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20.9.24

Audion #11 - Março de 1989


 





AUDION

The New-Music Magazine

Issue No 11. March 1989, £1.20

(ver conteúdos abaixo)

N/A

1989

(Março)

1ª Edição

N/A

Em Inglês

32


Audion #11

Contents:

Hello! (Editorial) – 3

Feedback  (Readers Letters) – 3

News – 3

Publications (Further Reading) – 3

Readers Poll Results – 4

Without Warning… David Torn! – 6

Better Days Distribution – 7

New Peter Frohmader Releases – 7

Lost Classics #1 – Friendsound – 7

Behind The Iron Curtain: Part 3 – East Germany – 8

Due – A Mail Interview – 10

Entrevista Con Eduardo Polónio – 11

Musea Records New Releases – 12

Pierrot Lunaire – Na Italian Rock Legend – 13

Classic Labels: #1 – The Brain 1000 Series – 14

Los Tiempos Modernos de Clonicos – 18

Turning Japanese With Circadian Rhythm – 19

Auricle Music Cassettes Catalogue (Advertisement) – 20

Audion Back-Issues And Subscriptions – 20

Reviews – 21

Inc. ICR Distribution – 21

Dawn Awakening – 23

Hearts of Space – 25

Rcommended Records & Distribution – 26

Miriodor – 27

Arcane Device – 27

Tonspur Tapes – 28

Discos Esplendor Geometrico – 28

Generations Unlimited – 29

New Release Bulletin – 30

Mail Order and Retail Contacts – 31

Advertisements – 32

 

Editors’ Recommendations

This list features our favourite Top 20 currently available items described in this issue, in order of preference (with review page no.)

1. Pierrot Lunaire: Gudrun (RCA) LP – 13

2. Arachnoid: Arachnoid (Musea) LP – 12

3. Peter Frohmader: Homunculus Volume 2 (Multimood) LP – 7

4. Uludag: Mau Mau (Review) LP – 26

5. Michael Stearns: Encounter (Hearts of Space) CD, MC – 25

6. Pierrot Lunaire: Pierrot Lunaire (RCA) LP – 13

7. Peter Frohmader: Spheres (Private) MC – 7

8. Jabir: Vuelo Por Las Alturas De Alhambra (Discos EG) LP – 28

9. Propeller Island: Hermeneutic Music (Erdenklang) LP, MC, CD – 22

10. Con-Hertz: Contrasts (Auricle) 2MC – 23

11. Constance Demby: Novus Magnificat (Hearts of Space) CD, MC – 25

12. Andrew Chalk: Harvest (ICR) MC – 21

13. Musci & Venosta: Urban And Tribal Portraits (ReR) LP – 26

14. “Re Records Quaterly Vol.2 No.3” (ReR) LP+Mag – 27

15. Context: Product 1 – Muzak For An Exhibition (Tonspur) MC – 28

16. Clive Bell & Max Reed: Kailash Mandala (Dawn Awakening) MC – 23

17. Robert Rutman: Steel Cello Ensemble (Rutdog) MC – 29

18. David Prescott: Studies In Static And Stasis (Tonspur) MC – 28

19. Terpandre: Terpandre (Musea) LP – 12

20. Clonicos: Figuras Espanolas (Grabaciones Accidentales) LP – 19

 

Audion

Editorial Adress

Steve & Alan Freeman, P.O. Box 225, Leicester, LE2 1DX, England

[telephone: (0533) 557489}

Editor / Typography / Layout

Steve Freeman

Assistant Editor / Artwork

Alan Freeman

Cover Art

Front cover of Thisty Moon’s first album (Brain 1021)

Artist: Gil Funcius

Photo-Screening

Clive Graham, Miniprints

Contributors

Cruz Gorostegui, Nigel Harris, Calvin Smith, Peter Tedstone

Reviwers

Kevin O’Neill, Carl Sugar, Dean Suzuki, Alan Terrill

Special Thanks…

Arcane Device, Better Days, Tim Boone, Canadian Music Centre, Cuneiform, Dawn Awakening, Deutsche Austrophon, Discos Esplendor Geometrico, Erdenklang Records, Fonix Music, Peter Frohmader, Generations Unlimited, Guardian Tapes, Hamster Records, Hearts of Space, ICR Distribution, Mensch Production, Multimood Records, Musea Records, New World Company, No Man’s Land, Poultry Productions, Reckless Records, Recommended Distribution, Henry Schneider, Sky Records, Synfinity, Tonsput Tapes, Toracic Tapes, Karl Von Horsten.





Aqui é para pôr as 4 páginas da lista de discos editados na Brain série 1000 verde

Quem quiser a revista toda telefone para aqui.





17.3.16

Memorabilia: Revistas / Magazines / Fanzines (186) - Ananana (newsletter/catálogo)


AnAnAnA
newsletter / catálogo - distribuidora/editora
Catálogo
Primavera 1992
Portugal
32 páginas A4, dobradas para A5. Capa e contracapa em cartolina salmão. Restantes páginas em papel normal.
Aspecto muito cuidado.
A maior parte é constituída por notícias (Soltas, Novidades, etc.), depois discos com recensão/descrição, seguindo-se lista de venda e, nas páginas finais, pequenos artigos.
Fica, como exemplo os dedicados aos Death In June, a Peter Frohmader e à editora de cassetes nacional SPH.


Death In June


Formados no início da década de 80, os Death In June sempre tiveram a particularidade de causar algum mal-estar aos seus ouvintes, não só pelas simbologia por si adoptada como pelos próprios textos das composições.
No entanto, não podemos deixar de admitir que o grupo se tornou conhecido por outros factos, além daquele acima referido. Ainda que nos primeiros anos de vida os temas compostos pelo trio não atingissem um grau de inovação importante, o ano de 1984 seria fulcral para a história do grupo, com a edição do álbum "Nada!". "Nada!" viria a ser um disco intensamente ambíguo, pois nele os Death In June não só faziam uso de uma composição sonora vela e muito frágil - consolidando-a com uma mão-cheia de textos violentos e polémicos - como utilizavam um tipo de simbologia que faria com que o público (e alguma parte da crítica) o ligasse a movimentos fascistas.
Com o grupo a ganhar um maior apoio do público (e também maior polémica), o período seguinte seria particularmente duro para a sua sobrevivência, com a saída de alguns membros causando uma óbvia desestabilização. Felizmente, tudo se resolveria pelo melhor, com os Death In June a trnasformarem-se num projecto de um só indivíduo - Douglas P.
Dois anos após esta agitação era a vez do regresso à actividade, com a edição do duplo LP "The World That Summer". Ainda utilizando o mesmo tipo de construção sonora, agora denotava-se uma faceta experimental/obscura mais dominante, devido à presença do maquiavélico David Tibet, dos Current 93. No ano seguinte, outra surpresa, com o lançamento do LP "Brown Book", incluindo ainda a colaboração de Tibet, mas agora ajudado por John Balance (Coil) e Rose McDowell, entre muitos outros.
Estes dois álbuns seriam posteriormente compilados e editados em dois CD's: "The Corn Years" (de 89, posto no mercado ao mesmo tempo que um novo disco de originais, "The Wall Of Sacrifice") e, mais tarde, "The Cathedral Of Tears", este contendo os temas mais obscuros e ainda trechos originais.
À vossa disposição estão agora estes dois CD's - "Nada!" e "The Cathedral Of Tears", no entanto, esperamos em breve importar a restante discografia dos Death In June em formato digital.




Peter Frohmader


É um dos mais inventivos e prolíficos compositores dos dias de hoje, tendo já lançado inúmeros álbuns, cada um com o seu estilo individual característico.
Nascido em Munique em 1958, Peter começou a mostrar interesse na música aos 13 anos. Na década de setenta esteve envolvido em inúmeros estilos musicais, mas foi em 1979 que fundou a sua companhia - Nekropolis - para dedicar-se a sério às suas próprias ideias musicais.
Os seus quatro mais recentes trabalhos (que testemunham uma total adopção do formato digital), mostram um Peter mais maturo, igualmente experimentalista, tal como sempre foi, mas muito mais atraente. Como sempre nos habituou, Peter continua a fabricar as suas composições com material electrónico, mas nestes quatro últimos trabalhos podemos encontrar "paisagens" tão diversas como um quadro negro surrealista ("3rd Millenium's Choice Vol. 1"), uma breve e brusca miniatura mitológica ("Miniatures") ou estranhas composições semelhantes a paisagens agrestes e supersticiosas ("Armorika" e "3rd Millenium's Choice Vol. 2 inc. Alaska").
Podemos em quase todas as obras de Frohmader identificar um tempo ou um lugar, no entanto o compositor insiste no facto de que "todas as minhas inspirações partem da minha própria mente, são totalmente imaginadas por mim. Não existe qualquer tipo de referência geográfica nos meus discos".




SPH



Formada há relativamente pouco tempo, a SPH tem vindo a desempenhar um papel importante na divulgação das sonoridades mais radicais provenientes de todo o mundo. É bem possível que à partida as pessoas vejam pouco interesse numa editora de cassetes, já que ultimamente têm surgido pelo nosso país inúmeros projectos por demais amadores; no entanto poderemos afirmar sem sombra para dúvidas que a SPH segue, em alguns aspectos, a linha de algumas outras etiquetas portuguesas, como a já desaparecida Facadas na Noite e a menos activa actualmente Tragic Figures. A SPH pode, porém destacar-se perfeitamente desses dois projectos, não só pela sua insistência nos sons mais radicais (experimentais, electro-industriais ou mesmo ambientais) mas também por apresentar todo o seu material em embalagens de luxo totalmente coloridas.
Outro aspecto importante é a sua força: até hoje foram editadas cerca de 30 cassetes, mas já estão previstas novas edições no futuro próximo.
A Ananana tem assim o maior prazer em apresentar aos seus clientes um dos mais interessantes projectos editoriais nacionais da actualidade, deixando à sua escolha uma enorme variedade de títulos, desde os nacionais Croniamantal e Ode Filípica (que lançarão um 7" numa etiqueta germânica muito brevemente) aos mais divulgados Smersh, Klimperei, Brume e De Fabriek, ou ainda a outros tantos como Alvars Orkester, Terrorplan, Dopelwirkung, DSIP, Nomuzic ou Sebastian Gandera.






27.11.12

"Zeuhl" - Parte 4: "O Zeuhl à Volta do Mundo", secção 3/9: Alemanha





Parte 4 – O Zeuhl À Volta Do Mundo

Nota: Como o Zeuhl é um conceito tão abstracto, recomendamos vivamente que, antes de ler este artigo, leia os anteriores (partes 1 a 3). Depois, então, pode ser que tudo faça mais sentido.

Nos três anteriores artigos você leu, sem dúvida, tudo o que há para saber sobre o Zeuhl, e se este for um tema de interesse para si, certamente que os leu com atenção redobrada.
No anterior vimos o legado do movimento e, reparámos, entre muitas outras coisas, que o Zeuhl permeou também o RIO, para além de outros movimentos.
Mas... e no mundo? Bem, você conseguirá encontrar referências Zeuhl nos lugares mais improváveis, e existem inúmeras dedicatórias bizarras ao espírito dos Magma, à linguagem Kobaia e ao Zeuhl em geral. Neste artigo vamos tentar destilar o interessante e o curioso, numa qualquer forma de viagem coerente, ao longo do globo.


Alemanha

A despeito do lado Teutónico da linguagem Kobaian, a marca Magma e Zeuhl não foi muito influente na Alemanha. Houve uma banda new-wave germânica. Houve até uma banda Germânica da new-wave que se chamou a si própria Mekanik Destruktiw Kommandoh, apesar de não terem pinga de Zeuhl na sua música!
O mais inovador neste campo, na Alemanha, foi Peter Frohmader. No início dos anos 80, inspirado pela utilização inovadora do baixo por parte de Jannick Top, Peter gravou alguns clássicos instrumentais Zeuhl, no seu segundo álbum, NEKROPOLIS 2. Também explorou outras avenidas nomeadamente o Krautrock pesado de NEKROPOLIS LIVE; pegou no estilo fusionista dos Magma e torceu-o para um estilo mais funky, também inspirado em Miles Davis e os Material, isto em THE FORGOTTEN ENEMY, e seguiu depois para territórios mais abstractos em WINTER MUSIC e nas suas “sinfonias de baixo”. Não apenas aparentado aos Magma, Peter também se inspirou nos Art Zoyd e Univers Zero, movimentando-se para uma música clássica dark que encontra um bom paralelo nos álbuns HOMUNCULUS dos Art Zoyd.
O outro único artista alemão que encontrei neste campo é Uwe Ruediger, um baterista e multi-instrumentista que editou uma cassete chamada SHAPE ONE (1984) com influências Zeuhl e new-wave. Mais tarde tocou com Peter Frohmader na banda de free-rock, os Peter Ström.


Peter Frohmader – NEKROPOLIS 2 (LP: Hasch Platten KIF 002) 1982
Peter Frohmader – NEKROPOLIS LIVE (LP: Schneeball 1037) 25-27/7/83 1983 (CD: Ohrwaschl OW033) «+ 2 faixas de bónus» (14/1/83) 1995
Peter Frohmader THE FORGOTTEN ENEMY (MLP: Hasch Platten KIF 008) 1983-84  1984
Peter Frohmader – WINTERMUSIC (MLP: Multimood MEC-006) 1984 1987
Peter Frohmader – STRINGED WORKS (CD: Multimood MRC-006) 1982-84   1994 «WINTERMUSIC + 2 faixas não editadas»
Peter Frohmader – THE AWAKENING: NEKROPOLIS LIVE ’79 (CD: Ohrwaschl OW035) 1997
Uwe Ruediger – SHAPE ONE (MC: U.R.) 1984 1992
 





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