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22.2.15

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (31) - Portal da Gafaria - Nº 1 - 1992?


Portal Da Gafaria
Nº 1 - (1992?)
32 páginas + 12 páginas (suplemento sobre a cassete/bandas que acompanhava o fanzine9
preço ?


Não sei quantos números foram editados deste fanzine com origem em Setúbal.
Fica aqui o testemunho relativo ao número 1.
Um dia destes coloco o áudio da cassete que o acompanhava no youtube e no mixcloud.



Editorial
Fanzinomaníacos!
Nasceu mais uma publicação irregular destinada às áreas mais "marginalizadas" - Portal da Gafaria.
Como objectivos primordiais realçamos: A veiculação de informação e divulgação dos mais variados assuntos assim como algum entretenimento.
Para além do fanzine também lançámos, conjuntamente, uma cassete com bandas portuguesas. Assim como o seu respectivo suplemento, que esperamos se mantenha nos próximos números.
Destaco dois nomes sem os quais esta publicação não teria visto a luz do dia: Lino Pedrosa e Abel Raposo.
Pensamos que será importante receber as vossas críticas e possíveis futuros colaboradores, com vista a melhorar a p´roxima edição.
Aqui fica o nosso contacto:
"Portal da Gafaria"
Rua Eça de Queiroz, N. 22
2900 Setúbal   Tel. 065/702230
See You!
Pedro Navalho
Responsável
Pedro Navalho
Grafismo e Montagem
Abel Raposo
Computer Gafix
Lino Pedrosa
Fotografia
Marco Dias
Publicidade
Jorge Silva
Colaboradores
António Caeiro
João Correia
Luís Pacheco
Luís Navalho


SPH
Editora Com Objectivos Prometedores E Inovadores

Formada no final do Verão do ano passado (Setembro '91) a SPH tem vindo a implantar-se, quer no plano nacional quer internacionalmente. Logicamente, todo o destaque vai para o mentor, desta (para já) editora de cassetes. Fernando Cerqueira. Nesta entrevista, para além de se abordar a editora também se acabou por falar de alguns problemas vigentes em Portugal.

P.G. - Queria que descrevesses a "história" da SPH, como é que tudo começou?
Fernando Cerqueira - Foi a partir da edição de um fanzine e uma cassete, dos quais fiz cem exemplares. Postriormente comecei a ter contacto com uma série de grupos e fiz algumas compilações. Depois passei a contactar cada vez mais grupos, acabando por ir mais longe do que inicalmente previsto.
P.G. - A tuas edições, até ao momento, são só em cassete?
Fernando Cerqueira - Sim. Houve a possibilidade de um disco, só que me meteram um bocado de "medo" em relação a isso. Actualmente existem algumas possibilidades de uma compilação em CD com a colaboração dos Vitriol e Vcorux AEIA e talvez com o Vítor Rua pelo meio, uma grande produção. Só que é necessário muito dinheiro e as estruturas quase não existem e sem divulgação ninguém sabe o que se passa.
P.G. - O que é que pretendes atingir com a editora, ou seja quais são os teus objectivos principais?
Fernando Cerqueira - Pode ser uma trivialidade, mas fazer com que Portugal pelo circuito internacional da música. Possibilitar que outros grupos apresentem os seus trabalhos, para já em cassete, e divulgá-los lá fora, já que em Portugal é muito difícil. Os objectivos são muitos, existe a possibilidade de fazer um espectáculo de uns tipos norte-americanos só que não encontro espaço, e por outro lado como o grupo é desconhecido não sei se alguém vai ver. É tudo muito arriscado. No fundo o grande objectivo é lançar novos grupos, principalmente, portugueses.
P.G. - Como é que efectuaste os contactos para a edição do material com os diversos projectos envolvidos na tua editora?
Fernando Cerqueira - Contactei directamente com os grupos. Ou no caso do grupo estar à frente de alguma editora, o que acontece muitas vezes, e que eles oferecem-se para editar uma cassete e acaba por haver trocas de material. Por outro lado, tenho montes de cassetes e emprestam-me também cassetes antigas, que ainda cont~em contactos válidos.
P.G. - É muito difícil dirigir uma editora?
Fernando Cerqueira - Dificílimo. Dirigir todo este material, mandar para os estrangeiro para promoção, para fanzines, etc. Outro problema é relativo às distribuidoras, eu mando-lhes trabalhos e só tempos depois é que me pagam. Além disso como trabalho de dia, só tenho a noite e o fim de semana livres para me dedicar a isto. Agora já estou a atrasar mais as coisas para ver se me "dão" mais algum dinheiro para poder investir. Entretanto vão aparecendo uns anúncios no "Blitz"... o que me tem safado mais são as distribuidoras alemãs, já que em Portugal a Ananana lá vai dando uma ajudinha mas que acaba por não chegar a nada. Pronto, é muito difícil e dispendioso mas eu sempre pensei que houvesse pessoal curioso.
P.G. - Mas segundo o que me parece, tu vês mais os problemas das infraestruturas e não dos músicos?
Fernando Cerqueira - É lógico que os músicos também são um bocado culpados. Não a este nível, mas a outros: Eles tentam-se sempre suplantar uns aos outros. No que diz respeito às infraestruturas pode ser que aqui a algum tempo se comecem não a ajuntar mas a não ter problemas com este ou aquele e se comecem a organizar espectáculos para ter acesso às coisas.
P.G. - Há pouco falaste da Alemanha, onde existem associações de músicos alemães. Que pensas desta ideia em Portugal?
Fernando Cerqueira - Isso seria no mínimo excelente. As pessoas uniam-se e arranjavam forma de criar um pequeno circuito e as coisas naturalemnte aconteciam. No meu caso pessoal estou a trabalhar sozinho e necessitava de mais pessoas e mais dinheiro. Eu já participei em algumas cooperativas e nunca deu nada, porque houve interesses. No meio disto tudo ninguém é nada e há que querer ser o maior.
P.G. - Qual o critério que usas para editar cassetes?
Fernando Cerqueira - Inicialmente foi mais por amizade, estar em contacto com os grupos. O critério era de editar música "tecno" com músicos experimentalistas, mas depois as coisas começaram a avançar para campos mais conhecidos. Actualmente as edições baseiam-se em ambientes obscuros, experimentais e alguma coisa tecno.
P.G. - E a nível de vendas, elas naturalmente são maiores no estrangeiro?
Fernando Cerqueira - Sim, eles têm outras estruturas. Vou-te citar um exemplo. Os franceses BRUME. Eles cá em Portugal, quer pela Ananana quer pela minha editora, não "pegaram" e são realmente bons. No estrangeiro tenho um pedido de quinze exemplares de uma editora alemã.
Pedro Navalho / Lino Pedrosa
Contacto:
SPH, Apartado 223
2780 Oeiras






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