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19.11.20

Memorabilia: Audion #44 (feat.) ZEUHL - PART IV


 

AUDION

explorations in sound and music…

issue #44

Spring 2001

Out Of Focus, Clearlight, Zeuhl part 4

Boheme, Electroshock, Empreintes Digitales, Endgame, Lars Hollmer, Multimood & other features, new releases, reissues, news, info, chat, etc.






 

CONTENTS

HELLO (editorial, etc.) - 3

DIVERSIONS (news, new releases, magazines, etc.) - 4

RESCUED RELICS (reissue reviews) - 8

BOHEME (label feature) -9

THE AVANT-GARDE SECTOR (reviews) - 10

IQ – Oakwood Centre, Rotherham, 16/12/00 - 11

ROEDELIUS & ALQUIMIA – York, 25/10/00 - 11

“MUSIC FOR THE 3rd MILLENNIUM – 14/10/00 - 11

CLEARLIGHT – The eternal symphony - 12

ENDGAME – “Catalyst” (review) - 15

THE SAMLA/ZAMLA/HOLLMER LEGACY (reviews) - 15

ELECTROSHOCK RECORDS (reviews) - 16

MULTIMOOD – (reviews) - 17

ZEUHL PART 4 – Zeuhl around the world - 18

OUT OF FOCUS (article & interview) - 21

KLAUS SCHULZE – “The Ultimate Edition” (review) - 28

“JAZZ-ROCK: A HISTORY” (book review) - 28

REVIEWS - 29

BORDERLAND (other news, short reviews, etc.) - 41

USEFUL CONTACT ADRESSES – 43

 

“Zeuhl”

part 4 – O Zeuhl em todo o Mundo

“Zeuhl”

parte 4 - Zeuhl pelo mundo

Importante - como o Zeuhl é um conceito abstrato, recomendamos fortemente que antes de ler este artigo leia os artigos anteriores sobre Zeuhl na Audion # 41, # 42 e # 43! Então, eventualmente, tudo fará sentido!

 Nos últimos três números da Audion, leu tudo sobre Zeuhl, e sendo do seu interesse, terá com certeza tem seguido a série de artigos com grande interesse, tendo lido na Audion # 43 acerca do legado francês deste campo único na nova música. De qualquer forma, também devem saber que o Zeuhl também permeou o campo RIO (verifique Audion # 30) e talvez você próprio conheça alguns outros cruzamentos, mas e o resto do mundo? Bem, você consegue encontrar referências de Zeuhl nos lugares mais improváveis, e há inúmeras dedicatórias bizarras ao espírito do Magma, à língua Kobaiana e ao Zeuhl em geral. Aqui, tentarei destilar o interessante e o curioso num tipo de viagem possível ao redor do globo.

BÉLGICA

As estrelas óbvias relacionadas com o Zeuhl na Bélgica são os Univers Zero e os Present  (ambos cobertos com alguns detalhes em nosso primeiro artigo RIO, na Audion # 30), ambas as bandas, inter-relacionadas, empurraram de forma contínua o modelo Zeuhl para formtos cada vez mais complexos, reescrevendo as suas regras à medida que iam avançando, ligando tudo, desde o rock pesado à música clássica.

Mas, talvez não conheça (os também relacionados) Cos. Começaram como Classroom (em 1966) tocando uma mistura de jazz e música clássica. O fundador Daniel Schell tinha a paixão pelas novas ideias na música, além de ser um grande fã de jazz. Uma “sala de aula” reformada, em 1970, apresentou o extremamente talentoso Pascal Son. Supostamente, a música dos Classroom mudou quando eles descobriram os Magma, tocando numa série de shows destes na Bélgica. Nessa época, os Classrooom incluíam Jean-Luc Manderlier, ex-Arkham (pré-Univers Zero) e mais tarde Magma. Demos da CBS dessa época foram incluídas no CD de estreia dos Cos, com uma mistura neoclássica e jazz-fusion, com um pé na psicadelia dos anos 60.

Mudando o nome para Cos, passaram a apoiar seus ex-amigos Magma ZAO em digressão, e em POSTAEOLIAN TRAIN ROBBERY combinaram muito mais do que elementos assimilados de Zeuhl, jazz, clássico e rock. A sua música intrincada combinou perfeitamente com as características de Zeuhl com os estilismos da cena Canterbury / RIO. Em VIVA BOMA, o caprichoso estilo de música de Pascale e o canto scat tornaram Cos instantaneamente reconhecíveis. Foi então que Monsieur "Aksak Maboul" Marc Hollander substituiu Charles Loos nos teclados (que formou então os Juleverne), deixando a música dos Cos tão confusa que às vezes parecia com que se os ZAO tivessem Phil Miller e Hugh Hopper nas suas fileiras, tudo encabeçado por uma música pop funky maluca! Tongue-in-cheek e mortalmente sério, era o paradoxo de Cos que mais tarde se tornou a causa da sua queda, mas com esses álbuns cada momento foi um sucesso.

Mais tarde, Daniel Schell formou outra banda, chamada Karo, explorando seu novo brinquedo, o Chapman Stick, com uma fusão instrumental que foi um retrocesso em relação aos primeiros Cos, sem tanta influência de Zeuhl. Juleverne de Charles Loos assumiu o lado sério da música de câmara dos Cos, praticando uma música que era mais Satie do que Zeuhl, mas ainda dentro do escopo do género. O seu segundo LP, A NEUF (“It’s new ”,em inglês) mergulhou o folk valão antigo num potpourri de fusão, semelhante aos Univers Zero mais suaves.

Mais recentemente, os Cro Magnon apareceram a tocar uma música que é uma mistura de todos os estilos e referências mencionadas acima, uma espécie de híbrido de camerística / clássico / RIO, e muito mais sério do que a sua imagem pode fazer transparecer. No essencial, o oposto de Cos, que projetavam uma imagem séria, mas eram totalmente excêntricos.


INGLATERRA

A primeira banda britânica a reconhecer os Magma como uma influência da sua música devem ter sido os Metabolist, embora eles se tenham inspirado também nos Can. Crescendo na esteira do movimento indie new-wave, os Metabolist nunca receberam a atenção que mereciam, e sua carreira foi perdida, fracassando antes que eles realmente revelassem todo o seu potencial. A mistura  dos Metabolist evoluiu através de muitas fases, duros cânticos do tipo Kobian, riffs de baixo brilhantes e bateria agitada, todos presentes em muitas de suas músicas. Um dia destes, gostaria de escrever um artigo sobre os Metabolist e também lançar uma coleção 2CD com toda a sua produção editada. Embora essenciais, os seus lançamentos estão ficando mais escassos à medida que o tempo corre. É uma pena que os Metabolist nunca tenham conseguido a atenção que os This Heat teve. Mas, em 1980, um híbrido Zeuhlian / Can não era a moda mais popular!

Tal é a importância da criação genérica única dos Magma que a mais improvável das bandas: Astralasia, lançou um EP de 12 "chamado" Univeria Zekt - uma oferta "(Magick Eye t11) em 1993, transformando samples dos Magma na sua própria música espacial-techno. Soleil d'Ork (do Udu Wudu dos Magma) é o loop fonte no repetitivo Kobian Love Chant, e em outras músicas os extratos menos identificáveis ​​de Magma fazem parte de loops usados pela banda. Os resultados são totalmente removidos de Zeuhl, mas é uma esquisitice curiosa!

A única outra relação de britânicos com o Zeuhl, que conheço, é uma banda chamada Groon (em homenagem à faixa dos King Crimson, e também conhecida como Grüne) que toca um híbrido ardente dos estilos King Crimson, Krautrock, Zeuhl e Canterbury, todos numa mistura instrumental . Apenas marginalmente Zeuhl, na verdade, e às vezes, como a Mahavishnu Orchestra, ficam mais impro-jazzística e não tanto Zeuhl.


ALEMANHA

Apesar do toque teutónico da língua kobiana, os Magma e a música Zeuhl não foram muito notadas na Alemanha. Havia uma banda da nova onda alemã que se autodenominava Mekanik Destruktiw Kommandoh, mas não eram nem um pouco Zeuhl!

O maior inovador neste campo foi Peter Frohmader. No início dos anos 80, inspirado pelo uso inovador do baixo, de Jannick Top, Peter gravou alguns clássicos instrumentais de Zeuhl no seu segundo LP, NEKROPOLIS 2. Também explorou outros caminhos que o levaram a esse género, mas mais na direção do Krautrock pesado, em NEKROPOLIS LIVE, deu um toque funky na fusão do estilo Magma com um toque de Miles Davis e Material em THE FORGOTTEN ENEMY, e depois para reinos mais abstratos com WINTER MUSIC e com as suas “sinfonias de baixo”. Não apenas interessado nos Magma, Peter também utilizou alguns maneirismos dos Art Zoyd e dos Univers Zero, movendo-se para uma música clássica dark que se assemelha aos Art Zoyd no álbum HOMUNCULUS.

O único outro artista alemão que encontrei neste campo é Uwe Ruediger, baterista e multi-instrumentista que lançou uma cassete chamada SHAPE ONE (1984) com influências new-wave e Zeuhl. Mais tarde tocou com Peter Frohmader na banda de free rock Peter Ström.


ITÁLIA

Os Banco foram a primeira banda italiana a atacar qualquer coisa parecida com Zeuhl, embora  ache que isso mais uma coincidência que consistiu no facto de os seus álbuns instrumentais possuírem um uso semelhante de piano percussivo, ao estilo Stravinsky, e influências clássicas dark e jazz. Mais perto estiveream os Nome, que só lançaram um single (que eu saiba) que era uma mistura bizarra de RIO, Zeuhl e prog operístico.

A maior parte da música Zeuhl italiana apareceu nos últimos 10 anos. Os Stick & String Quartet tiraram partido da música de câmara de Zeuhl (território dos Art Zoyd e dos Juleverne) e transformaram-na num estilo ágil próprio. Os Kraken In The Maelstrom misturaram todos os tipos de influências para uma mix complexa improvável de Zeuhl, Van der Graaf Generator e estilos italianos dos anos 70. Os mais prolíficos têm sido os Runaway Totem, uma banda bem peculiar, meio Magma no espírito, misturada com estilos de hard rock, jazz e ópera até! As suas vocalizações são um tipo de Kobian rock também, mas não são totalmente plagiadores, já que há muito mais em actividade na sua música, influências do vanguardista italiano, RIO e arestas clássicas, chegando a assemelharem-se aos Birdsongs Of The Mesozoic. Foram-se acalmando um pouco com cada disco que iam lançando ao longo dos tempos, mudando o foco para uma Universal Totem Orchestra muito mais sombria e estranha.

 

SUÉCIA

Penso que o ângulo sueco sobre o Zeuhl veio das actuações RIO tocadas em festivais no final dos anos 70 e 80. Não é assim tão surpreendente, julgo, que uma banda conectada com os Samla Mammas Manna funcionaria neste campo, embora os Ensemble Nimbus não sejam totalmente do estilo Magma, mas sim um toque moderno e animado de Zamla / RIO / Zeuhl tipo de som.

Uma série de actuações mais influenciados pelo Zeuhl envolvem pessoas da Bauta Records, como os Kultivator que tocaram uma fusão progressiva, Kinf de Hatfield's Meet Samla's com uma dose inebriante de Magma, e Myrbein que tocava uma fusão progressiva que misturava Zampla, Arbete e Fritid, Zeuhl, Henry Cow e muito mais! Vários projetos relacionados com Lars Jonsson (de Bauta, ou seja, Ur Kaos, J. Lachen, Na Margon, Songs Between, etc.) também actuaram um pouco neste campo, mas apenas de forma temporária.

Também relacionados com esta trupe está o principal explorador de Zeuhl da Suécia: Simon Steensland, que interpreta uma falsificação Zeuhl / RIO do mais alto calibre. O seu LONESOME COMBAT ENSEMBLE definiu o cenário com uma mistura sombria de estilos, do clássico ao rock, embora apenas parcialmente Zeuhl. THE ZOMBIE HUNTER possui uma riqueza de influências e texturas combinadas, e está cheio de motivos clássicos sombrios, texturas góticas, bombástica e energia furiosa tipo Zeuhl. Touches of When, J. Lachen, Art Zoyd, Shub Niggurath, o que quiserem, até mesmo o personagem do complexo esquizofrênico denominado King Crimson está lá. O mais recente LED CIRCUS é ainda mais bizarro, com alguns estranhos elementos operáticos e uma infinidade de novos ângulos atacados por toda lado. Simon também trabalhou com o vanguardista Sten Sandell, assim como Lars Jonsson; na verdade, todo o underground sueco recente parece estar interconectado!

 

MÉXICO

Parece uma possibilidade improvável, mas existem algumas bandas do México que cujo som era baseado no Zeuhl. Os primeiros e mais inovadores foram os Decibel, que era realmente mais parecidos um Henry Cow improvisado, embora era mais eletrónicos, e tinham algumas texturas tipo Magma na sua música. Semelhante, mas com uma base mais folk / jazz, os Banda Elastica formaram um caldeirão bizarro em que eu nunca realmente consegui penetrar.

Os mais Zeuhl dos anos 80 foram Nazca, que estavam mais relacionados com o género ficcional dos Juleverne, Vortex, Art Zoyd  e da Música de Câmara do Século 21! Eram na verdade incríveis na sua destreza e inventividade, especialmente por se tratar de uma banda essencialmente acústica, mas conseguiam criar uma tempestade, com uma interação complexa através de uma mistura de violinos, viola, piano, fagote, oboé, baixo, violão e percussão. Alguns membros da banda reapareceram mais tarde na banda gótica / medieval Culto Sin Nombre.

 

CANADÁ

Com a cultura franco-canadiana quebequiana, é óbvio que ocorreria sempre uma correlação na cena musical, especialmente porque já existia uma versão híbrida canadense dos ZAO a uma dada altura.

Os L'Infonie foram, de certa forma, uma espécie canadiana paralela aos Magma, inovadora na mistura de culturas e estilos tão abrangentes como o jazz, psicadelia e vanguarda. Eles também podem ser considerados verdadeiramente clássicos e são famosos pela sua versão Zeuhl rock de In C. de Terry Riley. No entanto, devem dar uma olhadela no LP1 de seu VOL duplo. 333, que capta um espírito muito próximo ao som do início dos Magma, mas agora em LP. O seu cantor Raoul Duguay tornou-se famoso na cena pop canadiana.

A banda canadiana Maneige, dos anos 70, também contou com Raoul Duguay como convidado no seu segundo álbum, LES PORCHES, e apresentava um leve toque de Zeuhl na sua música. Tudo o que está disponível do seu período clássico inicial (na altura) é LIVE MONTREAL 1974/1975, que é mais parecida com uma mistura Henry Cow / jazz / folk peculiar na sua maioria. Os herdeiros do trono dos Maneige foram os Miriodor, formados por volta de 1980 na cidade de Quebec, mudando-se para Montreal em 1985. Os seus primeiros álbuns eram como uma progressão lógica, diferente dos Maneige, com elementos de música sistémica (Michael Nyman, Lost Jockey) e Zeuhl / nova música de câmara (Art Zoyd, Univers Zero), mas desde então mudaram-se para outros poisos.

 

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Na verdade, não existe realmente um Zeuhl EUA, embora várias bandas se tenham aproximado do género, nomeadamente os Birdsongs Of The Mesozoic dos seus primeiros tempos, com seu estilo único de fusão de rock vanguardista e de piano-percutido. Os Motor Totemist Guild (e por vezes os U Totem) aproximaram-se um pouco do lado mais sombrio dos Univers Zero, e um pouco de Zeuhl também se pode encontrar em alguns trabalhos dos Doctor Nerve, embora de forma um tanto efémera. Uma nova banda, os Yeti, são o que de mais próximo alguém, nos EUA, já conseguiu no que ao Zeuhl diz respeito, embora seu álbum THINGS TO COME deixe cair muitos dos movimentos clássicos do duo Vander-Top em favor de outros estilos progressivos franceses. Confira minha análise no Audion # 43.

 

JAPÃO

Todos nós sabemos que os japoneses adoram copiar e reinventar as coisas. Assim não é nenhuma surpresa que tenha havido muitas criações estranhas do tipo Zeuhl ao longo dos anos. Aqui está um resumo de alguns que encontrámos ao longo dos anos ...

Entre os primeiros exploradores: Os Il Berlione eram uma espécie de fusão RIO étnica / de câmara com laivos de Univers Zero e Art Zoyd. Os Lacrymosa também se encaixavam no mesmo lugar, embora seu álbum BUGBEAR tivesse um toque oriental muito mais forte.

Na ruidosa armada noise japonesa encontramos várias bandas inspiradas no Zeuhl. Os mais conhecidos (por terem sido apadrinhados por John Zorn e Derek Bailey) são os Ruins. Tocam uma fusão frenética que alterna entre o Zeuhl e o free-jazz, e quase tudo o mais que eles se lembrem de acrescentar, e que é muito. Os Koenji estão ligados aos Ruins e aplicam a ética “Japanoise” a uma fusão inspirada nos Magma. Ouvir o seu álbum HUNDRED SIGHTS OF KOENJI é como ser espancado, sobrepondo-se depois uns gritinhos furiosos ao estilo Magma, uma espécie de KOHNTARKOSZ e UDU WUDU híbrido, coberto com vocais selvagens. Imagine os Fushitsusha interpretando as músicas dos Shub Niggurath mais selvagens! Os Bondage Fruit pegaram num monte de estilos folk europeu e jazz-fusion, e adicionaram-lhe uma ponta maníaca de Magma, usando com multi-vocalizações femininas e apresentando um baixo dominante, juntando tudo isso com tudo o que possa imaginar, menos a pia da cozinha! Às vezes fazem lembrar os Eskaton com uma ponta de metal brilhante! Lançamentos posteriores lembram os Nekropolis e os King Crimson, e, mais tarde os Mahavishnu de rock / riff livre, ficando, é bom de ver, cada vez menos Zeuhl.

Os Happy Family são, sem dúvida, as estrelas da tradição japonesa RIO / Zeuhl, uma banda que se incorporou neste género complexo, mas criando seu próprio estilo furiosamente excessivo. Enquanto os  Bondage Fruit e os Koenji tendem a não manter um equilíbrio artístico, os Happy Family parecem ter tudo na proporção certa. Uma parte RIO (Henry Cow, Univers Zero, Present, The Muffins), uma parte Zeuhl (Weidorje, UDU WUDU era Magma), adicionando o tecnicismo japonês e uma pontinha de rock mais forte (um pouco daquele desenho animado, canto de pássaros do tipo mesozóico de estilo moderno), e teremos uma Família Feliz! Zeuhl liderado pela guitarra, uma música cheia de solos e furiosa complexidade. A sua primeira cassete ao vivo foi recebida com espanto, e o seu CD homónimo ainda mais. Em TOSCCO levaram seu estilo de fusão para um novo território, ainda mais complexo, ao estilo do rock progressivo, levando a questionar-me que caminho percorrerão em seguida.

 

 

DISCOGRAFIA

Banda Elastica – Banda Elastica (LP: Tiradero BE 1001) © 1986

Banda Elastica – Banda Elastica 2 (CD: Tiradero CDDP 1102) 1990 © 1991

Il Berlione – 3 tracks on: LOST YEARS IN LABYRINTH (CD: Belle Antique BELLE 9119) 4-5/90+5/91 ©1991

Il Berlione – IL BERLIONE (CD: Belle Antique BELLE 9229) ©1992

Il Berlione – IN 453 MINUTES INFERNAL COOKING (CD: Belle Antique BELLE 9483) ©1994

Bi Kyo Ran – GO-UN (CD: Belle Antique BELLE 95149) 9/95 © 1995

Birdsongs of the Mesozoic – Birdsongs of the Mesozoic (12” EP: Ace of Hearts AHS 1008) 8/81-12/82 © 1983

Birdsongs of the Mesozoic – MAGNETIC FLIP (LP: Ace of Hearts AHS 10018) 10/83-1/84 © 1984

Birdsongs of the Mesozoic – Beat Of The Mesozoic (12” EP: Ace of Hearts AHS 1018) 3-8/85 © 1985

Birdsongs of the Mesozoic – FAULTLINE (LP/CD: Cuneiform RUNE 19) © 1989

Birdsongs of the Mesozoic – PYROCLASTICS (CD: Cuneiform RUNE 35) 12/89-6/91 © 1992

Birdsongs of the Mesozoic – THE FOSSIL RECORD 1980-1987 (CD: Cuneiform RUNE 55) 5/80-8/87 © 1993

Birdsongs of the Mesozoic – DANCING ON A’A (CD: Cuneiform RUNE 69) © 1995

Birdsongs of the Mesozoic – PETROPHONICS (CD: Cuneiform RUNE 137) © 2000

Bondage Fruit – Bondage Fruit (CD: Isis ISI-0111) © 1994

Bondage Fruit – II (CD: Maboroshi No Sekai MABO-006) © 1996

Bondage Fruit – III – RÉCIT (CD: Maboroshi No Sekai MABO-009) © 1997

Cos – POSTAEOLIAN TRAIN ROBBERY (LP: IBC 4C 054-97.146) 8/74 © 1975 (CD: Musea FGBG 4028.AR) «plus 4 bonus tracks» © 1990

Cos – VIVA BOMA (LP: IBC 48 062-23.605) 7/76 © 1976 (CD: Musea FGBG 4159.AR) «plus 4 bouns tracks» © 1997

Cos – BABEL (LP: IBC 4C 058-23.794) © 1979

Cos – SWISS CHALET (LP: IBC 4C 064-23.902) © 1980

Cos – PASSIONES (LP: Boots 08 1804 or Lark INL 3539) © 1983

Cos – Hotel Atlantic (12” EP: GeeBeeDee 60-1815) © 1984

Cro Magnon – ZAPP! (CD: Het Verkeerde Been 9201) © 1992

Cro Magnon – BULL? (CD: Lowlands LOW 008) © 1996

Culto Sin Nombre – HALLAZGOZ NERICOSOS (CD: Eibon) © 19??

Decibel – EL POETA DEL RUIDO (LP: Orfeón LP-12-1113) 7-8/79 © 1980

Decibel – CONTRANATURA (CD: Momia 03) 1977-92 © 1992

Derek & The Ruins – SAISORO (CD: Tzadik TZ 7202) © 199?

Doctor Nerve – SKIN (CD: Cuneiform RUNE 70) © 1995

Ensemble Nimbus – KEY FIGURES (CD: APM 9403 AT) 1993-94 © 1994

Ensemble Nimbus – SCAPEGOAT (CD: Record Heaven RHCD12) ©1998

Peter Frohmader – NEKROPOLIS: MUSIK AUS DEM SCHATTENREICH (LP: Nekropolis RP 10122) © 1981 (CD: Ohrwaschl OW OW042) «plus 4 bonus tracks» © 1998

Peter Frohmader – NEKROPOLIS 2 (LP: Hasch Platten KIF 002) © 1982

Peter Frohmader – NEKROPOLIS LIVE (LP: Schneeball 1037) 25-27/7/83 © 1983 (CD: Ohrwaschl OW033) «plus 2 bonus tracks (14/1/83» © 1995

Peter Frohmader – THE FORGOTTEN ENEMY (MLP: Hasch Platten KIF 008) 1983-84 © 1984

Peter Frohmader – WINTERMUSIC (MLP: Multimood MRC-006) 1984 © 1987

Peter Frohmader – STRINGED WORKS (CD: Multimood MRC-006) 1982-84 © 1994 «WINTERMUSIC plus 2 unreleased works»

Peter Frohmader – THE AWAKENING: NEKROPOLIS LIVE ’79 (CD: Ohrwaschl OW035) © 1997

Groon – REFUSAL TO COMPLY (CD: Progressive Interntional PRO 050/Dissenter DIS 002) © 1994

Happy Family – FLYING SPIRIT DANCE (MC: Rotter’s Paper RPT001) 16/4/94 © 1994

Happy Family – HAPPY FAMILY (CD: Cuneiform RUNE 73) 1994 © 1995

Happy Family – TOSCCO (CD: Cuneiform Rune 93) © 1997

Julverne – COULONNEUX (LP: EMI 4B 58-99069) © 19??

Julverne – A NEUF (LP: Crammed CRA 274) © 1981

Julverne – EMBALLADE (LP: Igloo IGL 037) © 1983

Julverne – NE PARLONS PAS DE MAHLEUR (LP: Igloo IGL 042) © 1986

Julverne – LE RETOUR DU CAPTAIN NEMO (CD: Igloo IGL 089) © 1994

Koenji – HUNDRED SIGHTS OF KOENJI (CD: Good Mountain 2.800) © 199?

Kraken In The Maelstrom – EMBRYOGENESIS (CD: Mellow MMP 165) © 1993

Kultivator – BARNODENS STAGAR (LP: Bauta BAR 8101) 1980 © 1981 (CD: APM 9201) «plus 2 bonus tracks (9/6/79 + 1992)» © 1992

Lacrymosa – BUGBEAR (LP: ?) 8-10/84 © 1984 (CD: SSE-8201) «plus “Flash Back” single & 5 bonus tracks (6-8/83)» © 1993

Lacrymosa – Flash Back / Metamorphosis / Lacrymosa (7”: LLE-3004) 7+9/85 © 1985

Lacrymosa – JOY OF THE WRECKED SHIP (CD: SSE-4033) 10-12/93 © 1994

Metabolist – Drömm/Slaves/Eulam´s Beat (7” EP: Drömm DRO 1) © 1979

Metabolist – HANSTEN KLORK (LP: Drömm DRO 2) © 1980

Metabolist – Identify/Tiz Oz Nam (7”: Drömm DRO 3) © ?

Metabolist – GOATMANAUT (MC: Drömm) © ?

Metabolist – STAGMANAUT (MC: ?) © ?

Metabolist – Le Grand Prique (7”: Bain Total ?) © ? «B-side is by Die Form»

Miriodor – RENCONTRES (LP: Rio 43) 3/84-7/85 © 1986 (CD: Cuneiform RUNE 108) «plus 4 tracks from TÔT OU TARD» © 1998

Miriodor – TÔT OU TARD (MC: Rio 57) 3+5/84 & 12/86 © 1987

Miriodor – MIRIODOR (LP: Cuneiform RUNE 14) 1/88 © 1988 (CD: Cuneiform RUNE 14) «plus 5 tracks from TÔT OU TARD» © 1993

Miriodor – 3RD WARNING (CD: Cuneiform RUNE 32) 3/91 © 1991

Miriodor – JONGLERIES ÉLASTIQUES (CD: Cuneiform RUNE 78) 3/95 © 1996

Myrbein – MYRORNAS KRIG (LP: ?) 1980-81 © ? (CD: APM 9302) «plus 2 bonus tracks» © 1993

Na Margon – Death’s Angel (CDS: Bauta BAR 9302) © 1993

Nazca – NAZCA (LP: Naja NN 1001) © 1983

Nazca – ESTACIÓN DE SOMBRA (LP: Naja NN 1002) 7/86 © 1986

Nome – Marte Alla Volta/Trine (7”: GN 001) 4+9/89 © 1990

Uwe Ruediger – SHAPE ONE (MC: U.R.) 1984 © 1992

Ruins – STONEHENGE (CD: Shimmy Disc 037) © 199?

Ruins – HYDEROMASTGRONIGEM (CD: Tzadik TZ 7202) © 199?

Runaway Totem – TRIMEGISTO (CD: Black Widow BWRCD 004-2) © 1995

Runaway Totem – ZED (CD: Black Widow BWRCD 013-2) © 1996

Runaway Totem – ANDROMEDA (CD: Musea FGBG 4299.AR) © 1999?

Daniel Schell & Karo – IF WINDOWS THEY HAVE (LP/CD: Made To Measure MTM 13) © 1986/1988

Daniel Schell & Karo – THE SECRET OF BWLCH (CD: Made To Measure MTM 27) © 1992

Daniel Schell & Karo – GIRA GIRASOLE (CD: Materiali Sonori MASOCD 90057) © 1993

Songs Between – Cities & Waterholes (CDS: Bauta BAR 9303) 4/92 © 1993

Simon Steensland – THE SIMON LONESOME COMBAT ENSEMBLE (CD: Musea MP 3013.AR) © 1993

Simon Steensland – THE ZOMBIE HUNTER (CD: APM 9509 AT) 12/94-3/95 © 1995

Simon Steensland – LED CIRCUS (CD: Ultimae Audio Entertainment UAE DISC 11)) 1997-98 © 1999

The Stick & String Quartet – THE STICK & STRING QUARTET (CD: Kaliphonia KRC 005) 4/92+4/93 © 199?

Tipographica – TIPOGRAPHICA (CD: God Mountain GMED 005) © 199?

Tipographica – MAN WHO DOES NOT NOD (CD: Pony Canyon) © 199?

Tipographica – GOD SAYS I CAN’T DANCE (CD: Pony Canyon PCCR-00204) © 199?

Tipographica – FLOATING OPERA (CD: Sistema Records SICD-1) © 1997

Universal Totem Orchestra – RITUALE ALIENO (CD: Black Widow BWRCD 022-2) © 2000

Ur Kaos – A TERRIBLE BEAUTY IS BORN (LP: Bauta BAR 9002) © 1990

Yeti – THINGS TO COME… (CD: Two Ohm Bop 008CD) 10/99-2/00 © 2000

Zypressen – 2 tracks on: LOST YEARS IN LABYRINTH (CD: Belle Antique BELLE 9119) 4-5/90+5/91 © 1991

Zypressen – ZYPRESSEN (CD: Belle Antique BELLE 96195) © 1996





25.11.11

ZEUHL – Parte 2: A Família Magma e Suas Ramificações


ZEUHL – Parte 2

A Família Magma e Suas Ramificações

Continuando a nossa exploração do fenómeno “Zeuhl”, ultrapassando agora a história dos Magma, que contámos na parte 1, tentaremos desta vez uma tarefa impossível: desvendar a árvore genealógica dos Magma. Uma cena musical e criativamente incestuosa, e extremamente influente também, a família Magma composta por bandas e solistas, entrelaça-se consideravelmente com outras numerosas bandas parisienses, designadamente os Heldon, e devido a essa lista tão grande de talentos diversos, pois os músicos dos Magma trabalharam em quase todos os campos musicais que possamos imaginar.

A Família Magma
Como documentado nos booklets dos álbuns editados (e na riqueza dos CDs ao vivo mais recentemente editados), as várias encarnações dos Magma nos anos 70 envolveram um núcleo de mais de 30 músicos, e será nesses que nos concentraremos aqui. Documentaremos as várias histórias, e tentaremos explorar em maior profundidade as influentes ramificações dos Magma no Zeuhl. Mas, primeiro, vejamos quem é quem...

Os Músicos dos Magma
Jean-Pol Asseline (Teclados)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA “HHAI” LIVE, 1975
À parte de algum trabalho em sessões obscuras de música pop, e participação como convidado do LP epónimo de Jean Pierre Alarcen (1978), pouco é conhecido de outras actividades musicais de Jean-Pol. O seu papel nos Magma é grandemente uma emulação do estilo de François Cahen.

Dominique Bertram (Baixo)
Primeira aparição conhecida nos Magma: como “Urgon” (creio) em ATTAHK, 1977
O baixista no álbum “Neffesh Music”, de Yochk’o Seffer, também tocou na última encarnação dos ZAO, e editou um álbum a solo, numa veia de fusão de jazz moderno Americano com uma pequena pitada de Magma. O seu irmão Gérard foi um dos fundadores dos reconhecidos Moving Gelatine Plates. Há também um Dominique Beltram (a mesma pessoa?) que toca baixo no álbum “Drones”, de Jean-Philippe Goude.
Álbuns: “Chinese Paradise” (String 1983)



Gérard Bikialo (pianos, órgão)
Primeira aparição conhecida nos Magma: INÉDITS, 1973 fita de arquivo
Desconhecido em qualquer outro lado!

Klaus Blasquiz (vocalista, percussão)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA, 1970
Um vocalista único e talentoso, e um artista completo. Klaus começou a sua carreira na música progressiva com a banda pré-Heldon, os Blues Convention (na qual cantava em inglês). Tanto quanto sei, não existem gravações dessa banda histórica, apesar de algumas das suas raízes blues tenham entrado no primeiro álbum dos Magma. Desde a sua primeira partida dos Magma em 1977, Klaus tornou-se muito requisitado por outros projectos durante os anos prolíficos de finais de 70, inícios de 80, acrescentando as suas vocalizações processadas que são particularmente eficientes no álbum de estreia de Bernard Szajner, “Zed”. Também cantou nos inspirados pelo Zeuhl, Troll, fez parte de numerosas reformações dos Magma para concertos, e mais recentemente foi um dos membros do grupo de Bernard Paganotti “Paga”.
Aparições como convidado: Heldon STAND BY (Egg 1978), Zed VISIONS OF DUNE (IRC 1979), François Bréant VOYEUR EXTRA-LUCIDE (Egg 1979), Jean-Philippe Goude DRONES (Polydor Ramses 1979), Bernard Szajner SOME DEATHS TAKE FOREVER (Pathé/IRC 1980), Alan Stivell TERRE DES VIVANTS (Dreyfus 1981), Michel Altmayer TROLL VOL. 2 (Musea 1988), etc.




François Cahen (pianos)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA, 1970
Um membro dos Magma nos seus tempos iniciais, e uma grande influência no som Zeuhl. Para uma história completa veja mais à frente a história dos ZAO.
Aparições como convidado: Triangle TRIANGLE (Pathé EMI 1972), Cos BABEL (IBC 1979).

Alain Charlery (Trompete, percussão)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA, 1970
Desconhecido em quaisquer outro sítio!

Jean- Luc Chevalier (guitarra, baixo)
Primeira aparição conhecida nos Magma: como “Gorgo” em ATTAHK, 1977
Um guitarrista autodidacta, de Nantes, que tocou com a banda prog/psych Zig-Zag por volta de 1970-2 (editando dois singles obscuros). Mais tarde tornou-se um nome prolífico na cena de jazz internacional e parisiense. Depois de ter saído dos Magma regressou às fusões-jazz, trabalhando com Pascal Vandenbulcke (ex-Dün) e outras associações de ex-Magma. A sua música é distintivamente francesa, com um pé quer na energia e harmonias intricadas, com semelhanças com John McLaughlin ou Larry Coryell, sem muito interesse para os aficionados do Zeuhl.
Álbuns: JEAN-LUC CHEVALIER (Cryonic 1985), SAHARIENNE (Cryonic 198?), UN PIED DANS LE VIE (?? 1986), TIBET (Cryonic 1987), ZANTIC LE JAZZMAN (Musea 1988), etc.



Liza Deluxe (vocalista)
Primeira aparição conhecida nos Magma: como “ihnn” em ATTAHK, 1977
Uma cantora muito viajada, vocalista de coro muito requisitada, em todos os géneros de música.
Participou como convidada em: Atoll TERTIO (Ariola 1977), François Bréant VOYEUR EXTRA-LUCIDE (Egg 1979), etc.






Claude Engel (guitarra, flauta, vocalista)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA, 1970
A carreira de Claude começa em 1968 com a banda de blues psicadélico Omega Plus, na veia dos Cream. A melhor gravação que lhes ouvi foi a liderada por Bernard Lubat no LIVE IN MONTREUX ’72 que foi sobretudo um show de Claude Engel, à maneira de Larry Coryell, num tipo de jazz de fusão próximo de Santana. Não de forma muito típica, a faixa de Engel, PUISSANCE 13+2 é muito naquela veia de guitarra multi-acústica, explorada por muitos artistas da ECM. Depois de deixar os Magma, Claude Engel participou primeiro no álbum de estreia de Daydé (ex-vocalista dos Zoo), fez algum material pop-rock, e depois tornou-se um artista importante da cena jazz-rock.
Álbuns: ENGEL STORY (CBS 1973), FANTASMAGORY (CBS 1976), GUITARISME (Apache 1983), também: Lubat, Louiss, Engel Group LIVE IN MONTREUX ’72 (Pierre Cardin 1972), etc.
Aparição em: PUISSANCE 13+2 (Theleme 1971)
Artista convidado em: Omega Plus HOW TO KISS THE SKY (Pitch 1969), Daydé JÁIME (Riviera 1971), Alan Stivell TERRE DES VIVANTS (Dreyfus 1981)




Gabriel Federow (guitarra)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA “HHAI” LIVE, 1975
Desconhecido em qualquer outro lugar!

Marc Fosset (guitarra)
Primeira aparição conhecida nos Magma: INÉDITS, 1973 fita de arquivo
Apenas com os Magma de forma muito breve, também é conhecido pelo seu trabalho a solo, com Stephane Grapelli, e como uma das metades do duo caratini/Fosset.
Álbuns: LA RÉCRÉ (America 1978), CROONER (? 1990)




Jean-Pierre Fouquey (piano eléctrico, teclados)
Primeira aparição conhecida nos Magma: RETROSPEKTIW III, 1980
Também activamente envolvido como membro dos Forgas (1977 e 1985-92), uma banda inspirada pelo som de Canterbury com um lado excêntrico e influências Zeuhl, caracterizada pelo estilo frenético de Jean-Pierre nos teclados. Também trabalhou a solo (mas aqui mais em easy listening e jazz-rock), para além de muitos outros géneros musicais modernos.
Álbuns a Solo: TACTICS (CY 1984), RAILROAD (Cryonic 1985)
Aparições como Convidado: Patrick Gauthier BÉBÉ GODZILLA (Cy 1982)



René Garber (clarinete baixo, vozes)
Primeira aparição conhecida nos Magma: em INÉDITS, 1972 fita de arquivo
Apesar de envolvido na pré-história dos Magma, o início de René na cena musical foi com Contrepoint, tocando saxofone soprano. Os Contrepoint foram uma banda influenciada pelo género de música praticado pelos Soft Machine, Nucleus, jazz de fusão ao estilo de Canterbury/British, com muito punch e com arranjos muito ricos e complexos.
Aparições: Contrepoint PUISSANCE 13 + 2 (Theleme 1971)



Patrick Gauthier (piano, sintetizador)
Primeira aparição conhecida nos Magma: em UDU WUDU, 1976
Patrick começou na cena underground parisiense, com a banda pre-Heldon, os Schizo, e também foi membro ou convidado em seis dos sete álbuns publicados pelos Heldon. Ele foi um dos músicos que mais empurrou a música dos Magma para o lado mais electrónico. Durante o boom da cena parisiense, nos finais dos anos 70, Patrick foi muito solicitado como músico convidado, e também tocou muito com Didier Malherbe, Eric Serra , e outros. Como tal, o seu trabalho a solo desenvolveu-se numa base de uma fusão entre o som dos Magma e o dos Heldon, acrescentando-lhe ainda uma boa dose de jazz de fusão no seu segundo trabalho, LA MORSE, que é na sua maior parte um híbrido dos Magma, Offering, e jaz e blues. Mais recentemente, foi novamente visto como músico de sessão, designadamente na banda sonora de “Subway”, de Eric Serra, e com artistas pop, tais como George Acogni, Jacques Higelin, e numerosos outros.
Álbuns a solo: BÉBÉ GODZILLA (Cy 1982), SUR LES FLOTS VERTICAUX (Seventh 1992), LA MORSE (Seventh 1996).





Aparições como convidado: Didier Lockwood JAZZ-ROCK, aka “LOCKWOODS” (Music Zag 1977), Benoit Widemann STRESS! (Ballon Noir 1977), Alain Renaud AR & CLONES (Tabala/Carrere 1978), Jean-Philippe Goude DRONES (Polydor Ramses 1979), George Grülatt K-PRISS (Polydor Ramses 1980), Richard Pinhas L’ETHIQUE (Polydor Ramses/Pulse 1982) e DWW (Cuneiform/Spalax 1983-1991), Bernard Paganotti PAGA (Cream 1985), Yvonne e Alain Guillard PAZAPA (Cerise 1989), Pinhas & Livengood CYBORG SALLY (Tangram/AMP 1994), Michel Ettori HIGHER LIFE (Musea 1995), etc.

Brian Godding (guitarra)
Primeira aparição conhecida nos Magma: em KOHNTARKOSZ, 1974
Guitarrista britânico, fundador dos The Blossom Toes, B. B. Blunder, etc. Desde a sua breve estadia com os Magma saltou para os terrenos da fusão, com a sua banda Mirage, e é muito admirado como experimentalista na guitarra.





Michel Graillier (pianos, clavinet)
Primeira aparição conhecida nos Magma: em INÉDITS, 1974
Um músico de jazz moderno muito viajado e muito requisitado, com um estilo do tipo de Mal Waldron ou Joachim Kühn, com numerosos projectos a solo e em grupo, desde os finais dos anos 60, a maioria deles não relacionados com a cena Zeuhl, excepto como influência.
Uma edição de interesse: François Jeanneau EPHEMERE (Owl 197?)

Guy Khalifa (vocalista)
Primeira aparição conhecida nos Magma: em RETROSPEKTIW III, 1980
Muito viajado como músico de sessão, também toca teclados!
Aparições notáveis como convidado: François Bréant VOYEUR EXTRA-LUCIDE (Egg 1980), Michael Altmayer TROLL VOL. 2 (Musea 1988)

François Laizeau (percussão)
Primeira aparição conhecida nos Magma: RETROSPEKTIW III, 1980
Um bom percussionista, a trabalhar nas margens da música experimental e jazz de fusão. Trabalhou com Kadjan, Benoit Wideman, e também é um membro dos UZEB e dos Paga.
Aparições como convidado: Roland Hollinger BARDO THODOL (Scorpios 1978), Francis Lockwood HOME SWEET HOME (JMS 1983), Patrick Gauthier LA MORSE (Seventh 1996).


LINK (Roland Hollinger BARDO THODOL)


Teddy Lasry (sax soprano, flauta, gaitas-de-foles, etc.)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA, 1970
Filho de Jacques e Yvonne Lasry, notáveis músicos dos bizarros instrumentos escultores de som de Bernard Baschet, Terry actuou em várias das edições de Lasry-Baschet. É também um solista competente e talentoso multi-instrumentista (nos teclados, sintetizadores, flautas, saxofone, clarinete, percussão), e a sua influência nos primórdios dos Magma é muito forte. Aqueles estilismos foram tocados numa mistura sintetizada em dois álbuns que gravou para a RCA nos finais dos anos 70, com pinceladas de Heldon e Vangelis. Como músico multi-talentoso, ele tornou-se muito requisitado por editoras de música de biblioteca e também de bandas sonoras para filmes. A sua discografia é muito vasta.
LPs incluem: “e=mc2” (RCA Balance 1976), SEVEN STONES (RCA 1979)
Convidado em: Gilles Elbaz GILLES ELBAZ (Alvares 1971), Mama Bea Tekeilski JE CHERCHE UN PAYS... (SFP 1972)





Didier Lockwood (violino)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA “HHAI” LIVE, 1975
E assim a história avança, quando Stephen Grapelli viu que Jean-Luc Ponty atingiu o elevado nível que ele esperava, passou-lhe o violino seu favorito. Então, depois, por sua vez, ele foi passado para Didier Lockwood. Quer isto seja verdade ou não, podemos nunca vir a saber. Contudo, Didier esteve entre os melhores, mais flexíveis e inventivos tocadores de violino dos últimos 30 anos, trabalhando em diversos géneros como o underground, psicadélico, electrónica e no mais geral jazz de fusão. Para um exemplo primordial do seu estilo único, confira o álbum VISITORS. Nos Magma, o seu violino eléctrico foi usado, em geral, como alternativa à guitarra. Didier trabalhou também muito com o seu irmão Francis (um pianista de fusão), foi muito visto como músico de sessão, assim como a tocar com nomes de topo do jazz, como Jasper van’t Hof e Christian Escoude. Depois de um apontamento com os ZAO, formou o primeiro dos supergrupos de jazz-rock franceses, os Surya.
Discografia seleccionada: Didier Lockwood JAZZ-ROCK, aka “LOCKWOODS” (Music Zag 1977), NEW WORLD (MFS 1979), LIVE IN MONTREUX (JMS 1981), FASTEN SEAT BELTS (JMS 1982), THE KID (JMS 1983), TRIO (JMS 1983), DLG (JMS 1984), OUT OF THE BLUE (JMS 1985), LUNE FROIDE (JMS 1995), plus UZEB & Didier Lockwood UZEB & DIDIER LOCKWOOD (JMS 1987), ABSOLUTELY LIVE (JMS 198?)
Como Músico Convidado: Visitors VOSITORS (Decca 1974), André Ceccarelli CECCARELLI (Carla 1971), Surya SURYA (Cornélia 1977), Clearlight LES CONTES DU SINGE FOU (Isadora 1977) e VISIONS (Polydor 1978), François Bréant SONS OPTIQUES (Egg 1978), Michel Magne Elements LA TERRE (Egg 1978) e L’EAU (Egg 1979), Jean-Michel Kadjan MUMMY (JMS 1982).



LINK (“New World”)


Jean-Luc Manderlier (piano e órgão)
Primeira aparição conhecida com os Magma: em INÉDITS, 1972 fita de arquivo
Músico belga, anteriormente nos: Classroom (pre Cos) e Arkham (parte da história dos Univers Zero), desapareceu depois da gravação de MEKANIK DESTRUKTIW KOMMANDOH.

Francis Moze (baixos)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA, 1970
Francis Moze (por vezes apenas Moze) é um daqueles baixista “groovy” muito flexíveis. Ajudou a criar o estilo do primeiro som dos Magma, saiu para os Gong por volta de 1973 e tocou com eles intermitentemente depois disso. Trabalhou também com o músico/produtor Laurent Thibault, numa fase pré-Magma, num tipo de música folk-rock. A sua carreira posterior fez-se sobretudo como músico de sessão.
Com os Gong: FLYING TEAPOT (Byg/Virgin 1973), SHAMAL (Virgin 1976)
Álbum a solo: NAISSANCE (Harps 1985)
Aparições como convidado: Gilles Elbaz GILLES ELBAZ (Alvares 1971), Laurent Thibault MAIS ON NE PEUT PAS RÊVER TOUT LES TEMPS (Ballon Noir 1978), Dan Ar Braz ALLEZ DIRE À LA VILLE (Ballon Noir 1978) e THE EARTHS LAMENT (Ballon Noir 1979), Michel Altmayer TROLL VOL. 2 (Musea 1988), Catherine Ribeiro FENÊTRE ARDENTE (Mantra 1993).



LINK (Gilles Elbaz – “Gilles Elbaz”)


Claude Olmos (guitarra)
LP inicial nos Magma: MEKANIK DESTRUKTIW KOMMANDOH, 1973
A carreira de Claude Olmos vem desde a banda Francesa pré-Progressiva dos anos 60, os Alan Jack Civilisation, uma das primeiras de uma onda de imitadores dos Anglo-Americanos. Também fez parte dos Alice, Docdail (numa quantidade desconhecida) e da banda psicadélica Coeur Magique. A guitarra psicadélica de Claude adicionou focagem a uma série de gravações dos Magma, apesar de nos anos 80 se ter mudado para o reino do jazz de fusão, nomeadamente com Joel Dugrenot (ex-ZAO), com quem formou os Boomerang, levemente inspirados nos Magma.
De interesse: Coeur Magique WAKAN TANKA (Byg 1971), Boomerang BOOMERANG (SPX 1982).





Bernard Paganotti (Baixo)
Primeira aparição conhecida com os Magma: MAGMA “HHAI” LIVE, 1975
A história de Bernard Paganotti no período anterior aos Magma é-me desconhecida. Contudo, ele quase “calça os sapatos” de Jannick Top como baixista criativo. Também é creditado como o instigador do desmembramento dos Magma para formar os Weidorje, e foi depois muito visto como músico convidado ou como elemento extra em muitas bandas, durante o período finais dos 70s/inícios dos 80s, particularmente na frente parisiense do progressivo e do underground. Desde aí ele tem trabalhado a solo e formou a sua própria banda, inspirada nos Magma, os Paga, de que fizeram parte outros músicos ex-Magma, designadamente Klaus Blasquiz.
Álbum a solo: HAUNTED (? 1988)
Com os Paga: PAGA (Cream 1985), GNOSIS (? 1993)
Convidado: Saint-Preux ATLANTIS (Heloise 1979), Jean-Philippe Goude DRONES (Polydor Ramses 1979), Bernard Szajner SOME DEATHS TAKE FOREVER (Pathé/IRC 1980), Saint-Preux TO BE OR NOT (Heloise 1981), Jean-Michel Kadjan MUMMY (JMS 1982), Patrick Gauthier BÉBÉ GODZILLA (Polydor Ramses 1982), Richard Pinhas L’ETHIQUE (Polydor/Pulse 1982), Dominique Bertram CHINESE PARADISE (String 1983), Richard Pinhas DWW (Cuneiform/Spalax 1991), Michel Altmayer TROLL VOL. 2 (Musea 1988), etc.






Maria Popkiewicz (vocalista)
Primeira aparição conhecida com os Magma: RETROSPEKTIW III, 1980
Cantora feminina profissional, também pode ser encontrada numa série de álbuns de Alan Stivell.

Richard Raux (saxofones alto e tenor, flauta)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA, 1970
Muito viajado na cena jazz, particularmente como solista de concerto, em outras bandas, a presença de Richard nos Magma restringiu-se a apenas um álbum. Ele fez depois parte da grande orquestra de free-jazz, os Operation Rhino, e de seguida formou a sua própria banda nas raias do jazz-rock, os Hamsa Music.
Músico convidado: Melmoth LE DEVANTURE DES IVRESSES (Arion 1969), Operation Rhino CRÉATION COLLECTIVE, MUSIQUE IMPROVISÉE (Expression Spontanée 1976), Laurent Thibault MAIS ON NE PEUT PAS RÊVER TOUT Le TEMPS (Ballon Noir 1978).
Edições a solo: HAMSA (Fiesta 1976), HAMSA MUSIC (Mercury 1981), Richard Raux Quartet FEEL GOOD AT LAST (Freelance 1984), UNDER THE MAGNOLIAS (? 1989)






Jeff “Yock’o” Seffer (sax, clarinete baixo)
Primeira aparição conhecida com os Magma: 1001⁰ CENTIGRADES, 1971
Veja os artigos sobre  Yochk’o Seffer e ZAO mais à frente.

Laurent Thibault (baixo)
Com os Magma já antes do seu LP inicial
Laurent foi o instigador dos Univera Zekt, da etiqueta Theleme, e produtor nos estúdios Château D’Hérouville. O seu álbum a solo viu a ajuda de numerosos elementos dos Magma e outros músicos numa obra instrumental inflamada de folk, Gong, Canterbury e influências Zeuhl, adicionadas a uma forma de criatividade única.
Álbum: MAIS ON NE PEUT PAS RÊVER TOUT LE TEMPS (Ballon Noir 1978)


LINK (Laurent Thibault: "Mais On Ne Peut Pas Rêver Tout Le Temps" (1979)



Louis Toesca (Trompete)
Primeira aparição conhecida com os Magma: 1001⁰ CENTIGRADES, 1971
Desconhecido em qualquer outro lado!

Jannick Top (baixo, violoncelo, percussão, sintetizadores, teclados)
LP inicial nos Magma: MAKANIK DESTRUKTIW KOMMANDOH, 1973
Aplaudido por muitos como o catalisador principal do som Zeuhl, o baixo expressivo de Jannick e os seus multi-talentos instrumentais empurraram a criatividade dos Magma para terrenos nunca anteriormente pisados. O seu Ork Alarm (em KOHNTARKOSZ) foi uma particularmente impressiva primeira obra composicional. E ele continuou a colocar ideias no som dos Magma, até à sua explosão no magnífico De Futura em UDU WUDU. A carreira de Jannick foi muito diversificada desde (para não dizer mais) os campos do pop até aos do jazz/prog. Por um capricho do destino, devido aos seus talentos como mágico do estúdio, creio que Jannick se tornou num grande instrumentista da cena “disco” (agora denominado tecno), designadamente com o horrível DISCOBALLS dos Rosebud “Um tributo ao álbum dos Pink Floyd” Confirme por si próprio!. Também participou num álbum dos Eurhythmics.
A Solo: Utopia Viva/Epithécanthropos Erectus II, 7” (Utopia 1975)
Aparição como convidado: Daydé BALLADES (Barclay 1976), Nyl NYL (Urus 1976), Teddy Lasry “e=mc2” (RCA Balance 1976), Heldon UN RÊVE SANS CONSÉQUENCE SPÉCIALE (Cobra 1976), André Cecarelli CECARELLI (Carla 1977), Philip Catherine BABEL (1980), Alan Stivell TERRE DES VIVANTS (Dreyfus 1981), Dominique Bertram CHINESE PARADISE (String 1983), etc.





Christian Vander (bateria , vocalista, órgão, percussão)
Fundador dos Magma!
Veja o artigo sobre Christian Vander mais à frente.
Vander Trio: JOUR APRES JOUR (Seventh 1990), 65! (Seventh 1993)
Músico convidado: CHRISTIAN VANDER ET LES TROIS JEF’S (1968, Palm 1973), FIESTA IN DRUMS (196?, Palm 1973), Gilles Elbaz GILLES ELBAZ (Alvares 1971), Jamal Khan GIVE THE VIBES SOME (Palm 1974), Patrick Gauthier BÉBÉ GODZILLA (1982).





Stella Vander (vocalista)
LP inicial nos Magma: MEKANIK DESTRUKTIW KOMMANDOH, 1973
Nos anos 60 ela era conhecida apenas por “Stella”, uma espécie de Lulu francesa, pop star adolescente, mas, tal como Marianne Faithful ela movimentou-se para fronteiras mais experimentais e jazzy, nos finais da década, inícios dos 70s. É o segundo membro que esteve mais tempo nos Magma, e apareceu como vocalista de suporte em numerosos outros álbuns.
A Solo: D’ÉPREUVES D’AMOUR (Seventh 1991)
Como convidada: Atoll TERTIO (Ariola 1977), André Cecarelli CECARELLI (Carla 1977), François Bréant VOYEUR EXTRA-LUCIDE (Egg 1980), Michel Altmayer TROLL VOL. 2 (Musea 1988), Patrick Gauthier LA MORSE (Seventh 1996), etc.




Benoit Wideman (Teclados)
Primeira aparição conhecida nos Magma: MAGMA “HHAI” LIVE, 1975
Um estilista no que toca à utilização de electrónica e teclados processados nos Magma, ele foi definitivamente outro dos catalisadores do som típico conhecido como Zeuhl (se é que existe tal coisa). Ele viria a desenvolver o seu estilo único de teclista e tornou-se um elemento habitual nos discos dos Dan Ar Braz, e nos seus solos, que eram uma espécie de música baseada no sintetizador funky, diversificando-o pelo Zeuhl, jazz-rock e música sintetizada abstracta tipicamente francesa. Foi também um dos elementos chave do projecto Fusion.
Álbuns a solo: STRESS! (Ballon Noir 1977), TSUNAMI (Ballon Noir 1979), 3 (CY 1984).
Aparições como convidado: Verto REEL 19-36 (Fléau 1978), Dan Ar Bras DOUAR NEVEZ (Ballon Noir 1977), ALLEZ DIRE À LA VILLE (Ballon Noir 1978), THE EARTHS LAMENT (Ballon Noir 1979), Patrick Gauthier BÉBÉ GODZILLA (Polydor 1982), Jean-Michel Kadjan MUMMY (JMS 1982), Dominique Bertram CHINESE PARADISE (String 1983), etc.





Projectos Relacionados
De seguida listaremos os vários outros projectos e ramificações dos Magma, de que temos conhecimento...

Alien
Uma ramificação obscura dos Magma, da qual sabemos muito pouco, excepto que existiram algures durante 1979-80 (então liderados por Jannick Top), e voltaram a existir como uma banda paralela de espectáculos ao vivo dos Offering, por volta de 1987. No Festival de De Mans (Maio de 1987) citados como “Vander jazzmen”, os Alien consistiam em: Dominique Bertram (baixo), Jean-Michel Kadjan (guitarra), Benoit Widemann (teclados), Patrick Gautier (teclados), e Jean-Pierre Fouquey (bateria). Também fizeram parte: Frédéric Briet (baixo duplo), Michel Graillier e Didier Lockwood. Infelizmente, não existem gravações dos Alien ainda, apesar das gravações dos concertos andarem, forçosamente, por aí.


Fusion
Em tudo menos no nome, o quarteto de Lockwood/Top/Vander/Widemann (frequentemente listada assim) eram os Magma, mas, de novo, não eram. Muito inspirados pelo jazz-rock Americano: John Coltrane, Miles Davis, Weather Report, Returno To Forever – e similares – este é esse género atacado por uma fúria e inventividade funky francesa, dando-lhe aquela peculiaridade, especialmente o violino de Didier Lockwood e o trabalho de baixo muito sólido de Jannick Top.
Lockwood Top Vander Widemann – FUSION (LP: JMS 015) 8/81 1981 (CD: JMS 015-2) 1995



Pwd: sakalli


Offering
Depois de os Magma se terem tornado numa banda de culto, com um conceptualização estilizada, e uma certa expectativa das audiências sobre o como deveria ser um concerto dos Magma, penso que Christian achou que precisava de um novo conceito. Houve um sentimento espiritual subjacente nos álbuns dos Magma dos inícios dos anos 80, e foi isso que ele desenvolveu com os Offering. Assim, deixou cair a maioria das características Zeuhl, deixaram de haver aquelas pesadas peças-mestras de 35 minutos, e em vez disso temos uma música que se infiltra, como se fosse um encantamento ritual ancestral, balançando nas franjas do velho jazz, soul e gospel. Estranho, de audição difícil e a necessitar da “aquisição do gosto”, é a melhor recomendação que consigo dar. Esta é a banda que Steve Davis passou no Reino Unido como se fossem os Magma. Mas os Offering são muito diferentes dos Magma, e são um outro exemplo de como vastos são os horizontes criativos de Christian Vander.
OFFERING, PART I & 2 (2LP: JARO 4129/30) 9/85-9/86  1986 (2LP: Seventh A1/A2)  1987 (CD: Seventh AI/AII)  1998
OFFERING, III-IV (CD: Seventh AV/AVI)  1991
A FIIEH (CD: Seventh A IX)  1991
PARIS THÉÂTRE DEJAZET 1987 (2CD: AKT ?)  ?
Rhesus O
Uma outra parte integrante da história dos Magma, nos finais dos anos 60, foram os Cigue, que depois se tornaram nos Rhesus O. Na altura do seu início, eles eram um combo jazz, com um trio de baixos (raro), dois teclistas, e solos principalmente executados por um músico de instrumentos de sopro. Mais do que ao Zeuhl eles estavam em débito para com os Soft Machine, Miles Davis, e o jazz esquisito underground da época, tudo com um toque de psicadelismo. Nos últimos tempos (não documentados em disco) juntaram-se-lhes outros músicos dos Magma: Bernard Paganotti e Richard Raux, e a tónica movimentou-se mais para uma fusão com os metais. O grupo desmembrou-se quando o leader da banda, Alain Mourier, foi chamado para prestar o serviço militar.
RHESUS O (LP: Epic EPC S 64560) 1971 1971 (CD: Musea FGBG 4137.AR)  1996





Transition
Este foi um projecto paralelo aos Magma, com: Claude Engel, Francis Moze, Christian Vander, François Cahen e Teddy Lasry. A sua especialidade era tocar standards de jazz, e estranhamente também funcionaram como banda de suporte para os Deep Purple. Todos estes músicos estiveram também envolvidos com os Univeria Zekt.
Não há edições conhecidas.

Christian Vander
Os Magma não são mais do que uma das muitas visões criadas por Christian Vander. Com as suas raízes fundadas no jazz, e no amor à música de John Coltrane, ele sempre explorou outros caminhos na forma de projectos colaterais. Alguns deles envolviam membros dos Magma, ou tornaram-se parte da história dos Magma. Um exemplo destes últimos é a banda sonora de “Tristan & Iseult”, um álbum dos Magma em tudo menos no nome.
Em tempos mais recentes Christian tentou documentar alguns dos seus projectos especiais. Entre eles estão: “MUSIQUES” LES VOYAGES DE CHRISTOPHE COLOMBE feito em 1992 para um espectáculo multimédia em Reims para celebrar a descoberta da América por Colombo, que é uma improvável narração de Christian Vander sobre um mar de sons samplados, e A TOUS LES ENFANTS... reunião em álbum de um conjunto de canções infantis, elaboradas num estilo de canções dos Magma relaxados, com toque de TRISTAN & ISEULT ou KOHNTARKOSZ, com vocalizações dos três Vander: Christian, Stella e Julie. Muito francês, muito Vander, e uma grande surpresa! Também editou alguns álbuns da sua banda de jazz (muito no estilo do seu trabalho nos anos 60) constituído por músicas muito sedativas, quase hinos a Coltrane, no seu álbum TO LOVE, e numerosas outras raridades, dedicadas especialmente aos Vanderfilos compulsivos.
TO LOVE (LP/CD Seventh A/3) 3-8/88   1988
“MUSIQUES” LES VOYAGES DE CHISTOPHE COLOMBE (CD: Seventh AKT III) 8-20/9/92   1993
A TOUS LES ENFANTS... (CD: Seventh ?)   1995
UN HOMME... UNE BATTERIE (VHS: Seventh ?)   1995
Baba Yaga La Sorciére (CDS: Seventh AKT VI) 15/10/95   1995



LINK  (Tristan & Iseult)


Vander Top Blasquiz Garber
Um projecto de improvisação de quatro músicos dos Magma que foi essencialmente uma jam que fizeram enquanto esperavam pelos restantes elementos dos Magma para o concerto no The Manor, em 15 de Abril de 1973. Não é Zeuhl, como é documentado no CD SONS, começando numa forma muito livre e tornando-se jazz, soando mais como os Spontaneous Music Ensemble tornam-se psicadélicos.
DOCUMENT 1973: SONS (CD: AKT II) 15/4/73   1993



Weidorje
Originalmente, Weidorje foi o título de uma faixa do álbum UDU WUDU dos Magma, o que levou Bernard Paganotti e Patrick Gauthier a estabelecerem a sua própria banda com base numa música de estilo semelhante. É fácil de ver porque é que os Weidorje foram formados (quando conhecemos para onde foram os Magma depois disto) pois o que eles queriam fazer estava para além do poder da fusão Zeuhl dos Magma.
Apesar de terem existido durante três anos, é uma pena que os Weidorje apenas tenham feito um álbum, pois tratava-se de uma música soberba praticada por um supergrupo de músicos de top de rock e jazz. Com três faixas de puro poder Zeuhl, o álbum Weidorje foi pura magia, uma pitada de electrónica metálica, cheio de complexidades sistémicas criadas pelo vasto array de instrumentos envolvidos. A reedição em CD prova que uma sequência poderia ter sido pelo menos tão boa, através das duas faixas extra previamente não publicadas, faixas essas ao vivo em Outubro de 1978, e que mostram a banda em excelente forma, com um toque ainda mais original de jazz. Nos seus últimos dias, depois da partida de Michel Ettori, outros guitarristas famosos: François Ovide e Pierre Cherez, chegaram a participar na banda, mas nessa altura, aparentemente, o espírito do grupo havia já sido quebrado e decidiram terminar as suas actividades no Verão de 1979.
De certa forma, os Weidorje podem ser vistos como outro cruzamento entre as cenas dos Magma, jazz e Heldon, e depois de terem terminado houve muita interacção com outros projectos e edições, pelos membros dos Weidorje, incluindo obras a solo de Jean-Philippe Goude, Patrick Gauthier e Bernard Paganotti.
WEIDORJE (LP: Cobra COB 37014) 2/78   1978  (CD: Musea FGBG 4058.AR)   1992  «2 bonus tracks (14/10/78)»





Zabu
Um cantor blues, um dos vocalistas dos inícios dos pré-Magma, ele pode ser ouvido no álbum dos Univeria Zekt. O seu trabalho Informer Blues, para a PUISSANCE 13+2, é típico do seu estilo a solo. Apesar dos músicos dos Magma terem participado nos seus dois álbuns, eles não são totalmente Zeuhl, e eu não os recomendo, pois não os ouvi ainda!

Zorgones
Uma banda parisiense muito antiga, formada por: Francis Moze (teclados), Laurent Thibault (baixo), Gera Fenzl (bateria), Michel Marie (guitarra), Philippe ? (guitarra) e Zabu (voz). Têm a reputação de terem sido uma das primeiras bandas de Paris a tocar música que não era apenas uma cópia dos modelos Anglo-Americanos. Gravaram um álbum, mas apenas foi editado um single, que ainda estou para conseguir ouvir.

A História dos ZAO
1: Yochk’o Seffer
De Budapeste, Hungria, Jeff “Yochk’o” Seffer foi para Paris na sua adolescência (meados dos anos 50) para estudar no Conservatório. Mais tarde o seu trabalho diversificou-se pela “clássica” e pelo jazz, tendo trabalhado com o altamente influente George Russell. Ele conheceu Christian Vander quando trabalhava no free-jazz com Jeff Gilson, e foi um dos elementos fundadores dos Magma, apesar de não ter participado no trabalho de estreia dos Magma.
Historicamente, a sua primeira banda foram os Perception, formados por Yochkó Seffer, Siegfried Kessler (teclados), D. Levallet, Jean-My Truong (percussão), que editou um LP epónimo nas séries jazz da Futura. Nunca os ouvi, não devem ser muito interessantes,  apesar de terem sido o catalisadores dos ZAO. Depois de terem tiocado com os Magma e com o projecto Univera Zekt, ele foi depois explorar outras músicas.
Sempre um instrumentista multi-talentoso, Yochk’o demonstrou uma visão muito especial com o seu “Neffesh Music”, um projecto que desenvolveu enquanto membro dos ZAO. Depois de conhecer Moshe Naim, um produtor da WEA, foi concedida a Yochk’o Seffer a hipótese de concretizar um sonho, e assim desenvolver essas ideias, numa música que era uma mistura de culturas e géneros, clássica (Schönberg, Stravinsky, Bartók, etc.),música folk Europeia (Balcânica, Oriental) , fundida numa Zeuhl bem condimentada. “Neffesh Music” (música da mente) explora a textura e o tom em vez da composição convencional, sendo que o resultado, na sua essência, é um híbrido ZAO/Magma clássico, muito estranho e avant-garde, por vezes com a participação de um quarteto de cordas: The Quator Margand. A essência pura do Zeuhl temperado com a avant-garde!
A sua primeira tentativa, DELIRE, não foi  um grande sucesso, com conflitos entre estilos que tornaram a música muito estranha. IMA e GHILGOUL estão entre as suas obras-primas, com criações densas que por um lado se rebolam numa incerteza em equilíbrio instável, por outro lado esvaem-se e fluem ganhando um grande poder, que conduzem ao longo do tempo da música com grande intensidade. A soma total dessa grande música é difícil de descrever, excepto que podemos dizer sem qualquer dúvida que é desafiante e intoxicante ao mesmo tempo.
Desde os dias de ZAO, ele tentou sempre manter uma continuidade no desenvolvimento da sua música, e até procurou ajuda improvável em Bill Laswell e Stu Martin (entre outros) para os concertos Europeus e para uma tournée Americana. Neffesh tornou-se uma banda ao vivo depois disso, apesar de não terem sido gravados quaisquer álbuns depois, e transmutou-se depois em Numerik, com a participação de Deborah Seffer no violino. Ao longo dos anos ele percorreu numerosas avenidas, conceitos e colaborações, como ADAMA, um trabalho multipistas incorporando todos os sete tipos de saxofones inventados por Adolphe Sax, e depois:  os resolutos álbuns CHRONOPHONIE, um projecto em forma de dueto com o seu ex-colega dos ZAO François Cahen, e mais recentemente as suas séries YOG, que misturam todos os seus variados estilos e influências numa mistura mais moderna.
MAGYAR-LÔ (LP: Le Chant du Monde LDX 746004) 1976
DÉLIRE (LP: Moshé-Naim MNO 12008) 1976
IMA (LP: Moshé-Naim MNO 12010) 1977
GHILGOUL (LP: Garou Garou SR 116) 7/78   1979   (CD: Musea FGBG 4145.AR) 1995 «3 bonus tracks (5/80)»
CHROMOPHONIE 1 – LE DIABLE ANGÉLIQUE (LP: GC 2101) 1980-1981   1982
CHROMOPHONIE 2 – LE LIVRE DE BAHIR (LP: GC 2102) 1982   1984   (CD MUsea FGBG 4184.AR) 1996 «plus 3 tracks from CHROMOPHONIE 1»
ADAMA (LP: Moshé-Naim MNO 12069) 1986
SEPTUOR (MC: Tormer/Gallerie Assymetrique) 1986
WATER-FIRE (LP: Moshé-Naim MNO 12071) 1987
Alain Bouhey/Yochk’o Seffer – LA VOIE SCRIPTORRALE (LP: Le Chant Du Cygne) 1988
PROTOTYPE (CD: ? 590462) 1990
YOG – PITCHIPOY (CD: Musea Parallèle MP 3028.AR) 1996   1997
YOG 2 – SEFIRA (CD: Musea Parallèle MP 3025.AR) 3-4/98   1998
YOG 3 – YOCHK’O SEFFER BIG-BAND (CD: Musea Parallèle MP 3037.AR) 3-6/4/99   1999





2: François Cahen
Como muitos dos membros dos Magma, as raízes de François estão no jazz, com um pouco de treino clássico a brilhar por trás. Alcunhado de “Faton” (não fazemos ideia do porquê) a sua forma estilizada de tocar piano foi um factor muito importante no som Zeuhl, e nos ZAO de pois de sair dos Magma. Tal como a maioria dos músicos da sua área, François explorou o seu próprio caminho musical, mostrando o seu estilo Zeuhl de tocar piano numa série de álbuns, como TENDRE PIANO SOLO a provar a beleza do piano eléctrico como instrumento solo, quando está em tão criativas mãos. Também colaborou com gigantes do jazz internacional moderno, como: Miroslav Vitous (baixo) e Jack DeJohnette (bateria) num álbum chamado GREAT WINDS. E depois houve a improvável colaboração com Didier Lockwood, baseada numa música de fusão-synth.
PIANO CONCERTS (LP: Le Chant du Monde LDX 74588) 1976
TENDRE PIANO SOLO (LP: FreeBird FLY 02) 1/78  1978
Balade Pour L´´Eté/Chanson En Rond (7”: 3 Oranges Bleues 6010.222) 1980
PIANO RÊVES (LP: Cryonic MAD 3023) 1986
Cahen-Lockwood – THANK YOU FRIENDS (LP: Atlantic 50489) 1978
Cahen & Seffer – ETHNIC DUO (LP: Blue Marge 1004) 4/80 1981
Faton-Bloom – FATON-BLOOM (LP: Cryonic MAD 3023)  1986
Fatyon-Bloom – NADJA (CD: ? 893 029) ?





3: ZAO
Apesar de serem sempre referenciados por maiúsculas, o nome da banda é na realidade uma palavra do livro do século 13 “A Cabala” com um significado obscuro que tem algo a ver com a procura da fonte de sabedoria. Na verdade um nome esotérico para uma banda, e um caso raro de um supergrupo que se tornou um sucesso.
Os ZAO foram formados pelos membros dos Magma François Cahen e Yochk’o Seffer (ver secções relevantes atrás), que decidiram abandonar os Magma depois de 1001º CENTIGRADES para prosseguir a sua própria visão. François já tinha provado a sua valia com uma série de composições para os Magma, enquanto Yochk’o ainda estava por revelar os seus talentos. Os ZAO criaram um subgénero único de jazz-rock francês dando um passo à frente em relação ao estilo instrumental dos Magma, adicionando estruturas rítmicas do tipo da Mahavishnu Orchestra, e das música étnicas e clássicas, para além de culturas da Europa Oriental. Também foi recrutado para a banda Jean-My Truong (anteriormente dos Perception), e Jöel Dugrenot, cuja história musical (antes e desde então) envolveria um substancial artigo! Ele tomou de empréstimo a cantora de variedades Mauricia Platon dando aos ZAO aquele condimento Zeuhl dos Magma, a que estavam acostumados.
Por altura do seu início também contrataram o primeiro de muitos violinistas que haveriam de passar pela banda. Z=7L foi um considerável passo em frente relativamente às raízes Magma, jazzy de uma forma diferente, com um suporte em instrumentos étnicos e folk. Os ZAO estavam naquela terra de ninguém, entre o jazz, o rock e a música-nova, a sua música não se enquadrava em nenhum rótulo, o que fez com que ficasse muito difícil serem notados.
OSIRIS encontrou-os numa editora independente, a Disjuncta, com um orçamento muito baixo, mas apesar da qualidade de produção da edição, este foi um dos seus melhores álbuns. Desta vez sem vocalizações femininas, apenas esquisitices Zeuhlianas, cortesia de Joel e Yochk’o. Negro, sinistro e para além das palavras, OSIRIS é o mais pessoal dos seus álbuns.
SHEKINAH foi onde eles atingiram o seu pico criativo, fundindo a “Neffesh Music” de Yochk’o com o som ZAO, com o quarteto de cordas Quator Margand misturando tudo em texturas musicais complexas, em reminiscências do domínio clássico, do tipo dos Art Zoyd ou Vortex. Com menos ornamentos, apenas com Didier Lockwood no violino, KAWANA foi o álbum mais jazzy até à data, com o acento tónico em solos mais do que em elementos de composição complexos como nos álbuns anteriores. Depois disto, Lockwood e Truong formaram os Surya, Seffer decidiu concentrar-se no seu trabalho a solo, o que deixou François Cahen no controlo dos ZAO. Infelizmente, ele falhou na tarefa de manter o espírito dos ZAO vivo, pois TYPARETH é apenas um prazenteiro álbum de jazz-rock “deixa-te ir”.
Uma versão do grupo reformou-se para um concerto único em 1986, depois da reedição do LP Z = 7L com participação dos originais Seffer, Cahen e Truong, tendo-se-lhes juntado Dominique Bertram e Debora Seffer (violino). Afinal, houve outra reformação do grupo, para fazer um novo álbum, nos finais dos anos 90. Apesar de muito distante de capturar o verdadeiro e antigo som ZAO, o lado funky do moderno jazz-rock francês não arruinou o álbum AKHENATON, que está mais perto do velho som dos ZAO do que esteve TYPARETH, servindo como um epitáfio viável para uma grande e inovadora banda.
Z = 7L (LP: Vertigo 6499 738) 8/73   1973   (LP reedição: Cryonic ?)   1986   (CD Musea FGBG 4081.AR)   1993
OSIRIS (LP: Disjuncta 000004) 9/74   1975   (CD Musea FGBG 4130.AR)   1995   «1 bonus track (12/93)»
SHEKINA (LP: RCA Balance FPL1 0097) 7/75   1975 (CD Musea FBGB 4067.AR)   1992
KAWANA (LP: RCA Balance FPL1 0178) 9/76   1977   (CD: Musea FGBG 4039.AR)   1991   «1 bonus track (1973)»
TYPHARETH (LP: RCA Balance PL 37121) 8-9/77   1977   (CD: Musea FGBG 4146.AR)   1998
AKHENATON (CD: Musea FGBG 4125.AR) 7/94   1994









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