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30.8.22

SYNTORAMA - nº 16 / 1989 - "ELECTRÓNICOS LUSITANOS" (parte 3/4) - AMA ROMANTA -


 


AMA ROMANTA

 Uma das editoras portuguesas mais activas, editando deste o rock mais obscuro ao pop mais expressionista, passando pela música electrónica e o novo jazz. Aqui, vamos precisamente fixar-nos nesta faceta, que é a que nos interessa.

Falaremos de TÓ ZÉ FERREIRA, NUNO CANAVARRO, SEI MIGUEL. Nesta etiqueta também editaram discos os TELECTU (CAMERATA ELETTRONICA) e também se atreveram com PASCAL COMELADE (BEL CANTO).

TÓ ZÉ FERREIRA – Tem 25 anos, faz música electrónica e foi uma das grandes revelações da 1ª Mostra Portuguesa de Artes e Ideias.

Tem editado, pela etiqueta AMA ROMANTA o disco “MUSICA DE BAIXA FIDELIDADE”. – Música para computador.

 

TÓ ZÉ FERREIRA

Praceta Manuel Nunes Manique, 3 – 2º C

2750 – CASCAIS (PORTUGAL)


 

“Essencialmente sou um curioso, penso que as pessoas se deveriam interessar pelas coisas. Há tantas maneiras de vê-las e, é isso que é o mais importante. Não é dizer: eu penso isto, eu sou assim, tenho estas ideias, tenho esta personalidade” e ficar-se por aí. Isso não, meu Deus”.

TÓ ZÉ FERREIRA, no Semanário BLITZ

 

NUNO CANAVARRO. – É um músico que apareceu no início da década dos anos 80, como teclista do grupo STREET KIDS, com os quais gravou 3 singles e um LP. Estudou novas sonoridades juntamente com TÓ ZÉ FERREIRA no Instituto de Sonologia de Utrecht, na Holanda. A sua primeira experiência como produtor foi um maxi-single para o grupo MLER IFE DADA.

Tem apenas um LP gravado a solo e editado em Dezembro do ano passado, intitulado “PLUX QUBA – MÚSICA PARA 70 SERPENTES”. Para a gravação deste disco utilizou um sampler Mirage, um sintetizador Moog, um magnetofone de oito pistas e microfones, além de um Walkman Sony.


 

SEI MIGUEL. – É um músico que pratica “novo jazz”. O seu instrumento é a trompete de bolso. Tem editados dois LPs até agora, bem diferenciados e com formações distintas, com um período de tempo muito curto entre a edição de um e de outro.

“BREAKER”, o seu primeiro LP gravado directamente (live) com um Sony WM D3 em 3 salas diferentes, entre Dezembro de 87 e Janeiro de 88. Influências BE-BOP. Temas como: “BREAKER”, “THIRSTY?”, “THE MIRROR”, “KEY BLUES ABOUT BUILDINGS”, etc. … Acompanham SEI MIGUEL (trompete de bolso), FALA MIRIAM (trombone), BRUNO RASCÃO e ALEX GALLO (Guitarras), ZÉ NINGUÉM (saxofone), BRUNO NEXT e JOSÉ OLIVEIRA (percussões).

“SONGS AGAINST LOVE AND TERRORISM” editado no início de 89. Como o anterior, gravado live em quatro salas diferentes. SEI MIGUEL com o sexteto denominado “SANTOS DA CASA FM”; no seu som foram eliminados a bateria, baixo e teclados, dando lugar a uma outra guitarra eléctrica, percussões metálicas e tuba. Percebe-se um trio fundamental a destacar depois destes álbuns; SEI MIGUEL e a sua respectiva trompete de bolso, BRUNO RASCÃO na guitarra eléctrica e FALA MIRIAM no trombone de varas.

 

SEI MIGUEL

Rua das Chagas, 16 – 4º esq.

1200 LISBOA (Portugal)

 

AMA ROMANTA

c/o João Peste

Rua Coelho da Rocha, 46-1º D

1200 LISBOA (Portugal)

 

Estes discos estão disponíveis através do contacto da AMA ROMANTA


SLYNKTORAMA16






26.8.22

SYNTORAMA - nº 16 / 1989 - "ELECTRÓNICOS LUSITANOS" (parte 2/4) - MISO ENSEMBLE -


 


MISO ENSEMBLE

Duo de flauta e percussões formado no ano de 1985 por PAULA AZGUIME e MIGUEL AZGUIME.

MISO ENSEMBLE “Música para flauta e percussão” é o título do primeiro LP desta nova editora independente “MISO PRODUÇÕES”, que tem previsto, desde o início, dedicar-se às músicas improvisadas, sem esquecer a áudiopoesia e outras experimentações alternativas. Mas vamos conhecer os MISO ENSEMBLE e a sua editora discográfica um pouco mais a fundo, através da entrevista efectuada a um dos seus responsáveis, MIGUEL AZGUIME, feita por correio na Parede (Portugal) em 1.5.89

MISO ENSEMBLE

Rua do Douro, 92 r/c

REBELVA 2775 PAREDE (PORTUGAL)


 ENTREVISTA

ROGELIO PEREIRA – Como surgiu a ideia do duo MISO ENSEMBLE?

MISO ENSEMBLE – A ideia de formar um grupo de música contemporânea, onde se desse especial importância à improvisação e exploração de novas técnicas instrumentais, paralelamente à criação de composições originais, foi o que esteve na origem dos MISO ENSEMBLE.

Baralhar as categorias demasiado definidas, misturar públicos diversos num esforço de comunicação e divulgação da música contemporânea, foi uma orientação constante dos MISO ENSEMBLE.

R. PEREIRA – Pensam seguir esta linha ou experimentarão introduzir novos instrumentos?

MISO ENSEMBLE – Concretizando, sem mais demoras, a ideia que levou à criação dos MISO ENSEMBLE, e principalmente por questões de tipo financeiro, os MISO ENSEMBLE tornaram-se, ao final de 6 meses, num duo, constituído por PAULA AZGUIME, flauta, e MIGUEL AZGUIME, percussão. Devido à intensidade e originalidade da linguagem musical do duo, decidimos, a Paula e eu, mantê-lo como a nossa principal actividade, não excluindo a hipótese de realizar um trabalho paralelo com uma formação alargada, em função das necessidades composicionais.

R. PEREIRA – São favoráveis à música feita com instrumentos electrónicos?

MISO ENSEMBLE – Os instrumentos electrónicos são meras ferramentas musicais como os outros instrumentos, e que, como tal, têm o seu campo de liberdades (timbres, dinâmicas, frequências, cores, formas, luz … ideias!). Movimentarmo-nos dentro desse campo e criar a música “perfeita”. Nos MISO ENSEMBLE, ainda que não esteja excluída a hipótese de usarmos instrumentos electrónicos, é sobretudo na extensão das técnicas instrumentais convencionais e na criação de novas técnicas com instrumentos acústicos, assim como nas possibilidades de relação entre a flauta e a percussão que o nosso trabalho mais tem incidido.


R. PEREIRA – Quais são as músicas que os atraem mais neste momento?

MISO ENSEMBLE – Todas, desde que sejam boas.

R. PEREIRA – Além do vosso trabalho como músicos, pensam editar mais gente na vossa etiqueta? Podem adiantar-nos algo mais sobre os vossos projectos futuros?

MISO ENSEMBLE – A MISO PRODUÇÕES está aberta a vários tipos de propostas musicais, estando neste momento programados para sair quatro discos: CARLOS ZÍNGARO – Violino solo. COLECTIVA – Grupo dirigido por CONSTANÇA CAPDEVILLE. ANTÓNIO SAIOTE – Clarinete solo (obras de compositores contemporâneos portugueses. PAULA AZGUIME – Flauta solo.

Os discos de CARLOS ZÍNGARO e de PAULA AZGUIME já se encontram gravados, sendo o disco de CARLOS ZÍNGARO o próximo a ser editado. Todos os discos são gravados digitalmente, mas ainda não sabemos se sairão em vinilo ou compacto. Gostaríamos também de gravar e editar poesia, mas neste momento não existem condições para concretizar esse projecto. A MISO PRODUÇÕES conta com o apoio pontual do Mecenato de Empresas.


R. PEREIRA – Tens algum tipo de contacto em Espanha?

MISO ENSEMBLE – Infelizmente, ainda não. Estamos neste momento a preparar uma tournée por Itália, e talvez fosse possível aproveitar este facto para realizar algum concerto em Espanha.

Gostaríamos muito que ver reunidas as condições para um encontro de músicos de várias áreas e intercâmbio musical de vários países, a nível de concertos e/ou de edição discográfica.

R. PEREIRA – A vossa música serviu de suporte a algum filme. Podem mencioná-lo?

MISO ENSEMBLE – Realizámos a música para dois filmes, ambos de JOAQUIM PINTO, “Uma Pedra No Bolso” (1998) e “Onde Bate O Sol” (1989). Trata-se de música especialmente composta para os filmes e não do aproveitamento de material já existente.

R. PEREIRA – Estão dispostos a exportar a vossa música para fora de Portugal?

MISO ENSEBLE – Contamos, a partir deste ano, realizar concertos e distribuir os discos fora de Portugal.

R. PEREIRA – Durante o ano passado percorreram um monte de kilómetros a visitar distintos lugares de Portugal. Como se desenrola, ao vivo, um concerto vosso?

MISO ENSEMBLE – Os MISO ENSEMBLE têm em concerto uma característica singular: A música transmitida directamente do artista para o público, passando pelo instrumento / instrumentista. O acto de criação é partilhado com o público em cada concerto, o que explica, possivelmente, a invulgar capacidade de comunicar, comover e apaixonar.


Para cada concerto escolhemos o que vamos tocar em função das condições acústicas da sala. Às vezes fazemos apenas duos, outras vezes tocamos cada um de nós sobretudo peças solo, não existe uma regra definida. Os instrumentos de percussão que utilizo não são sempre os mesmos, e o que tocamos, Às vezes é completamente improvisado, outras vezes está rigorosamente escrito. Para o prazer total de fazer música e o desafio renovado de comunicar, evitamos a rotina.

R. PEREIRA – Podes explicar aos leitores que música se pode ouvir no vosso disco e o que pretenderam com ela?

MISO ENSEMBLE – O disco foi gravado em concerto, em digital, e diretamente para pistas stereo, não havendo nenhum tipo de sobreposições, misturas ou tratamento de estúdio posterior. O resultado está muito próximo de um concerto: música para flauta e percussão em que florescem combinações sonoras que obedecem às exigências do nosso ritmo interior. A música existe e é preciso escutá-la.

SLYNKTORAMA16






28.7.22

SYNTORAMA - nº 16 / 1989 - "ELECTRÓNICOS LUSITANOS" (parte 4/4) - FACADAS NA NOITE -


 


FACADAS NA NOITE

FACADAS NA NOITE é o nome de uma nova editora independente, nascida em Agosto de 88 e estabelecida na cidade de Braga. Fruto de vários projectos anteriores (programas de rádio VIOLET BLOOD e FACADAS, além do fanzine “DIE NEUE SONNE”).

Os dois responsáveis do referido projecto são JORGE PEREIRA (BRAGA) e JOSÉ MOURA, como colaborador em Lisboa.

JORGE PEREIRA começou a realizar programas de rádio, um dos quais ainda em actividade, e que dá o título à editora. Aparte disso é um dos responsáveis do fanzine “DIE NEUE SONNE” (o novo sol). Editaram até agora quatro números, e neles se reflecte o movimento alternativo existente em Portugal e do que vem de fora. Como editora de cassetes viram a luz até ao momento duas edições: FNN 001 – HIST – “THE GREATEST HIST” K7. C-60 Agosto de 88 (Histeria de Imagens Sonoras com 15 temas desta banda de Setúbal (Lisboa), formada por ABEL RAPOSO e EURICO COELHO.

“Música áspera, palavras cínicas. A intensidade dos seus sons une-se a um cariz opressivo e visceral que não permitirá caracterizar a música dos HIST como simple sonhos. Difíceis de definir, por isso recomendamos que os escutem e depois de uma atenta audição, que cada um tire as suas conclusões. A cassete vem acompanhada por um libreto onde podemos encontrar notas acerca deste projecto, que hoje se encontra numa fase onde predomina o sampler” (Comentário de JORGE PEREIRA)

 

FNN 002 “13 INCISÕES / THIRTEEN INCISIONS” K7 C-45. Março de 89. Edição Limitada 50 + 50 exemplares.

Compilação internacional com temas inéditos e enviados exclusivamente para a editora.

VOMITO NEGRO (Bélgica), 3!TRUNCHEON (Bélgica), THE ICONS OF NOISE (Inglaterra), SUICIDE COMMANDO (Bélgica), HIST (Portugal), LOS HUMILLADOS (Espanha), LIQUID G. (Bélgica), DOMINION (USA), WHITE HOUSE WHITE (Bélgica), A LAS VOLLGAS (Canadá).

(Ambas as cassetes são embaladas numa caixa de vídeo VHS com libretos informativos no interior).

 

CONTEÚDO DOS FANZINES “DIE NEUE SONNE”

Nº 1 – Com BOURBONESE QUALK (Entrevista + artigo), MÃO MORTA, COGOL LER ET LA HORDE, THE SISTERS OF MERCY, METAL ON METAL (Crónica industrial), ARTE TOTAL (editoras independentes), EYELESS IN GAZA (entrevista), NICK CAVE.

Nº 2 – Com EINSTURZENDE NEUBAUTEN, THE BONAPARTES, RATOS DE PORÃO, THE JESUS AND MARY CHAIN, ARTE TOTAL (editoras independentes), PARALISIS PERMANENTE, ROCK NO CORAÇÃO DAS TREVAS, GURU PARAPLÉGICO, ICONOCLASTA (entrevista)

Nº 3 – BIG BLACK, JOHNSON ENGINEERING, FRON LINE (entrevista), CURRENT 93, DOSSIER JOY DIVISION, CLUB MORAL, THE GODFATHERS, SIGLO XX, HENRY ROLLINS, MÃO MORTA (entrevista), HIST, THE KLINIK.

Nº 4 – HIST (entrevista) THE BUTTHOLE SURFERS, FACADAS NA NOITE, POESIE NOIRE, ACHWGA NEY WODEI, WISEBLOOD, LA FURA DEL BAUS, SWANS, SKINNY PUPPY, LES FLEURS DU MAL.

 

Os próximos projectos da FACADAS são uma cassete do grupo de Barcelona LOS HUMILLADOS, uma compilação portuguesa (INSÓNIA), os franceses TUATHA DE DANNAN (Ecletique) e outras surpresas…

A FACADAS NA NOITE será distribuída em França pela “Front de L’Est” e em Espanha pela “Músicas de Regimen”.


Para conhecer mais detalhes sobre a FACADAS NA NOITE fiz a um dos seus responsáveis, JORGE PEREIRA, a entrevista seguinte, por correio, em Abril de 89.

 

ROGELIO PEREIRA – A FACADAS NA NOITE nasceu como um programa de rádio que realizas. Desde quando? Que tipo de música passas nesse programa?

JORGE PEREIRA – Comecei a fazer um programa de rádio em 1986, chamado “VIOLET BLOOD” (Sangue Violeta) com um amigo, até que, posteriormente, em 87, iniciei a “FACADAS NA NOITE”, programa ainda mais selectivo e radical. O tipo de música que passava no programa era basicamente temático, acompanhado por múltiplos apontamentos informativos e críticas de grupos, editoras, etc. Assim, “VIOLET BLOOD”, que era um programa com um horizonte mais amplo e menos limitado preocupava-me em passar grupos que faziam desde música electrónica até projectos mais ácidos e “noise”. NURSE WITH WOUND, DEATH IN JUNE, CHROME, CURRENT 93, SWANS, BUTTHOLE SURFERS, SCRATCH ACID, SONIC YOUTH, BIRTHDAY PARTY. (Era um programa de rádio muito aberto). Com o nascimento de FACADAS NA NOITE, passei a pôr mais música electrónica e experimental e nomes como: BOURBONESE QUALK, MUSLINGAUZE, COIL, PSYCHIC TV, FRONT LINE ASSEMBLY, AVANT DERNIÉRES PENSÉES, ORFEON GAGARIN, THE KLINIK, VZYADOG MOE, etc. … (desde grupos mais acessíveis a nomes menos conhecidos)

ROGELIO PEREIRA – A que se dedica o fanzine “DIE NEUE SONNE”?

JORGE PEREIRA - O fanzine “DIE NEUE SONNE” como é feito por pessoas com gostos muito diferentes, reflectia esses mesmos gostos e divulga tanto grupos electrónicos como industriais e outros estilos.

De qualquer forma, planeio lançar o 5º número só com material muito radical, e já estou a trabalhar nele.

ROGELIO PEREIRA – Têm projectado editar por vossa conta cassetes do que se faz em Portugal no terreno experimental-electrónico?

JORGE PEREIRA – As nossas edições, até agora, estão bastante ligadas à música electrónica-industrial e estamos a planear editar grupos como ERU EU WAU WAU, HAZDAM (linha THROBBING GRISTLE), IK MUX, FRONT LINE PRODIG, todos grupos electrónicos portugueses. Além disso o grupo L’Ego (membros dos HIST) com material muito interessante, outros nomes como os HOSPITAL PSIQUIÁTRICO (influências de E. NEUBAUTEN), RUA DO GIN (FOETUS), ELECTRODOMESTICOS (CABARET VOLTAIRE dos seus primeiros anos), TELECTU, OCASO ´PICO, PROYECTO G, e outros… São alguns dos projectos que começaremos a editar num futuro próximo, ainda que de momento estejamos em contactos com a maioria deles.

As edições de FACADAS NA NOITE serão sempre feitas em cassetes áudio com boa apresentação, numeradas e de edição limitada, acompanhadas por livretes com informação sobre as bandas, em edição bilíngue (Português-Inglês) e dentro de caixas de vídeo VHS.

A primeira edição foi a cassete “THE GREATEST HIST” dos HIST e contém material antigo, gravado ao vivo com poucos meios e gravada entre 1983/85.

Os HIST estão agora a trabalhar com mais e melhores meios e vão ser incluídos numa compilação em vinilo para a editora belga “CLIMAX PRDUCTIONS”. Têm composto novo material já preparado para ser editado pela FACADAS proximamente.

A segunda das cassetes é a compilação “13 INCISÕES”, que contém material diverso, quase todo gravado em exclusivo para a nossa editora.

Planeamos também o lançamento de um catálogo de distribuição e fazer algo similar ao que faz a SYNTORAMA, e queríamos contar com material distribuído pela SYNTORAMA, FUSION DE PRODUCCIONES, ESPLENDOR GEOMETRICO e outras etiquetas alternativas espanholas.

ROGELIO PEREIRA – Como têm respondido os portugueses a esta série de alternativas?

JORGE PEREIRA – Os interessados em música electronic em Portugal não são muitos, ainda que tenham vindo a aumentar. Trata-se de uma elite, que começaram a ouvir bandas como os CURRENT 93, COIL, IN THE NURSERY, etc. e depois procuram aprofundar conhecimentos e acabam por entrar em contacto com outro tipo de projectos, normalmente mais radicais e mais electrónicos.

 

JORGE PEREIRA responsável da FACADAS NA NOITE está interessado no intercâmbio de discos, cassetes, fanzines e outros produtos alternativos.

O seu contacto é:

 

FACADAS NA NOITE

C/o JORGE PEREIRA

APARTADO 1058

4700 BRAGA (PORTUGAL)

 

!! ÚLTIMA HORA !!

FNN 003 – JARDIM DO ENFORCADO – “ONDE OS CAIXÕES BROTAM COMO FLORES…”

FNN 004 – HOSPITAL PSIQUIÁTRICO – “1º ELECTROCHOQUE”

FNN 005 – COMPILAÇÃO NACIONAL “INSONIA"

Com: h.i.s.t., JARDIM DO ENFORCADO, HOSPITAL PSIQUIÁTRICO, RU 486, URU EU WAU WAU, DE PROFUNDIS, LÉGO, ETC.

FNN 006 – L’EGO HIST – “BIOLOGIA”




SLYNKTORAMA16

Para K7s da "Facadas na Noite", contactem por email, sff.






2.8.21

Various ‎– "Labyrinth Vol. 1" (Series: Tragic Figures | TFT016 | Cassette)


 Various

"Labyrinth Vol. 1"


Label: Tragic Figures ‎– TFT016

Format: Cassette, Compilation, Limited Edition, C90

Country: Portugal

Released: 1990

Genre: Electronic

Style: Industrial, EBM, Abstract, Ambient, Dark Ambient, Electro, Experimental


Capa


Completo


Flyer


Flyer (Back)













LINKBYRINTH




26.7.21

Arcane Device ‎– "Interrogator" (Series: Tragic Figures | TFT020 | Cassette)



Arcane Device

"Interrogator"


Label: Tragic Figures ‎– TFT020

Format: Cassette, Album, Limited Edition, C40

Country: Portugal

Released: 1990

Genre: Electronic

Style: Industrial, Experimental



Capa


Verso


Inner 1


Inner 2








LINK?




21.7.21

Suicide Commando ‎– "Go To Hell" (Series: Tragic Figures | TFT019 | Cassette)


 

Suicide Commando

"Go To Hell"


Label: Tragic Figures ‎– TFT019

Format: Cassette, Album, Limited Edition, C46

Country: Portugal

Released: 1990

Genre: Electronic

Style: Industrial, Experimental, EBM


Capa



Completo










Hell of a LINK




13.7.21

Orfeon Gagarin ‎– "Halibut-Vaporub" (Series: Tragic Figures | TFT017 | Cassette)


 Orfeon Gagarin

"Halibut - Vaporub"


Label: Tragic Figures ‎– TFT017

Format: Cassette, Album, Limited Edition, C46

Country: Portugal

Released: 1990

Genre: Electronic

Style: Industrial, Experimental


Capa



Back



Completo










Vick Link




21.6.21

Astronauta Desaparecido ‎– Sound And Fury (Series: Tragic Figures | TFT025 | Cassette)


 

Astronauta Desparecido

"Sound And Fury"


Label: Tragic Figures ‎– TFT025

Format: Cassette, Album, Limited Edition, C60

Country: Portugal

Released: 1991

Genre: Electronic

Style: Experimental


Capa


Completo











LINK DESAPARECIDO




13.4.21

Hospital Psiquiátrico - 1º Electrochoque (Tragic Figures - TFT001 - 1989)


Hospital Psiquiátrico ‎– 1º Electrochoque

Electronic, Abstract, Industrial, Experimental from Portugal
Year: 1989
Label: Tragic Figures - TFT001















22.1.21

SPH - recordação de uma editora (artigo)


 O presente artigo, versando a editora portuguesa SPH, que atingiu alguma notoriedade, nacional e internacional, no início os anos 90, faz parte do fanzine Eletric Shock Treatment, número 4.

Para obtenção do fanzine completo, enviem email.

SPH















26.8.19

Pérolas e Preciosidades Portuguesas: Entropia Parva ‎– "Egoneutralixação Termodinâmica"


Entropia Parva ‎– Egoneutralixação Termodinâmica 

Label: Tragic Figures ‎– TFT013
Format: Cassette, Album, C60
 Country: Portugal
Released: 1990
Genre: Electronic
Style: Experimental, Industrial










25.3.15

Ecos Do Troino - K7 by fanzine Portal da Gafaria


K7 que acompanhava o fanzine Portal da Gafaria, fanzine esse que já foi referenciado e escalpelizado num dos posts anteriores (não há muito temopo)



 
 
ECOS DO TROINO (by Portal da Gafaria)

Lado A
LUDWIG VAN
A1. Claustrofobia - 2'40"
A2. Céu - 3'45"
A3. Voodoo - 2'15"
A4. Luz - 2'00"
L'EGO
A5. Zona - 4'00"
A6. Esfregas Nos Olhos O Sol - 4'00"
A7. The Hole - 3'10"
C.S.C.F.
A8. Fuck Me - 3'15"
A9. Sprint - 3'10"

Lado B
CRONIAMANTAL
B1. Rotor (Inerta) - 4'20"
B2. Litania - 4'20"
B3. Coda - 4'10"
KRAFTIGEN KLANG
B4. White Flesh - 2'55"
B5. Gardens Of Distortion - 2'35"
B6. The Hunt - 3'40"
ERROS ALTERNADOS
B7. Ibernar - 2'30"
B8. Pontas.Acres - 3'00"

Misturas: Primitive Music
Capas: M. Dias / E. Duarte
Ano: 1992
1ª Edição




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