16.9.26

Os Modelos de Walkman Que Definiram Cada Época - Como a Sony reinterpretou a música portátil ao longo de quase cinco décadas - EP10


 

2011: NW-Z1000 Walkman: Becoming a Platform

With the NW-Z1000, Sony adapted. By adopting Android, it accepted that ecosystems now mattered more than devices. This wasn’t an engineering failure. It was recognition. The Walkman survived by yielding authorship rather than trying to reclaim it.







Danças Ocultas - "Danças Ocultas Estreiam AS CONCERTINAS TAMBÉM CHORAM"


pop rock >> quarta-feira >> 21.02.1996 

pop rock >> portugueses

Danças Ocultas Estreiam AS CONCERTINAS TAMBÉM CHORAM

Um disco instrumental, ainda por cima só de concertinas, é uma operação arriscada, por mais calculado que seja o risco. Foi isso que fizeram os Danças Ocultas, um grupo de Águeda que, no seu álbum de estreia, decidiu elevar aquele instrumento de fole à categoria de música de câmara.

 


“Danças Ocultas” rejuvenesce um instrumento considerado durante muito tempo parente pobre, remetido para a animação de romarias ou para o peditório do cego. Se Júlio Pereira tirou o cavaquinho e a braguesa do gueto, e Tentúgal e Fernando Meireles fizeram o mesmo com a sanfona, o quarteto de Águeda devolveu a concertina à sua condição de nobre que é capaz de chorar a melancolia de Satie. Artur Fernandes, mentor do projecto, num intervalo das filmagens do vídeo promocional, explicou ao PÚBLICO os segredos do instrumento. 
PÚBLICO – Como decorreu a gravação? 
ARTUR FERNANDES – No início trazíamos uma forma de execução, um tipo de reportório e uma determinada afinação das concertinas, a tradicional, com as palhetas mais vibrantes. A pedido do Tó Pinheiro da Silva [engenheiro de som e responsável pela sonoplastia], estudámos a possibilidade de ter o som mais afinado, com as palhetas mais próximas. Foi o que fizemos. Não podemos igualmente negar a influência, no modo de trabalhar, do produtor Gabriel Gomes, determinante na feitura dos arranjos. Nos três dias que antecederam a gravação, alterámos alguns aspectos dos temas. 
P. – Gravaram ao vivo no estúdio? 
R. – Como temos vindo a tocar sempre os quatro desde há seis anos, criou-se entre nós um balanço próprio. O Tó Pinheiro entendeu que isso devia ser aproveitado, essa envolvência, gravando não por pistas mas todos juntos. Claro que deu mais trabalho, sempre que alguém se enganava tínhamos de gravar outro “take”. 
P. – A relação com a tecnologia deu-se sem atritos? 
R. – Tenho essa relação, mas a outro nível. Estou neste momento a fazer estágio no curso superior de Composição, mantendo uma relação com a música electro-acústica, com sistemas digitais e analógicos. Este trabalho com as concertinas funciona, no entanto, a outro nível. 
P. – O tema inicial, “Folia”, constitui uma experiência radical na utilização da concertina… 
R. – No acordeão e na concertina existe um botão do ar que liberta o fole sem ser necessário tocar nos botões. No acordeão, este botão serve essencialmente para, no fima da música, fechar o fole. Na concertina ele tem outra função, que é, durante a música, compensar a necessidade de maior ou menor tempo a abrir e a fechar o fole. Havendo esta funcionalidade do movimento do fole, optámos por explorá-lo isoladamente, de maneira a produzir uma sensação de respiração humana. 
P. – As pessoas costumam ver na concertina um instrumento folião, extrovertido, mas “Danças Ocultas” é um disco bastante melancólico, poderíamos mesmo dizer de música de câmara… 
R. – Exacto. Comecei na música tradicional, a tocar concertina nos grupos folclóricos. Depois fui para o Conservatório e iniciei experiências com a concertina, precisamente na área da música erudita. Verifiquei que o instrumento afinal não era tão limitado assim. O que era necessário era explorar as suas potencialidades. Fui descobrindo então o tipo de trabalho que se faz na música de câmara, com distribuição das vozes pelos instrumentos, o tipo de envolvência, ou a necessidade de tocar com o máximo de conforto. Anatomicamente, há a necessidade de tocarmos sentados, para obtermos um máximo de rendimento em termos de expressão. 
P. – O “No8c) turno das 7” traz-nos ecos de uma “gnossienne” de Erik Satie… 
R. – Não posso negar. Sobretudo no acompanhamento harmónico e no tipo de ritmo. Mas há no disco todas as influências da música que ouço e estudo, Piazzola (em “Quartetra”), de quem sou grande fã, músicas tradicionais da Europa, menos Stravinsky, Messiaen e Webern, este último pelo culto da forma. Um pouco o que eu tento disciplinar neste projecto e que aprendi com a análise de Webern. Na “moda assim ao lado”, não poso negar a inspiração de um Riccardo Tesi ou de um Kepa Junkera. Mas o nosso som resulta pessoal, em parte devido à afinação diferente que procurámos. Em Portugal, a concertina tem um som estridente. Em Itália ou nos países celtas, trabalha-se um som que os afinadores chamam mais “ligado”. Nós ainda fomos a um extremo maior. Tentámos, nos vários arranjos, explorar a diferença de timbres, nas mãos esquerda e direita, além dos tais movimentos do fole. 
P. – Já pensou na possibilidade de desenvolver o instrumento, liga-lo à electrónica, como faz, por exemplo, Valentin Clastrier com a sanfona? 
R. – Para já não penso nisso, gosto imenso do som acústico. Sinto mais vibração no corpo assim do que com os sons electrónicos ou electrificados. 
P. – Está consciente do risco que é editar em Portugal um disco instrumental, para mais centrado num único instrumento? 
R. – O projecto, quando começou, partiu precisamente da tal influência da música de câmara. Sei que, por vezes, as pessoas precisam de seguir, ouvir uma letra, mas, talvez por estudar música, consigo dispensar a voz. Neste aspecto tenho como modelo o “Quinteto do novo Tango”, do Piazzola, onde os instrumentos têm como função imitar as vozes humanas. É um pouco pedagógico tentar ensinar as pessoas a ouvir música e a aperceber-se de que não interessa se uma música é comercial ou não. 
P. – Para eventuais interessados, quanto custa uma concertina? 
R. – Há concertinas a três e duas vozes. Quer dizer, cada botão dispara três ou quatro palhetas. Com três palhetas, o som é mais potente. A de três vozes é mais cara, custará agora à volta de 200 contos. As italianas, que são as melhores, custam ainda mais. 
NOTA: Os Danças Ocultas apresentam o seu disco de estreia num espectáculo a realizar a 16 de Março, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Por agora, estão a gravar um vídeo de promoção com realização de Tó Forte, um jovem de 27 anos cujo currículo inclui já trabalhos com os Kussondulola, Diva, Sacred Sin, Sérgio Godinho, Mário Laginha e Janita Salomé, além da assinatura em programas para a televisão como o extinto Pop-Off ou, actualmente, o de moda, “86-80-86”.




15.9.26

Um Dia Vendo Isto Tudo


 

chinelos e tudo... são Levi's

primeiro os CDs, depois as cassetes e finalmente os vinis, mas pode não ser bem assim...


#DIJ_1

https://www.discogs.com/release/1316029-Death-In-June-Black-Angel-Live


não dou Ms
NM or M-
(7) 13€ a 25€ (sem os portes) (16.07.2026)


#DIJ_2

https://www.discogs.com/release/1696475-Death-In-June-Lesson-1-Misanthropy




não dou Ms
NM or M-
(11) 18€ a 40€ (sem os portes) (16.07.2026)


#DIJ_3

https://www.discogs.com/release/1225766-Death-In-June-The-Rule-Of-Thirds





não dou Ms
NM or M-
(5) 14€ a 20€ (sem os portes) (17.07.2026)


#DIJ_4

https://www.discogs.com/release/191070-Death-In-June-Take-Care-And-Control







não dou Ms
NM or M-
(5) 30€ a 99€ (sem os portes) (17.07.2026)


#DIJ_5

https://www.discogs.com/release/1135580-Death-In-June-Rose-Clouds-Of-Holocaust







não dou Ms
NM or M-
(0) (20.07.2026)
20.00€ a 84.00€ no passado (sem os portes)



#DIJ_6

https://www.discogs.com/release/255807-Death-In-June-Nada





não dou Ms
NM or M-
(6) 45€ a 174€ (sem os portes) (20.07.2026)

#DIJ_7

https://www.discogs.com/release/253698-Death-In-June-Burial




não dou Ms
NM or M-
(0) (21.07.2026)
5.00€ a 29.00€ no passado (sem os portes)


#DIJ_8

https://www.discogs.com/release/254574-Death-In-June-Presents-Occidental-Martyr-Occidental-Martyr




não dou Ms
NM or M-
(9) 10€ a 27€ (sem os portes) (21.07.2026)

#DIJ_9

https://www.discogs.com/release/418712-Crisis-We-Are-All-Jews-And-Germans












não dou Ms
NM or M-
(7) 53€ a 155€ (sem os portes) (24.07.2026)

#DIJ_10

https://www.discogs.com/master/2102-Various-Heilige-Tod




não dou Ms
NM or M-
(13) 5€ a 19€ (sem os portes) (24.07.2026)

#DIJ_11

https://www.discogs.com/release/1620323-Death-In-June-All-Pigs-Must-Die






não dou Ms
NM or M-
(8) 19€ a 89€ (sem os portes) (28.07.2026)

#DIJ_12

https://www.discogs.com/release/987869-Death-In-June-The-Phoenix-Has-Risen







Não dou Ms
NM or M-
(16) 11€ a 31€ (sem os portes) (28.07.2026)


#DIJ_13

https://www.discogs.com/release/228879-Death-In-June-Sun-Dogs




Não dou Ms
NM or M-
(8) 11€ a 46€ (sem os portes) (28.07.2026)


#DIJ_14

https://www.discogs.com/release/105076-Death-In-June-Something-Is-Coming








Não dou Ms
NM or M-
(7) 18€ a 79€ (sem os portes) (29.07.2026)


#DIJ_15

https://www.discogs.com/release/1184526-Death-In-June-DISCriminate-1981-97




Não dou Ms
NM or M-
(16) 20€ a 69€ (sem os portes) (29.07.2026)

#DIJ_16

https://www.discogs.com/release/1184381-Death-In-June-But-What-Ends-When-The-Symbols-Shatter





Não dou Ms
NM or M-
(4) 45€ a 80€ (sem os portes) (30.07.2026) NT

#DIJ_17

https://www.discogs.com/release/200582-Death-In-June-Les-Joyaux-De-La-Princesse-%C3%96stenbr%C3%A4un





Não dou Ms
NM or M-
(4) 36€ a 119€ (sem os portes) (30.07.2026)

#DIJ_18

https://www.discogs.com/release/25656397-Death-In-June-Nada-Ized




Não dou Ms
NM or M-
(14) 14€ a 29€ (sem os portes) (31.07.2026)

#DIJ_19

https://www.discogs.com/release/102342-Death-In-June-The-Corn-Years





Não dou Ms
NM or M-
(10) 23€ a 115€ (sem os portes) (31.07.2026)

#DIJ_20

https://www.discogs.com/release/48944-Death-In-June-Operation-Hummingbird







Não dou Ms
NM or M-
(13) 14€ a 60€ (sem os portes) (02.09.2026)

#DIJ_21

https://www.discogs.com/release/388471-Current-93-Death-In-June-Sol-Invictus-Frankfurt-Sound-Depot-24-03-1991





Não dou Ms
NM or M-
(9) 11€ a 31€ (sem os portes) (04.09.2026)

#DIJ_22

https://www.discogs.com/release/221735-Death-In-June-93-Dead-Sunwheels






Não dou Ms
NM or M-
(6) 18€ a 50€ (sem os portes) (05.09.2026)

#DIJ_23

https://www.discogs.com/release/260390-Death-In-June-The-W%C3%B6rld-Th%C3%A4t-S%C3%BCmmer






Não dou Ms
NM or M-
(8) 20€ a 75€ (sem os portes) (10.09.2026)

#DIJ_24

https://www.discogs.com/release/253692-Death-In-June-Presents-Kapo-Kapo




Não dou Ms
NM or M-
(16) 15€ a 60€ (sem os portes) (14.09.2026)

#DIJ_25

https://www.discogs.com/release/1081665-Death-In-June-Oh-How-We-Laughed





Não dou Ms
NM or M-
(3) 24€ a 42€ (sem os portes) (15.09.2026)

#DIJ_26

https://www.discogs.com/release/324044-Death-In-June-The-Guilty-Have-No-Past







Não dou Ms
NM or M-
(5) 26€ a 58€ (sem os portes) (16.09.2026)

(CONTINUA... E MUITO - MAIS DE 50 DIJ POR AQUI)



 











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