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9.1.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (147) - Música Música #2


Música Música
Nº 2
Ano 1
Abril/Maio 1977
Preço 20$00




Director: Joel Nelson
Chefe de Redacção: Fernando Balsinha
Sub-Chefe de Redacção: João Afonso C. Almeida
Redacção: Francisco Bélard, João Filipe Barbosa, João Pedro Araújo, José Vieira Marques, Pedro Castelo, Pedro Pyrrait, Trindade Santos.
Colaboração: Ana Zanatti, Fernando Quinas, Fernando Victória da Silva, Helena Vaz da Silva, João Benard da Costa, J. Simões da Hora, Jorge Alves da Silva, Manuel Canaveira de Campos, Rafael Sacramento, Ricardo D. Pereira, Rui Azevedo, Sidónio Branco Pais.
Fotografia: João Figueiredo, Jorge Jacinto
Orientação Gráfica: José Brandão
Publicidade: Mário Crisóstomo
Propriedade: Música & Música, Publicações e Espectáculos, Lda.
Tiragem: 20 000 exemplares
Edição Mensal
58 páginas maiores que A4 - papel de peso médio - páginas a cores e a p/b (maior parte) .



Disco do Mês
Peter Gabriel


Depois de uma primeira impressão sobre o tão esperado trabalho de Peter Gabriel, o melhor é não pensar mais em relações Genesis Gabriel. Digamos que "The Lamb Lies Down On Broadway" se ramificou em dois esquemas musicais distintos, e igualmente fascinantes, e é espantoso verificar que essa diferença tem muito visivelmente em comum uma mesma raiz e evolução. É claro que a principal motivação de Gabriel neste momento é ganhar credibilidade como compositor e músico, o que explica uma propositada desvinculação dos Genesis que se traduz numa busca variada e eclética que não retira a unidade ao álbum mercê da espantosa personalidade de Gabriel. Para um maior ênfase desse afastamento, acresce um produtor de concepções radicalmente opostas às dos Genesis (Bob Ezrin, produtor de Lou Reed) e um grupo de músicos de grande qualidade, mas que se podem considerar mais enfeudados ao "Metal Rock" que ao progressivo. Gabriel ocupa assim muito inteligentemente uma posição central reforçada não só como compositor-autor-intérprete, mas como elemento catalisador de diversos tipos de Rock, solução ideal para o ecletismo premeditado e confessado de "Peter Gabriel". O próprio Gabriel confirma estas considerações: "Vou fazer concertos sem trajes especiais ou maquilhagens ou actuações elaboradas. Procuro uma relação entre mim e a audiência que se baseie na música (...) Só explorarei o aspecto visual nas minhas actuações, depois de a) ter maior credibilidade como compositor e b) depois de os meus dois primeiros álbuns terem sucesso". Isto talvez explique um álbum que pode não corresponder em estilo ao que se esperava, não obstante a sua extraordinária qualidade. Mas vamos ao disco: como sempre, líricas maravilhosas que se ligam à música num turbilhão de emoções variadas, o impacto de vivências multicolores que caracterizam a imaginação sem fim de Peter Gabriel. "Moribund The Burgermeister" é liricamente semelhante a "Harold The Barrel" de "Nursery's Crime", a loucura por tema, o fascínio e exploração pela personalidade e reacções anormais. Uma caracterização perfeita do ambiente através de um leque de vozes angustiantes ou dramatizadas em tons graves, com um complexo acompanhamento em synthsizers do grande Larry Fast. Os primeiros acordes de guitarra de "Solsbury Hill" fascinam qualquer um! Aqui, um Gabriel auto-biográfico, um hino à coragem de renovar, uma explicação para a ruptura com Genesis num "crescendo" irresistível. O tema é ainda retomado em "Excuse Me" em tons mais nostálgicos numa forma revivalista iniciada com um pequeno espiritual negro. "Modern Love" e "Down The Dolce Vita" revelam um Gabriel não imaginável: "Heavy Rock", do mais forte e rítmico, uma introdução em "Modern Love" que relembra os melhores dias de Mick Jagger. Para os nostálgicos dos velhos tempos dos Genesis, "Humdrum" "Slowburn" e "Here Comes The Flood" fazem algumas concessões, embora no conjunto as diferenças sejam flagrantes. Os três temas são simplesmente fabulosos, verdadeiras lições de variação vocal e instrumental (sem perda de sequência, é fascinante observar a variedade de sons e estilos que quase imperceptivelmente Gabriel/Ezrin lhe impregnaram), e merece referência o fabuloso guitarrista Steve Hunter pelo talento e capacidade de tão complexa variação. Por outro lado, ainda que as exigências de "Peter Gabriel" provoquem uma instrumentação mais pesada e substancialmente diferente das melodias harmónicas que hoje caracterizam os Genesis, gostaria de ver aqui a subtileza e "feeling" de Phil Collins à bateria.
Mas Gabriel personifica o álbum na sua totalidade, e referências laterais não passam de pormenores.Com o seu talento vocal e imaginação criativa que agora se pode alargar sem receios para uma genial composição. Gabriel impõe-se como um dos personagens mais fascinantes e promissores do Rock progressivo actual com este fabuloso trabalho. "Peter Gabriel" é sem receio um dos discos mais extraordinários dos últimos tempos e como tal classificado com "*****". E não me admirava nada se tivéssemos que alargar a escala para os seus próximos discos.
João Pedro Araújo
Disco Do Mês
Peter Gabriel
Peter Gabriel
Charisma 9103 115
Distribuição: Phonogram
*****




CAN
Um Som Híbrido

"Se quiseres ouvir ao mesmo tempo o "ruído da cidade", a violência, o fantástico, o insólito, se a par de uma agressão ao cérebro desejas uma agressão ao nível do corpo, se te faltam os Velvet Underground, se o Free-Jazz e a "beat-music" te interessam, se gostas dos delírios da aventura, enfim se não fores um consumidor sereno mas um verdadeiro louco por música, sempre pronto ao espanto, corre a ouvir os Can!"


Com estas palavras, fazia um crítico inglês uma aproximação muito correcta do complexo universo musical dos Can. Um grupo que, embora alemão, se encontra desvinculado do "som planante" que tem caracterizado a música produzida do outro lado do Reno. Música que não se pode chamr Rock (não obstante o termo Rock Alemão), música que não se pode chamar Free-Jazz, nem Contemporânea, nem Clássica. Elementos recolhidos destes vários campos, transformados numa forma nova, palpitante de energia, sem provocar tão profunda ruptura com a forma e os critérios da música tradicional, como já é o Rock.
Compõem os Can: Irmin Schmidt, o teclista fundador do grupo, ex-estudante com Stockhausen e ex-pianista de concerto ("deixei a música contemporânea para saber o que é a paixão ilimitada, a recusa dos códigos, das regras morais em vigor no mundo intelectual"); Michael Caroli, guitarrista e actual responsável pela voz, com um estilo singular resultante de grande capacidade de improvisação num delírio incontrolado com certas conotações californianas; Holger Czukay, personagem enigmático que trabalhou 5 anos com Stockhausen, engenheiro de som, e baixo até à muito recente entrada de Rosco Gee. Foram Czukay e o percussionista Jaki Liebezeit, como responsáveis da secção rítmica, que criaram a característica um tanto africana do som Can, elemento indispensável para a tonalidade demente e angustiante que os já desaparecidos vocalistas Malcolm Mooney e Damo Suzuki desenvolviam. Numa fase intermédia, Malcolm Mooney e depois Damo Suzuki foram elementos fundamentais. Completamente loucos, eram personagens com uma fantástica capacidade de improvisação vocal e transmitiam a sua avançada paranóia com vozes longínquas, de volume sufocado pela instrumentação, como que um lamento evidenciador da clausura espiritual que os haveria de forçar a abandonar o grupo.
Este tipo de vocalização era propositadamente posto em conflito e sufocado pelas constantes cadências rítmicas, entrecortado por contrastes lancinantes de guitarra e as estranhas "vagas electrónicas" de Schmidt ondulando entre o rugir das percussões. Esta forma viria a atingir o seu ponto máximo em "Future Days" um trabalho fundamental dos Can. Como vocalista, Caroli mais não fez que recuperar o lugar que inicialmente lhe pertencia.
Por um lado, um equilíbrio disciplinado e mesmo qualidade formal superior, por outro, perda de intensidade emocional onde Caroli não pode competir com a paranóica introversão de Mooney ou Suzuki, não obstante a grande emotividade das suas vocalizações dialogadas com solos de guitarra que se revelam importantes.
Uma coisa a reter nos Can é que a sua música é extremamente dinâmica. Uma grande preocupação em não se repetir, tomando como base uma forma experimental e improvisada, faz dos seus álbuns uma experiência sempre nova. O mesmo acontece em palco, onde a comunicação público-Can adquire muita importância dado que a música será sempre reflexo da intensidade dessa comunhão ("não vamos tocar os discos no palco, como os Pink Floyd", Schmidt). Cada tema eventualmente recordado, será sempre uma ponto de partida para novos desenvolvimentos, para um novo delírio. Por um lado um risco para o público, por outro, o contacto com a criação nova, uma participação mais profunda já que é ele que vai definir a força ou subtileza, o delírio ou a calma, e sobretudo a qualidade.
Desde a sua formação em 1968 em Colónia, os Can nunca abandonaram a linha musical que se propuseram seguir. Talvez devido às potencialidades intelectuais e escolas de cada elemento foi marcada uma linha evolutiva que permaneceu: a fascinante subtileza a nível de ideias (camuflada pelo ritmo repetitivo) e uma grande energia instrumental que pode tomar uma forma "explosiva" nos climas delirantes de loucura ou angústia, ou de uma serenidade repousante que mantém no entanto latente todo o vigor. Ao longo dos álbuns verifica-se que a introversão angustiante e o alheamento quase hipnótico foram adquirindo outro sabor, com maior delimitação melódica e mesmo grandes períodos de divagação instrumental sem concessões a grande complexidade mental, mas os caracteres básicos permanecem sempre com um novo tratamento. Daí a grande expectativa do concerto dos Can no Pavilhão dos Desportos.


Discografia Dos CAN
MONSTER MOVIE (United Artists) 1969 - interesse histórico
SOUNDTRACKS (United Artists) 1973 - embora a música date de 1969-70; interesse histórico
TAGO MAGO (United Artists) 1971 - interesse histórico
EGE BAMYASI (United Artists) 1972 - *****
FUTURE DAYS (United Artists) 1973 - *****
LIMITED EDITUION (United Artists) 1974 - interesse histórico
SOON OVER BABALUMA (United Artists) 1974 - ****
LANDED (Virgin) 1975 - ****
UNLIMITED EDITION (Virgin) 1976 - interesse histórico
FLOW MOTION (Virgin) 1976 ****
SAW DELIGHT (Virgin) 1977 - ****





SOM
Gravação Em Cassetes

No nosso primeiro número abordámos o registo do som em fita magnética, recordando um pouco da história da sua descoberta e posterior evolução. Focaremos, agora a aplicação da fita em cassetes e cartridges.
Foi longo o caminho percorrido pelos técnicos desde que, em 1934, em Ludwigshafen, se encontrou a melhor solução para um registo em boas condições, até ao aparecimento das cassetes e cartridges, nos anos cinquenta.
Como foi possível conseguir nas cassetes, gravadas a baixa velocidade, uma qualidade sonora que permitisse uma audição tão próxima da dos gira-discos e gravadores de fita HI-FI?
A resposta encontra-se na evolução dos sistemas de impregnação da fita, mecânicos e da electrónica. No primeiro caso, teremos de considerar o progresso das fitas desde a aplicação do óxido de ferro, passando pelo óxido e dióxido de crómio, até ao recentemente utilizado óxido de cobalto. Este último químico, tem a particularidade de possuir partículas com melhor orientação magnética e pouco abrasivas permitindo portanto uma curva de resposta mais correcta na gama das frequências audíveis. No segundo caso, o sistema mecânico foi aperfeiçoado, permitindo o desenrolar da fita com um mínimo de atrito, obviando deste modo as flutuações provocadas por uma passagem irregular da fita junto das cabeças.
Finalmente, a electrónica primou pelo avanço da qualidade HI-FI, através da introdução das cabeças de gravação High Density Ferrite, que para lá de melhorarem a qualidade da resposta são isentas de desgaste e têm um ganho igual para ambos os canais-estereofonia.
Temos, também, o sistema de gravação Dolby ainda pouco utilizado, pois eleva consideravelmente o preço dos gravadores. Certos fabricantes atingiram uma grande perfeição no registo em cassete, utilizando o sistema Dolby. Mas, o que vem a ser este processo de gravação?
Em certas gamas de frequência e também quando a música ou os sons são muito suaves, nota-se nas gravações um ruído quase imperceptível, que só diminui parcialmente quando se gira o atenuador da tonalidade para os graves. Torna-se o ruído quase inaudível, mas afecta-se a tonalidade e a impressão original do som gravado é destruída. Este inconveniente regista-se quase exclusivamente nas gravações dos clássicos que exigem maior fidelidade, razão porque, nos últimos tempos, quase não têm aparecido no mercado. Tal deficiência pode ser vencida com a aplicação do sistema Dolby. Utilizando a electrónica, levanta-se um pouco o nível das passagens sonoras mais suaves durante a gravação, sobrepondo esta ao ruído. Todavia, o que se levantou tem, durante a reprodução, de voltar ao nível original. O que se consegue através da electrónica, aplicada em sentido inverso no aparelho reprodutor, permitindo que os tons suaves artificialmente amplificados voltem ao original.
O progresso na alta-fidelidade teve também uma grande importância na melhoria da qualidade de gravação em cassetes.
Os padrões HI-FI consistem na linearidade da frequência, na constância da dinâmica e altura do som.
Linearidade da frequência: a mais elevada frequência limite (agudos) que se pode atingir, depende em grande parte da qualidade das cabeças de gravação e leitura.
Só as cassetes de dióxido de crómio (e agora as de dióxido de cobalto) proporcionam esta qualidade, devido à extrema sensibilidade e elevado nível de gravação nas frequências elevadas. Em realidade, as cassetes normais também permitem o registo das altas frequências, mas a distância a que ficam do ruído de fundo da própria fita é muito mais diminuta.
Dinâmica: o padrão DIN 45500 (medida exigida para garantir a qualidade HI-FI) obriga a uma distância de 48db - unidade de medida do som - entre o ruído e as frequências a gravar com o limite de 3% de distorção. As cassetes C-30, C-60 e C-90 de dióxido de crómio ultrapassam facilmente essa exigência mínima. De qualquer forma, até com a C-120 se alcança HI-FI, quando o aparelho dispõe de um sistema electrónico de redução de ruído (Dolby, DNL, ANRS, etc.) com o mínimo de 3,5db de ganho de dinâmica.
A constância da dinâmica do som está dependente do processo mecânico de enrolamento do aparelho usado. O mecanismo especial da cassete contribui para diminuir as possibilidades de atrito, reduzindo ao mesmo tempo e de forma notória, o risco de perturbação no curso da fita.
As características técnicas exigidas para um registo magnético de qualidade aceitável são, em função da cassete e do gravador, as seguintes:
----------------------------
DIN NAB
----------------
FLUTUAÇÃO   = 0,20%   = 0,14%
-------------------------
RESPOSTAS FREQUÊNCIA
FE3 O2   20/13500 Hz   20/14000 Hz
CR O2   20/14000 Hz   20/16000 Hz
-----------------------------
RELAÇÃO SINAL/RUÍDO (S/R)
FE2 O3   = 45 DB   = 49 DB
FE2 O3 COM DNL   = 48 DB   = 54 DB
CR O2 COM DNL   = 52 DB   = 58 DB
--------------------------
DISTORÇÃO HARMÓNICA               = 3%

As cassetes comerciais encontram-se nos valores de C-30, C-45, C-60, C-90 e C-120, em que os números indicam o tempo útil da fita (somatório dos dois sentidos) enrolando à velocidade de 4,75 cm/s.
Quanto às cartridges - cartuchos, em português - poderemos acrescentar que sofrem os mesmos fenómenos magnéticos que uma fita em núcleo ou em cassete. Sendo incómoda pelo tamanho, tem vantagem como a gravação em oito pistas (track) e o processo de leitura sem fim. Obtém-se a passagem automática de pista a pista, colocando num determinado ponto da fita magnética uma tira de fita prateada com o comprimento de um centímetro. Esta vai actuar sobre um pequeno interruptor situado próximo das cabeças magnéticas, fechando o circuito e provocando a comutação para a nova pista. A comutação processa-se pelo levantamento ou abaixamento de todo o conjunto de cabeças - platina. O "sem fim" obtém-se pelo velho sistema da pescadinha. Só terão um bom funcionamento no desenrolar enquanto existir uma boa lubrificação da fita. Esta lubrificação origina a folga inicial que existe sempre no "sem fim".
Os cartuchos mais comercializados são os de 45, 60 e 90 minutos.
Das cartridges existentes no mercado, sobressaem pela sua qualidade, e em nossa opinião, a LH Super, Dióxido de Crómio e Ferro Crómio da BASF e a linha Classic (Fe Cr e Cr O2) da SCOTCH. Falaremos noutra oportunidade das fitas de óxido de cobalto.


Para uma boa conservação das fitas e um melhor registo é aconselhável uma limpeza periódica das cabeças magnéticas do gravador. Poderá executá-la pessoalmente, utilizando para o efeito os estojos de limpeza que aparecem a preço razoável nos estabelecimentos da especialidade, ou utilizando um pedaço de algodão humedecido em álcool puro que deverá passar pelas cabeças até retirar todos os resíduos de óxido largados pelas fitas ao passarem durante a gravação e reprodução.
Mário Crisóstomo



Outro conteúdo interessante, eventualmente a divulgar posteriormente:
. Peter Gabriel - artigo de fundo de 2 páginas, por JPA
. Pink Floyd - Dez Anos de Música - reportagem de 3 páginas, por Pedro Pyrrait
. Sérgio Godinho - entrevista de fundo de 6 páginas, por João Afonso Costa Almeida e José Vieira Marques
. Walker Brothers - artigo de 2 páginas, por João Filipe Barbosa
. Opinião - Música:
.. Luis Cília - "Memória" - Diapasão - DIAP.16005 - Distribuição: Lá mi ré (Sassetti) - **   por Pedro Pyrrait
.. Hawkwind - "Astounding Sounds, Amazing Music" - Charisma - 9124 002 - Distribuição: Phonogram - ***   por JPA
.. Pink Floyd - "Animals" - Harvest - 8E 068 98434 Distribuição: Valentim de Carvalho - ****   por PP
.. Van Der Graaf Generator - "World Record" - Charisma 9124 001 - Distribuição: Phonogram - ****   por JFB
.. Soft Machine - "Softs" - Harvest - 8E 064-97 761 - Distribuição: Valentim de Carvalho - ***   por FQ
.. Vangelis - "Albedo 0.39" - RCA (RS 1080) - Distribuição: Telectra - ***   por JFB




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