto (ver abaixo) os limpou grandemente, e com um trio exacto surgiram depois com a obra-prima do Zeuhl, TRITON, uma condensação das ideias de Jannick Top, que ele raramente conseguiu pôr em prática devido à falta de amplitude de espaço suficiente nos Magma. Aqui recompô-las em forma de rock e jazz furioso, riffs complexos, motivos/refrões e solos, ligados de um modo inexplorado, excepto nos mais recentes trabalhos de Univers Zero e Present. Outras gravações desta época foram editadas no álbum do festival CRAC! (acho que é uma bootleg), o que provou que eles eram mesmo capazes de tocar uma música tão complexa ao vivo.
Cerca de 6 meses depois (eles tomaram consciência de terem sido apelidados de copistas pelos media), transformaram completamente a sua música, mudando para um jazz-rock francês muito mais leve, com uns toques funky. O terceiro irmão Goubin também esteve envolvido nesta fase, e penso que foram as suas raízes jazz que tomaram conta do leme. NICOLAS, de 1978, é um bom álbum para os fans do jazz-rock de origem francesa.
Não sei se existem mais alguns álbuns, mas sei que continuaram a tocar ao vivo, e que fizeram uma tournée em Janeiro de 1989, tocando sobretudo temas de TRITON .
Rictus/Mystère (7”) 1974
FOETUS (LP: Pôle 0010) 1976
TRITON (LP: Voxigrave V30/ST7162) 3/77 1977
NICOLAS II (LP: Pjaeton 7801) 1/78 1978
Phillipe Goubin (percussão, piano, voz), Charles Goubin (guitarras, piano, campainhas, vozes), Michel Goubin (pianos, sintetizadores, voz), Doudou Dubiusson (baixo, flexatone, claves, voz), mais convidados.


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Jean-Paul Prat’s “Masal”

Mais um baterista modelado por Christian Vander: Jean-Paul Prat foi o cérebro por detrás dos Masal, que em 1975 deram o seu melhor para alcançar um sucesso semelhante aos Magma. Depois de uma série de formações Jean-Paul decidiu prosseguir a solo com um projecto a que chamou de MASAL e editou um LP. É uma daquelas excentricidades Zeuhl, que por vezes soa como um álbum de prog-rock alemão dos finais dos anos 70 misturado com jazz-rock americano, sendo também muito inspirado pela música dos Magma. (particularmente devido ao baixo e à bateria, o riffing feérico e as texturas densas)e, como tal, permanece único.
MASAL (LP: Stand-By SB 83121) 7/82 1984 (CD: Musea FGBG 4155.AR) «4 faixas de bónus» 1995
Jean-Paul Prat (bateria, piano, voz), Hervé Gourru (baixo), Jean-Jacques Willig (piano, sintetizadores), Viviane Galo (piano, voz9, Norbert Galo (guitarra), Alain Escure (guitarra), Carlo Grassi (guitarra), Eric Duval (percussão), Gérard Geoffrey (flautas), Richard Heritier (saxofones, flauta), Georges Rolland (saxofones), Richard Negro (trompete), Gilles Morard (trombone), Bernard Morard (coro).


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Rahmann

De muitos pontos de vista os Rahmann encaixam muito mais na cena de jazz-rock tipicamente francesa dos anos 70 do que no Zeuhl., apesar do facto de serem formados por um Argelino! Interessantemente, a história da banda envolve o suporte dos Magma em numerosas ocasiões, com vários membros a tentarem chegar aos padrões dos Magma ao longo dos anos. Possivelmente eles conseguiram relacionar-se com a família Magma, quando Gérard Prevost (ex-ZAO) se lhes juntou por um período, em Maio de 1979. Estilisticamente também se aproximaram do rock progressivo sinfónico, à lai dos Asia Minor e dos Camel.
RAHMAN (LP: Polydor 2393 252) 2/77-5/78 1980 (CD: Musea FGBG 4261.AR) «4 faixas de bónus» 1998
Mahamad Hadi (guitarras, oud, bouzouki, snitra), Amar Mecharaf (bateria, percussão), Michel Rutigliano (pianos, ARP), Gérard Prevost (baixos), Louis-César Ewande (percussão), mais convidados.

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pwd: sakalli





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